O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

8 de set de 2008

Manifestação



“...essa prática política, essa presença de uma voz, a voz de um povo que luta contra o silêncio a ele imposto em todos esses anos de regime discricionário, autoritário, não terá sido também um momento extraordinário de pedagogia no dinamismo, na intimidade de um processo político? E lógico que não foi uma educação sistematizada, com uma pauta preestabelecida para discutir a luta de classes...”

Que democracia “conquistada” foi essa?


Pelo que se luta hoje e sempre...
Liberdade
Seja pela arte
Ou pela guerra
Seja está suja ou limpa
O homem a deseja.

KM

2 comentários:

BêbÉT/Ocica's disse...

QUE LAPADA!
depois desse belo poema, só posso te deixar a minha arte.


Survival

Um bom dia...
Uma noite bela...
Somos survival,
De passagem na terra.

Samaritanos ou não!
Desfrute hoje de novos lugares,
Para carregás tudo que lhe é precioso,
As simples, de conforta,
Estrelas próprias,
Bijouterias que não vendo por dinheiro algum.

Um bom dia...
Uma noite bela...
Somos survival,
De passagem na terra.

Humberto Fonseca

Karina Meireles disse...

Que as noites sejam sempre belas, nesta nossa passagem pela terra...

Arte
Linda arte!

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás