O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

10 de out de 2008

Duvidas...



Será que são as pessoas que têm de se moldar aos padrões tidos como "normais" da sociedade? Ou é a sociedade (nós mesmos) que deve aceitar a diversidade e mudar seus padrões?

Como podemos saber, especular, se vivemos neste mundo baseados em conceitos rígidos, (para anular a vontade de ser) usando o padrão da "maioria" (imposto historicamente) para tentar estabelecer uma verdade universal.
Como podemos viver, se estamos impregnados com a doença de não respeitar a naturalidade de cada um e tentar determinar seus sabores, dissabores, ódios e amores... Somos nós que historicamente repassamos tudo isso, a história não é para ser repassada como especulação irreal e sim ser vivida, construída coletivamente, somos os donos da história de nossas vidas, de nosso tempo.

Repassar ou construir?
De quem são os interesses que superam a humanidade, perdida na imensidão do tempo?
... Abobados com o espetáculo político mídiatico vivemos o nosso tempo...

O MUNDO ESTÁ PERDIDO
dizia o avô
e a
família saiu a procura
a mãe dentro de casa
o filho pelo quintal
o avô no baú
o pai na rua
o cachorro
só coçou o pescoço
dias depois todos voltaram
trazendo pedaços
colaram os cacos
e uma forma estranha se fez
o avô a avô o pai a mãe e o filho
riram
o cachorro
bocejou e dormiu

karina meireles

3 comentários:

Mauro Sérgio disse...

Tolerância, convivência, palavras ainda tão abstratas.

Há de chegar o dia em que nosso padrão será a ausência de padrões. E celebraremos nossas semelhanças, enriquecendo-nos com nossas diferenças.

Sem padrões e sem patrões, esse é o caminho para a felicidade

Paz.

PS: Fui obrigado a lançar-lhe um link direto do meu blog. Que se construam as pontes!

BêbÉT/Ocica's disse...

"só no meio de pancadas para saber quem cola".

se é que um dia alguem teria de vir, ou constituir a informação historica da qual precisamos.

(colaram os cascos e uma forma estranha se fez.)

bjaO!

EMSN disse...

Tá perdindo sim! E se for pela linha de raciocínio do blog, ai sem esperanças de renovo!

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás