O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

2 de out de 2008

Nas terras Tupiniquins...

Atualmente o conhecimento a técnica e a informação esta bem difundida pela humanidade, apesar de humanamente não termos melhorado, mais este não era o objetivo. A ciência, a técnica nos deu hoje um mundo material rico, o que precisamos agora é povoar o mundo com homens melhores, com uma sensibilidade mais fina, uma espiritualidade mais desenvolvida, sustentar a tese que o desejável é possível, a escola deve ter como um dos objetivos elementares a formação do caráter moral, que ajude os moços e moças a saberem enxergar as possibilidades criadas pelo trabalho manufaturado que nos cerca hoje em dia, perceber que, o que nos falta é uma personalidade mais definida menos imposta, temos que divulgar o que há de melhor na sabedoria construída ao longo dos séculos, definir o que há de melhor em nós individual e coletivamente, deve ser a coisa mais importante que a escola tem para ensinar, cultivar a esperança e não perpetuar tecnicismo, o mano faturamento do ser, já que não nascemos nem bons nem maus, nem ruins nem excelentes, toda formação cultural depende dos conceitos.
Com a perda da palavra, sem o sentido, sem o símbolo, como humanizar? Sem a possibilidade de dar sentido ao seu próprio ser, suas pretensões, o homem não é capaz de discernir o que o faz sofrer ou o que faz outros sofrerem. Somos limitados, nos fazemos limitados em nosso aspecto subjetivo, podemos até buscar a dignidade pessoal, mas não seremos capazes de cultivá-la, de defendê-la, de transmiti-la.
Tais questões são tão importantes quanto às técnicas de cálculo, levar essas reflexões as crianças os farão emergir humanamente, as diferentes opiniões, o respeito a tal diversidade proporcionará a criação, a gestação, de um novo, de um outro, uma outra coisa. Esta reflexão permanente nos faz perceber a poética humana, se for guiada por valores bons, gerando assim boas construções, no sentido de sempre buscar a beleza, o inefável, o que até mesmo é difícil de ser descrito.
Mostrar aos jovens que a mais bela obra que pode um homem deixar para o mundo é sua própria vida, incorporando através de velhos valores um novo homem, apesar de termos mais facilidades em resolver raiz quadrada, pois virtudes e valores não são coisas, um conhecimento qualquer.
Nunca teremos uma única solução, estes princípios têm muitos aspectos, cada um tem uma maneira particular de perceber, mais é esse tipo de abordagem multifacetada que necessitamos, a escola nunca ensinará ética, pois ética é uma descoberta, uma construção do ser através de reflexão e isto independe de idade ou cultura. Essas possibilidades de construção é que torna um tema tão antigo e abstrato em algo novo e singular.






Enquanto isso o Estado vende a educação na mídia..
Tudo vai bem na educação Tupiniquim!!

Salários baixos e má preparação para os docentes, prédios velhos e sem estrutura, alunos que estudam por obrigação, má criação em família, desigualdade social, desinteresse dos governantes, favorecimento de instituições privadas, enfim, são vários os fatores que levam ao fracasso da educação pública brasileira.

.karina meireles.

2 comentários:

Mauro Sérgio disse...

O pior de tudo é ver um panfleto fascista travestido de revista semanal dizer que a culpa de tudo é dos próprios professores.

Formar cidadãos, formar pessoas. Não só formar "profissionais preparados para as demandas do mercado e para os desafios do mundo globalizado" etc, etc.

BêbÉT/Ocica's disse...

destruição pública é valor moral e social..

acima de tudo neh...

CAPITALISTA!

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dizeres

JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás