O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

13 de jul de 2008

I




Minha intenção ao escrever essas linhas é tentar chegar a alguma compreensão de nosso comportamento sejam estes preconceituosos, intolerantes, pejorativo ou não, existentes e repassados culturalmente dia após dia em nossa sociedade.
Alguns Homens tão “ingênuos” e outros tão sedentos da ingenuidade alheia... Percebendo isto tomei consciência destes sentimentos ignorados pela maioria de nós, ganância, intolerância, manipulação e poder, tentando compreender a mídia, o sistema, a crença, o ser, encontramos à realidade, percebemos os costumes impostos historicamente. Para uma mudança natural e benéfica devemos transformar esses costumes em hábitos, sendo este o agir bem, são atitudes simples como jogar lixo no lixo, adquirir consciência de como e o que consumir, sem luxo, avareza ou qualquer sentimento nocivo a nossa espécie e ao meio qual nos encontramos.
Quando seguimos de acordo com a razão humana, procuramos refletir sobre nossa ação em relação ao meio e as outras pessoas consequentemente, devemos transformar este utilitarismo diário em algo bom, mas nos perdemos, não conseguimos ou não queremos perceber a realidade sendo ela um tanto cruel, porém magnífica, a vida nos ensina dolorosamente bem, um dia “a ficha cai”, e o que fazer... Ficar inerte a todos esses sentimentos que explodem dentro de nós? Negar nossa humanidade por covardia, medo?

Anirak

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás