O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

28 de ago de 2008

Aos esquecidos



Percebe-se o vigoroso empenho de alguns poucos a esquecerem e fazer esquecer a história de nosso país, não se lembrar de nomes de pessoas que contribuíram para existência de alguma liberdade é no mínimo cômodo!

Porque negar arte ao povo?
Para moldar nosso gosto e rosto...

Pois a arte nos eleva, nos faz pensar, aguçando percepções sobre a vida como ele é e como a podemos fazer, está não é um adereço decorativo, é a poesia da vida, nela nos aconchegamos e ganhamos forças para viver nesta sociedade do espetáculo!

KM

27 de ago de 2008

Ser professor



Tendo em vista a construção de uma sociedade de todos, com todos e para todos, também nós assumimos este processo e nos empenhamos nele verdadeiramente. O futuro professor, vai-se formando ao longo de toda a vida. Adquire conhecimentos, princípios e valores que lhe são transmitidos pela família, pelo meio que o cerca, interiorizando-os na convivência com o “outro”.

Ser professor é uma arte e ao mesmo tempo um talento que precisa ser completado com formação profissional adequada. Não há um “modelo” de bom professor, mas uma grande quantidade de “modelos” de acordo com o estilo pessoal de cada um e do modo como interage com os alunos/meio. O melhor professor será o que tiver uma resposta pronta para a questão que preocupa o aluno naquele momento. Este deverá ter a habilidade, a arte de reconhecer a necessidade imediata do aluno.

Falo da humildade de querer saber, mais não sem questionar nossas formas de atingir tal anseio [...] este caminho nunca será igual para nós dois, mais podemos aprender juntos ao longo dele. (Regis Morais)


KM

23 de ago de 2008

Divulgando...



Porque para elaborar tal lei deve está faltando muitos neurônios naquele cabeção!

O email do Senador Eduardo Azeredo é: eduardo.azeredo@senador.gov.br

21 de ago de 2008

Neste momento...



Um dos desejos mais inquietos do ser é sua liberdade, está ao longo dos tempos usurpada sejam por senhores de terras, imperadores, ditadores, burgueses, etc. os seres perdidos buscam sua liberdade na trivialidade das coisas... O pensar foi condicionado, para não encontrarmos a verdadeira liberdade, o conhecimento.
Podem me tirar o sol, a terra, a comida, mais meu conhecimento esta intrínseco em mim. Forma meu ser autônomo, me encontro e me governo...

Este é o medo da minoria dominante, que o povo tenha conhecimento!
Pois com este podemos nos livrar das amarras de um Estado de dominação...
Onde o lema “ordem e progresso” é imposto a todo custo.
Que ordem é essa, onde os verdadeiros culpados nunca são punidos, nossas cadeias estão lotadas de marginais criados pela própria sociedade, é lá onde se guarda o fracasso da ordem, esquecidos por um país onde nada funciona á não ser as eleições... Que progresso é esse, que é conseguido através da pobreza do povo!
E continuamos reinventando a roda!

Mais como conhecer, se a escola é reprodutora deste condicionamento?
Como vim a ser, se estamos amarrados?

KM

15 de ago de 2008

Elogio da Dialética



Bertolt Brecht

A injustiça passeia pelas ruas com passos seguros.
Os dominadores se estabelecem por dez mil anos.
Só a força os garante.
Tudo ficará como está.
Nenhuma voz se levanta além da voz dos dominadores.
No mercado da exploração se diz em voz alta:
Agora acaba de começar:
E entre os oprimidos muitos dizem:
Não se realizará jamais o que queremos!
O que ainda vive não diga: jamais!
O seguro não é seguro. Como está não ficará.
Quando os dominadores falarem
falarão também os dominados.
Quem se atreve a dizer: jamais?
De quem depende a continuação desse domínio?
De quem depende a sua destruição?
Igualmente de nós.
Os caídos que se levantem!
Os que estão perdidos que lutem!
Quem reconhece a situação como pode calar-se?
Os vencidos de agora serão os vencedores de amanhã.
E o "hoje" nascerá do "jamais".

...

14 de ago de 2008

Quem são os malditos certos?

Providenciando riqueza através da miséria!





























Usa-se a força para conseguir a paz; uma paz conquistada pela força mediante um regime de terror

11 de ago de 2008

Morreu o grande poeta palestiniano Mahmoud Darwish

VÃO-SE EMBORA
Mahmud Darwish

Passageiros entre palavras fugazes:
carreguem os vossos nomes e vão-se embora,
Cancelem as vossas horas do nosso tempo e vão-se embora,
Levem o que quiserem do azul do mar
E da areia da memória,
Tirem todas as fotos que vos apetecer para saberem
O que nunca saberão:
Como as pedras da nossa terra
Constroem o tecto do céu.

Passageiros entre palavras fugazes:
Vocês têm espadas, nós o sangue,
Têm o aço e o fogo, nós a carne,
Têm outro tanque, nós as pedras,
Têm gases lacrimogéneos, nós a chuva,
Mas o céu e o ar
São os mesmos para todos.
Levem uma porção do nosso sangue e vão-se embora,
Entrem na festa, jantem e dancem…
Depois vão-se embora
Para nós cuidarmos das rosas dos mártires
E vivermos como queremos.

Passageiros entre palavras fugazes:
Como poeira amarga, passem por onde quiserem, mas
Não passem entre nós como insectos voadores
Porque temos guardada a colheita da nossa terra.
Temos trigo que semeámos e regámos com o orvalho dos nossos corpos
E temos aqui o que não vos agrada:
Pedras e pudor.
Se quiserem, levem o passado ao mercado de antiguidades
E devolvam o esqueleto à poupa
Numa travessa de porcelana.
Temos o que não vos agrada: o futuro
E o que semeamos na nossa terra.

Passageiros entre palavras fugazes:
Amontoem as vossas fantasias numa sepultura abandonada e vão-se embora,
Devolvam os ponteiros do tempo à lei do bezerro de ouro
Ou ao horário musical do revólver
Porque aqui temos o que não vos agrada. Vão-se embora.
E temos o que não vos pertence:
Uma pátria e um povo exangue,
Um país útil para o olvido e para a memória.

Passageiros entre palavras fugazes:
É hora de vocês se irem embora.
Fiquem onde quiserem, mas não entre nós.
É hora de se irem embora
Para morrerem onde quiserem, mas não entre nós
Porque nós temos trabalho na nossa terra
E aqui temos o passado,
A voz inicial da vida,
E temos o presente e o futuro,
Aqui temos esta vida e a outra.
Vão-se embora da nossa terra,
Da nossa terra, do nosso mar,
Do nosso trigo, do nosso sal, das nossas feridas,
De tudo… vão-se embora
Das recordações da memória,
Passageiros entre palavras fugazes.

10 de ago de 2008

Esses argueiros...

Uma das piores armadilhas construídas na mitologia contemporânea do progresso, parece-me, é a noção de que o caminho para sair de qualquer dificuldade é continuar a andar pelo mesmo caminho, e fazer isso ainda mais depressa. Pode parecer óbvio que se você ir por um beco sem saída, a única maneira de sair é voltar atrás. Mas não é preciso muita atenção na actual cena política para perceber que este bocado de senso comum está longe de comum neste momento.

8 de ago de 2008

7 de ago de 2008

Só [R]is²o





http://www.vidabesta.com/tiras.php

Caos



Avanço?Moral????

Moral X Justiça!

Daqueles? Quem?
Pensam? Quem pensa?
Resgatar o pecado?
Pecado??
De uma sociedade injusta!!!!Sim....e como!
.
O mundo não é?
O mundo está sendo?
Sim? Não? Porque?

O meu caos é minha condição de ordem... e a minha desordem
é meramente aparente!

km

4 de ago de 2008

E essa tal liberdade...


O ser tem que independentemente de sistema tomar consciência de seus estar no mundo... devemos ter consciência de que vivemos em uma comunidade democrática "livre".
“(...)A liberdade política significa que a “polis”, o Estado são livres; a liberdade religiosa, que a religião é livre; a liberdade de consciência, que a consciência é livre e não que eu seja livre do Estado, da religião e da consciência, ou que eu tenha me livrado disso tudo. Não se trata de minha liberdade, mas daquela de uma potência que me domina e me subjuga: um de meus tiranos – o Estado, a religião, a consciência – é livre, um desses tiranos que fazem de mim seu escravo, de tal modo que sua liberdade é minha escravidão.” (Stirner, Max Stirner e o Anarco Individualismo, pg50)


Foto de Alessandro Bavari

2 de ago de 2008

Todos temos consciência de que o ensino está errado.







Seja zona urbana ou rural, seja crianças ricas ou pobres,
é fundamental que todos tenham direito à mesma educação de qualidade. Só garantindo uma educação universal é que poderemos sonhar com um futuro mais humano.

JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás