O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

20 de jan de 2008

...


Violência eis um mal que nos assombra desde os primórdios. Uma conseqüência dos males para muitos, por alguns egoístas, homens egocêntricos, que perderam sua noção de humanidade para se tornarem seres capitalistas.
[Onde destroem para seu próprio labor...]
Privando-nos de nossa condição de humano, alienando para seu beneficio... Estes seres nos privam consciência, isso é fato! Mais somos humanos (complexos e imprevisíveis).
A consciência de poucos gera uma contracultura que se expande e se contrai e se expande novamente de uma maneira esplendida, gerando consciência e esperança, para os muitos vilipendiados da própria condição de ser humano.
Chego à conclusão que a esperança hoje um pouco ofuscada para mim, pode brilhar no horizonte.
Pois, esperança se constrói;
Ignorância se desfaz;
Através de solidariedade e compreensão, conhecimento compartilhado...
Amor em expansão
Vida viva!
Encontro então à humanidade perdida, a construção de uma esperança.

7 de jan de 2008

Brasileiros


Choramos muito mais quando morre um amigo do que quando a floresta Amazônica é queimada!

JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás