O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

31 de out de 2008

Tudo o Que eu precisei saber, aprendi na infância

A maioria das coisas que eu realmente precisava aprender sobre como viver, fazer e ser, eu aprendi na infância. Sapiência não se encontrava no topo da montanha das escolas de pós-graduação, mas na caixa de areia na creche.

Essas são as coisas que eu aprendi: compartilhe todas as coisas “jogue limpo” e não bata nos colegas. Não pegue nada que não seja seu, limpe a bagunça que você fez e coloque tudo de volta em seus lugares. Peça desculpas quando você magoar alguém. Sempre dê a descarga e lave as mãos, sobretudo antes das refeições. Viva uma vida equilibrada: além de trabalhar, desenhe, pinte, cante e dance um pouco todos os dias. Lembre-se também que leite frio e biscoitos fresquinhos pode ser bom para você.

Tire uma soneca às tardes e quando sair às ruas cuidado com o trânsito; dêem as mãos e permaneçam juntos.Cultive a sua imaginação: lembra-se da semente de feijão que a professora colocava no vaso de água? As raízes cresciam para baixo e as folhas para cima e ninguém sabia explicar o porque. Nós somos parecidos. Os peixinhos do aquário, os passarinhos da gaiola e as sementes de feijão,todos morrem e nós também.

Recorde-se do grande e melhor conselho da época, olhe! Olhe ao seu redor! Tudo o que você precisa saber está aí à sua volta. As regras de ouro: Paz, amor, ecologia e uma vida saudável.

Imagine como o mundo seria melhor se todos tivessem um lanchinho com leite e biscoito às três da tarde e em seguida tirasse uma soneca. Imagine se fosse uma política nacional que todos os cidadãos tivessem que limpar a sua própria bagunça e colocar as coisas de volta em seus lugares. Imaginem se todos dessem as mãos e permanecessem juntos.

(Texto de Robert Fughum adaptação e tradução de Paulo R. Motta)

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás