O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

22 de fev de 2008

Medo


A pobreza do povo é a defesa da Monárquia [...] A indigência e a miséria eliminam toda a coragem, embrutecem as almas, encomodom-nas ao sofrimento e a oprimem a ponto de tirar-lhes toda a energia para sacudir o jugo.
(Thomas More)

9 de fev de 2008

...



Mais valia...

4 de fev de 2008

!


POr que as pessoas tem que repudiar o que não conhece...
e nem ao menos pretende conhecer!
O ser Humano não percebe o quão negativo é este sentimento!?
Respeito ao amor alheio seria no minimo o ato civilizado... mais
nem ao respeito o ser Humano evolui...
Onde iremos chegar com tanta intolerância... religiosa mais principalmente
intolerância ao outro, ao amor universal, o que me parece é que os Homens considerados "sabios, santos e religiosos" não zelam pela Paz e sim pela guerra seja ela santa ou não...
não zelam pelo amor e sim pela Intolerância
...


Que o amor prevaleça nos corações dos Justos !
Paz e amor a Todos
e que possamos caminhar para uma evolução realmente Humana!

JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás