O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

17 de mai de 2008

Muita guerra, muita tecnologia: cadê a humanidade?




"Que sujeito é este que domina as distâncias e se comunica em segundos e tem poder de explodir várias vezes este planeta e, contudo, não se conhece?".

Então tornou-se clara a mentira da promessa feita por Augusto Comte (1798-1857) de que uma era da ciência corresponderia a um grande avanço e ao amadurecimento definitivo da humanidade.
"Ordem e progresso!" foi a proclamação de um Comte cheio de esperança. Mas que nada! Ordem: em que direção? Progresso: para quantos? O mundo (salvo umas privilegiadas exceções que tentavam impor-se como regras) caminhava para o caos, para o agravamento da dominação e do extermínio.
Poucas nações, poucos grupos dominavam quase toda a riqueza, os bens culturais e o poder político do mundo. Após as duas guerras mundiais, a fé do homem em si mesmo e na sua obra era decepcionante! A guerra destruira em pouco tempo agrupamentos humanos, realizações materiais e tesouros de arte que demoraram séculos para se constituir.

Vamos repetir ou Criar?
A mudança começa no individuo para transformar o coletivo!

Um comentário:

Savonarola disse...

O importante é, sem dúvida Criar! Despertar as consciências deste torpor em que o sistema as colocou e recriar o mundo e a sociedade.

Um abraço anarquista

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás