O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

15 de dez de 2008

Um ponto de vista...



A educação é naturalmente libertadora, onde também proporciona ao ser humano subsídios para a construção de seu “eu” social, político, cultural, etc. Está alienada ao homem “democraticamente”, por que negamos nossa realidade, a esquecemos, como se não a construíssemos! Percebemos então que, está negação nos leva ao questionamento sobre o porque não enxergar como vivemos e porque vivemos assim, nos levando a reflexão de alguns conceitos esquecidos aparentemente, como autogestão e liberdade.

Está “democracia amarrada” pelo Estado, não nos deixa viver efetivamente, moldando o ser humano a uma determinada forma de ser. Por isso a negação a realidade nos impede de transformá-la, é necessário entender toda está complexidade que nos cerca para vir-a conhecer como vivemos, assim poderá existir uma reflexão real, que constantemente nos promove a ação necessária para interagirmos com está realidade percebida.

Destruindo antigos conceitos e costumes, para criar novos conceitos e hábitos. Existindo de fato, dando jus a nossa potência de ser humano.

karina m.

Um comentário:

mescalero disse...

bom texto, mas há um detalhe que não concordo.

"A educação é naturalmente libertadora"

a educação não torna ninguém melhor, as classes dominantes são geralmente instruidas e cultas, é um facto histórico. o caso do nazismo é paradigmatico. por isso a educação tem de ser libertária para poder ser libertadora. já muito se desenvolveu neste campo e há uma série de experiências excelentes que deveriam ser mais divulgadas.

abç

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás