O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

25 de mai de 2008

Ao acaso

O homem não nasce livre como também não vive completamente escravizado, nascemos dependentes de outros e ao longo do desenvolvimento encontramo-nos... Nos construímos!
Construção essa que é livre, se o próprio humano assim decidir, pois esta construção é continua e progressiva. Em nossa educação formal (a dada pelo sistema) somos moldados, construídos e destruídos.
Essa responsabilidade de construir o homem (ideal para o sistema) é confiada pelo Estado à escola, visto isso, percebe-se a importância e a preocupação do Estado para uma certa qualidade de ensino (Salve-se quem puder!).
Na educação existem dois caminhos, ou você se liberta ou reproduz!
Segundo Paulo Freire a educação tem que ser libertadora, para a vida (se não a mesma não terá sentido algum) construindo assim Seres Humanos responsáveis por suas ações, levando a possibilidade da liberdade não como utopia, como algo concreto, pois se o Educador fizer seu papel o autoritarismo e a mediocridade das escolas serão rompidas. Como Pedagoga aprendo que a sala de aula é um mundo no qual ao entrar posso transcender e elevar meus alunos, torná-los conscientes!
Para isso acontecer de fato o educador tem que está consciente de seu papel, viver em eterna reflexão... jamais parar!
km

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás