O dito da vez


Cquote1.svg

A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

Cquote2.svg
Carlos Drummond de Andrad

21 de ago de 2008

Neste momento...



Um dos desejos mais inquietos do ser é sua liberdade, está ao longo dos tempos usurpada sejam por senhores de terras, imperadores, ditadores, burgueses, etc. os seres perdidos buscam sua liberdade na trivialidade das coisas... O pensar foi condicionado, para não encontrarmos a verdadeira liberdade, o conhecimento.
Podem me tirar o sol, a terra, a comida, mais meu conhecimento esta intrínseco em mim. Forma meu ser autônomo, me encontro e me governo...

Este é o medo da minoria dominante, que o povo tenha conhecimento!
Pois com este podemos nos livrar das amarras de um Estado de dominação...
Onde o lema “ordem e progresso” é imposto a todo custo.
Que ordem é essa, onde os verdadeiros culpados nunca são punidos, nossas cadeias estão lotadas de marginais criados pela própria sociedade, é lá onde se guarda o fracasso da ordem, esquecidos por um país onde nada funciona á não ser as eleições... Que progresso é esse, que é conseguido através da pobreza do povo!
E continuamos reinventando a roda!

Mais como conhecer, se a escola é reprodutora deste condicionamento?
Como vim a ser, se estamos amarrados?

KM

2 comentários:

Savonarola disse...

Neste sistema capitalista tão asfixiante, a liberdade encontra um dos seus últimos refúgios na integridade do ser. Quanto mais seres livres nos juntarmos, mais poderemos tornar a liberdade possível.

Um abraço anarquista

BêbÉT/Ocica's disse...

como responder?
a quem?
vocÊ?
ou a escola?

sem palavras!
linkei o blg no Agorismo!

bjO

Postar um comentário

dizeres

JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás