O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

29 de set de 2008

A escola dos valores humanos


A escola não proporciona a investigação não atiça a curiosidade e o fascínio dos estudantes pelos valores fundamentais do humano, não oferece conceitos importantes à construção do ser individual e coletivo, nem ao menos revela sua importância na vida dos alunos, virtudes que nos ajudarão a viver melhor como, por exemplo, a justiça, que segundo Aristóteles é uma virtude completa já que sem ela outros valores e virtudes podem deixar de sê-los, se almejamos um mundo justo dever-se-ia a escola analisar tais conceitos, não considerar as ditas virtudes cardeais, a coragem, prudência, sabedoria e temperança por achar que um ensinamento “coisificado” é bastante para uma vida em sociedade, somos humanos não coisas, é a partir de tais reflexões que se pode construir uma sociedade solidária.
A escola tem a responsabilidade de fazer os alunos perceber que tais virtudes nos constroem como seres sociais e autônomos.
Karina Meireles

9 comentários:

Anônimo disse...

Valeu pela visita ao meu blog. Espero que voltes lá :)

Sobre teu texto... Fiquei pensando como é possível para a escola-de-mercado levar "valores" aos alunos. São instâncias de reprodução, e muito menos a universidade escapa a essa lógica: o que é realmente preocupante, pois os professores formados nela são os que vão para as escolas, o que alimenta essa círculo vicioso de estupidificação e desumanização.
Perspectivas sombrias...

Thiago disse...

hehehe fui eu quem comentou aí em cima...

Mauro Sérgio disse...

A discussão é antiga.

Nos escritos de Gramsci há registro de embates entre os conservadores, que queriam uma escola meramente profissionalizante e de acordo com as necessidades do mercado, e os comunistas, que queriam uma formação mais abrangente e humanista.

O fato é que querem uma escola que me ensine a falar inglês, usar computador e apertar parafuso, mas não querem que ela me faça ler um Marx de vez em quando.

Jean Baptiste disse...

Por uma escola que liberta, que faz pensar, faz amar e faz crescer!

Diogo disse...

É incrível como atualmente a ótica mercadológia está presente em quase todas as instãncias de nossa vida, desde relações amorosas (uma dia desses vi um livro que se chamava: " Como arrumar um namorado?-você de volta ao mercado")até o modelo de educação formal que nos é imposto.
A educação-mercado nos prende à conceitos, conjecturas, projeções, provas e resultados. A educação que deveria ser uma prática de liberdade (lembrando aqui Paulo Freire), hoje apenas limita nossos espaços ; a sociabilidade autoritária presente na família é exercida na escola e difundida na sociedade de mode geral. O Trinômio Estado-Autoridade-Mercado nunca funcionou tão bem. Assimilamos valores e muitas vezes não sabemos nem de onde eles vem.

Karina Meireles disse...

Thiago da proxima vez deixa o link!

..
Acredito que uma mudança se começa pelo pensamento apropriado em ações, pensar que tais coisas hoje não são possiveis é negar de vez a humanidade...
Pode ser dificil mais não impossivel, pois ao menos os ditos moços que aqui se manifestaram percebem tal realidade, já é um passo, imperceptivel talvez, mais um passo.
saudações!

Thiago disse...

o link é esse aí:
www.excriaturas.blogspot.com

até mais.

Anônimo disse...

a educaçãon em valores humanos eleve o ser ,quando a pedagogia prioriza a solidariedade,a paz,o respeito entre tantos outros valores que ajudam naconstrução de um mundo melhor educação essa orientada pelo amor a educação e ao educando.

Anônimo disse...

hoje no brasil não temos um sistema de educação e sim de instrução ,informam-se as pessoas mas não as formam ,depositos de crianças muitas escolas e outras armazens onde se cobra caro para omitir a verdadeira essância da educação que é levar valores humanos aos educando ,faze-los crescer somo seres verdadeiramentes humanos levados pela educação a liberdade e o amor a si e ao proximo.

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás