O dito da vez


Cquote1.svg

A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

30 de dez de 2009

26 de dez de 2009


Nascido em 10 de janeiro de 1859 na Catalunha, Francisco Ferrer y Guardia é conhecido como o grande organizador da experiência da "Escuela Moderna" de Barcelona.

"[...] a escola moderna tenciona combater todos os preconceitos que impedem a emancipação total do individuo, e é por isso que ela adota o racionalismo humanista, que consiste em inculcar na infância o desejo de conhecer a origem de todas as injustiças sociais a fim de que, por esse reconhecimento, ela possa, em seguida combatê-la e opôr-se a elas."
Francisco Ferrer y Guardia


Contando com colaboradores em todo o mundo, Ferrer inspirou discipulos, defensores de uma educação crítica às formas de dominação, mista entre os sexos e as classes, laica e sem prêmios nem castigos.

Há exatos cem anos sua execução marcou a imprensa operária. Perseguido pelo Estado e pela Igreja é preso, acusado de mentor intelectual de agitações na Espanha, sendo fuzilado em 13 de outubro de 1909.

Protestos contra o ocorrido renderam repressões e prisões ao movimento operário de todo o mundo, mas o método e a filosofia de educação de Francisco Ferrer y Guardia, se espalham por diversos países, inclusive o Brasil.

è uma otima leitura para quem se interessa pela educação libertaria
http://www.4shared.com/file/31103106/484a3d6b/Ferrer_y_Guardia_-_La_escuela_.html?s=1

22 de dez de 2009

18 de dez de 2009

Educação em foco


Para que los hombres sean morales, es decir, hombres completos en el pleno sentido da palabra, son necesarias três cosas: um nascimiento higiênico, uma enseñanza racional e integral, acompañada de uma educación fundada em el respeto al trabajo, a razón, a la igualdad y a la liberdad, y um medio social donde cada individuo, disfrutando de su plena liberdad, fuera realmente, de derecho y de hecho, igual a todos los demás.

(BAKUNIN)

12 de dez de 2009

In flores


fosse eu
filha das pedras
para encontrá-las
,minhas mães,
no meu caminho, sempre
me sentava aos seus lados
e falaria
do que encontrei:

gente doente
morrendo
mas principalmente
gente nascendo
num esforço de beleza caótica
num caótico esforço à vida

8 de dez de 2009

Dinamarca reforça o seu poder de polícia contra manifestantes “radicais”


[Na Dinamarca, foi aprovada uma nova legislação que aumenta as penas de prisão por atos de desobediência civil e dá amplos poderes de detenção à polícia. Anarquistas e ecologistas radicais estão na “lista negra” das forças da ordem e não são bem-vindos na Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP 15) de Copenhague, que começou na manhã de ontem.]


Dias atrás o parlamento dinamarquês, dominado por liberais e conservadores, com o apoio de partidos de direita, aprovou uma nova legislação que reforça os poderes da polícia em manifestações públicas. Esta lei, proposta pelo Ministério da Justiça, visa estabelecer sanções judiciais para evitar “excessos” durante as duas semanas da conferência da ONU sobre mudanças climáticas. O ponto alto das mobilizações será o evento internacional de 12 de dezembro.

A nova lei dá amplos poderes à polícia, permitindo a prisão preventiva de ativistas e elevando as penas contra as ações de desobediência civil. A polícia dinamarquesa poderá prender manifestantes durante um período de doze horas (contra seis anteriormente), se eles suspeitarem que estes desejem “quebrar a lei”.

Se a polícia considerar que os manifestantes têm perturbado o bom andamento do seu trabalho, poderá prendê-los por até 40 dias, após a decisão de um promotor de justiça. Também multas por atos de desobediência civil (agrupamentos após a dispersão de uma manifestação, por exemplo) aumentaram drasticamente. Podia chegar a 403 €, agora pode chegar a € 603.

O ministro da Justiça dinamarquês, Brian Mikkelsen, membro do Partido Conservador, disse a um jornal local que o governo tem a responsabilidade de tomar medidas contra aqueles que desejam sabotar o trabalho da polícia e da democracia. "Nós sabemos recentemente, através da internet, que os ativistas anarquistas estão planejando ações violentas durante a conferência. E nós queremos ter ao nosso dispor um quadro legal sólido e coerente diante da agitação civil".

“Lista negra” da polícia

Anarquistas e ecologistas radicais, e mesmo pacifistas, do exterior devem se preparar para ser rejeitados na fronteira dinamarquesa durante a cúpula do clima. O risco é especialmente alto se ele estiver no “lista negra” da polícia.

"O problema é que [os anarquistas] se escondem entre os manifestantes pacíficos. Então eu não vou negar que pode haver várias pessoas [pacíficas] presas por engano. Mas temos que correr esse risco se queremos evitar problemas", disse um funcionário de alto escalão em matéria de controle das fronteiras da Dinamarca a um jornal local.

A polícia acredita que “na maioria dos casos será capaz de distinguir entre ativistas pela paz e desordeiros, simplesmente porque os guardas de fronteira sabem apontar se ele ou ela se assemelha a um ativista criminoso”, contou o funcionário, acrescentando: "Nós não julgamos as pessoas pela sua aparência, mas consideramos outros fatores também. O controle não é dirigido contra as pessoas comuns, mas contra aqueles que apenas querem promover a violência e o vandalismo".

A polícia dinamarquesa não tem claras as características definitivas dos tipos de ativistas que estão em sua “lista negra”, mas alguns pontos listados são:

"Se você vier com a adesão de um grupo que não reconhece as regras democráticas em nossa sociedade, como anarquistas, vamos dizer não, obrigado pela visita. Não há nenhuma razão para perguntar sobre violência e vandalismo”.

"Trabalhamos em conjunto com outras polícias, e se os ativistas são conhecidos nos registros internacionais, como alguns que participaram de motins, eles também não estão autorizados a entrar”.

“Também vão ser recusado o acesso de ativistas com armas, máscaras de gás, ou qualquer coisa que indique que você irá participar de uma manifestação”.

agência de notícias anarquistas-ana




Nos bambus já escuros,
morcegos, daqui, dali,
também sem destinos.
Alexei Bueno

3 de dez de 2009

Sexualidade...



RESUMO: Diante da grande quantidade de informações sobre sexo, antes omitido e agora escancarado, que são mal interpretadas, muitas vezes pela maneira que estas informações são expostas em casa, pela TV, internet, no convívio social dentro e fora da escola, surge a necessidade de aprofundar os estudos e pesquisas sobre sexualidade na formação dos profissionais da educação. Uma vez que, ao aprofundar tal conhecimento eliminam-se preconceitos e censuras sobre a sexualidade humana, desconstruindo a concepção equivocada de que sexualidade é sinônimo de ato sexual. Por se evitar um aprofundamento na discussão sobre sexualidade, e por se determinar histórica e culturalmente este assunto como sendo vergonhoso e censurável, é que observamos como as educadoras e educadores lidam com essa herança cultural de preconceito perante a realidade do desenvolvimento sexual das crianças, pois, este faz parte da natureza humana e tem fundamental importância na formação da personalidade. A sexualidade está presente no desenvolvimento da personalidade e também do comportamento e do sentimento infantil, ligados sempre à motivação que a criança possui para interagir socialmente com outras crianças e com os adultos. A partir disso, revemos as concepções sobre sexo e quebramos conceitos culturais, sociais e até políticos sobre como lidar com a sexualidade. Muito antes da sociedade contemporânea moderna, a idéia era que as crianças não possuíam sexo e assim não deveríamos nem comentar sobre sexualidade infantil, para que esta não se manifestasse como afirma os estudos de Foucault (1999). Era então, confiscada pelo grupo social vigente, a burguesia, o direito de se discutir sobre sexualidade. Trabalhamos contra o tempo na constante vontade de mostrar que nossas crianças possuem sexo e sexualidade e que podem e precisam falar sobres eles, tornando-se conscientes do corpo e da sua afetividade, construindo assim, conhecimentos sobre si mesmas, e sobre o mundo que as rodeiam. Para que haja qualidade na educação sexual é preciso utilizar os meios de comunicação como instrumento real para falarmos sobre sexualidade, já que estes meios como influenciadores e formadores de opiniões, muitas vezes não educam, apenas transmitem idéias superficiais e equivocadas. Também para os pais, as expressões educativas necessárias sobre o assunto só serão adquiridas com esforço e estudo, o que implica na compreensão de que a sexualidade deve estar presente na vida sem vulgarizações ou posições radicais. Devemos estudar para promovermos discussões sobre a história da sexualidade e sobre o desenvolvimento psicossexual. Depois das fundamentações dos estudos de Freud foi se desvinculando na sociedade certos conceitos e por mais que esta o achasse louco até hoje carrega suas orientações. A partir dessa maneira de estudar sobre sexualidade observamos que o ser humano e seu comportamento é bastante condicionado pela sexualidade. É notório que uma abordagem pedagógica e psicológica nos distanciará de um sistema educacional que distrai nossa visão sobre a realidade e verdadeira necessidade educacional. Portanto, observamos que existe uma carência de discussão e desconstrução de tabus e costumes entre os profissionais de educação, especificamente na infância. Neste sentido, foram promovidas oficinas com professoras e aluno/as de educação infantil com o objetivo de abrir espaços de estudos sobre o desenvolvimento psicossexual, com atividades vivenciadas que promovessem troca de experiência entre os profissionais de creches públicas estaduais e alunas do curso de pedagogia da UEPB. Nos encontros que aconteceram em três etapas buscou-se conscientizar sobre a importância de se evitar inúmeras situações constrangedoras e castigos desnecessários, violência e abusos sexuais sofridos pelas crianças, o que confunde e traumatiza a percepção das mesmas sobre o corpo e a sexualidade. É importante abordar na escola de maneira pedagógica e humana a educação e orientação sexual diante desta realidade social, levando em consideração que a escola é vida e não um recorte dela, nossa busca por metodologias e estudos deve ser maior que todos os problemas existentes.

PALAVRAS CHAVE: Sexualidade, desenvolvimento psicossexual, desenvolvimento infantil.

km

ps. resumo do artigo apresentado no II forum internacional de pedagogia...

18 de nov de 2009

10º Festival de Cinema Anarquista



O Festival de Cinema Anarquista de Chicago foi realizado em nove ocasiões anteriores. Este ano [2009] o nosso Festival de filmes superou as nossas expectativas e do número de lugares disponíveis. Conseguimos levantar fundos suficientes para pagar as despesas e fazer pequenas doações a projetos locais importantes. À nossa caixa postal chegaram filmes da Inglaterra, Irlanda, Alemanha, República Checa, Palestina, Israel, México, Brasil, Argentina, Canadá e até dos Estados Unidos.

O tema deste ano [2010] é Crossing Borders (Cruzando as Fronteiras).

Toda noite vamos escolher alguns filmes colocando o nosso olhar sobre as lutas que acontecem em todo o mundo. No local, convidaremos as organizações de apoio baseadas em Chicago, grupos da cidade que estão envolvidos em uma luta similar, para que nos contem sobre suas lutas e participar dos debates após a exibição dos filmes.

Para o 10º aniversário do Festival estamos planejando a participação direta dos cineastas. Por favor, entre em contato se estás interessado em vir para o Festival de Cinema e compartilhar seu talento e/ou experiência conosco.

Se você tem um filme, em nosso site estão disponíveis as condições e o formulário de participação. O Festival de Cinema será realizado durante duas semanas (seis exibições diárias, talvez sete) em maio de 2010. Prazo para entrega dos filmes: 1 de abril de 2010.

Formulário de inscrição: http://home.comcast.net/ ~ more_about_it/

Ou escreva para: caff@riseup.net

Torne-se nosso amigo: http://www.myspace.com/chiaff


agência de notícias anarquistas-ana


O silêncio, sim,
interrompendo o canto
dos pássaros.


María Pilar Alberdi

10 de nov de 2009

O que acontece?

Arte:Paolo

Na exaustão causada pelo sentimentalismo barato, vemos uma geração perdida em um espaço sem idéias ou ideais.
Há perda?
A alma ainda trêmula ecoa a febre do sangue, a alma que ama e canta porque em sua vida o espanto ainda manifesta-se através do viver que a nossa realidade impõe, mas que encerra em si muita verdade e muita natureza, e que sem ser obsceno pode ser erótico sem ser monótono.
Digam e creiam o que quiserem.
Todo o vaporoso da visão abstrata não
interessa tanto como a realidade formosa da bela mulher a quem amamos.
Através do amor ganhemos força, moribundos...
O poema então começa pelos últimos crepúsculos do misticismo, brilhando sobre a
vida como a tarde sobre a terra. A poesia puríssima banha com seu reflexo da ideal beleza
sensível e nua.
Nos despindo de conceitos pré-estabelecidos, criemos!






...
A poesia é de cerco uma loucura,
Sêneca o disse, um homem de renome.
É um defeito no cérebro.. Que doudos!
É um grande favor, é muita esmola
Dizer-lhes bravo! à inspiração divina,
E, quando tremem de miséria e fome,
Dar-lhes um leito no hospital dos loucos...
Quando é gelada a fronte sonhadora,
Por que há de o vivo que despreza rimas
Cansar os braços arrastando um morto,
Ou pagar os salários do coveiro?
A bolsa esvazia por um misérrimo
Quando a emprega melhor em lodo e vício!
Álvares de Azevedo

19 de out de 2009

Escravidão moderna é uma servidão voluntária


... mimada pelos escravos que se arrastam ao longo da face da terra.
Comprar produtos e cada vez mais se escravizar. Procurando um emprego se afastando cada vez mais da humanidade e assim se revelam suficientemente domesticado.

Escolhem-se os mestres a quem se deve obedecer. Para esta tragédia sem sentido ter lugar, era necessário para tirar o tipo de consciência da sua exploração e alienação. Essa é uma estranha modernidade de nossa época.

Como os escravos da Antiguidade, os servos da Idade Média e os trabalhadores da primeira revolução industrial, hoje temos uma humanidade totalmente escravizada, mas que não sabe ou melhor, não quer saber.

Eles ignoram a rebelião, que deve ser a única resposta legítima dos explorados. Eles aceitam, sem questionar a existência miserável que foi planejada para eles. A demissão e a resignação são a fonte de sua desgraça.

Documentário: la servidumbre moderna

13 de out de 2009

De gota em gota...


Gosto de ser gente porque, inacabado, sei que sou um ser condicionado mas, consciente do inacabamento, sei que posso ir mais além dele. Esta é a diferença profunda entre o ser condicionado e o ser determinado. A diferença entre o inacabado que não se sabe como tal e o inacabado que histórica e socialmente alcançou a possibilidade de saber-se inacabado. Gosto de ser gente porque, como tal, percebo afinal que a construção de minha presença no mundo, que não se faz no isolamento, isenta da influência das forças sociais, que não se compreende fora da tensão entre o que herdo geneticamente e o que herdo social, cultural e historicamente, tem muito a ver comigo mesmo. Seria irônico se a consciência de minha presença no mundo não implicasse já o reconhecimento da impossibilidade de minha ausência na construção da própria presença. Não posso me perceber como uma presença no mundo, mas ao mesmo tempo, explica-la como resultado de operações absolutamente alheias a mim. Neste caso o que faço é renunciar à responsabilidade ética, histórica, política e social que a promoção do suporte a mundo nos coloca. Renuncio a participar a cumprir a vocação ontológica de intervir no mundo. O fato de me perceber no mundo, com o mundo e com os outros me põe numa posição em face do mundo que não é de quem nada tem a ver com ele. Afinal, minha presença no mundo não é a de quem a ele se adapta mas a de quem nele se insere. É a posição de quem luta para não ser apenas objeto, mas sujeito também há história.
Paulo Freire in Pedagogia da autonomia

...
Munida de longínqua paixão
Tomo o ônibus lotado
para ver o rosto de cada cadáver
Descubro que o rosto nada mais é que a extremidade
De todos os sentidos
Audição, olfato, visão, digestão e reflexão...
Tenho as linhas do meu destino
organizadas nos dígitos dos meus arquivos
eles não sabem que a vida não passa,
da morte, um aviso
Eu, por ter-me morta e encomendada
sou de todos
a mais viva.
Km

30 de set de 2009

Ai de mim, que não pude aguentar tanto amor


Arte: Paolo


Como pode destino tão cruel
A vida se mostra como um dejavú
Escolhida, colhida e assombrada,
Por vontades enterradas
Negadas.

Quanto de culpa tenho nisso?

[Dês]Cortez
A nossa nova onda considerada moderna nestes tempos pós-modernos
É a comilança; que de nada nos uni...

“Obesos!” Vamos caminhando até onde podemos
(dane-se)

Agora o que vejo é a falta de tato para as “coisas humanas”
Essa obesidade ociosa da cultura do “para um bom entendedor meia palavra basta”, me soa cheia de hipocrisia vestindo roupas da enfadada liberdade.

Gostaríamos de criar novos conceitos, mas a modernidade nos sufoca de tal maneira que nos achamos o dono da razão

Tolos!
(ainda desmiusados)
Nossa cultura definitivamente exala covardia?!

.km.

24 de set de 2009

13 de set de 2009


Um dia escutei que
“O livre arbítrio era um presente de Deus ao homem!”
, segundo determinado pensamento cristão apesar da liberdade que Deus nos permite através do livre-arbítrio. Uma coisa é ter o livre-arbítrio, outra é usar ele para seu bel-prazer e não para o prazer daquele que o concede.
Essa afirmativa pela concepção de uma religião cristã me fez observar a questão de uma forma diferente (minha reação). Pude perceber que esta “dádiva” seria cobrada até o fim de nossas vidas, ou a eterna servidão, ou o inferno, por este temido motivo de não agradar a este “certo Deus de nossas vontades”, já destinadas por ele, nas quais são moldadas, no que é certo e no que é errado na sua definição como se a verdade estivesse declarada.

Não posso querer? Não posso querer questionar isso? Pois se considerarmos esse pensamento como verdadeiro a vontade de outro sempre será minha vontade me anulando como “sujeito” criativo que constrói minha própria historia. E o que seria da liberdade sem o questionamento sem ao menos pensarmos a respeito dos motivos, das causas de tais situações? É tudo simplesmente a vontade de Deus ou a fraqueza do pecador? Essa banalização do ser em servo, do cidadão ao consumo, da educação a pura técnica nos leva a pensar sobre a idéia de livre arbítrio e liberdade.
km

9 de set de 2009

O que você entende por liberdade?

Arte: Cardines

Ao sairmos daqui, temos varias possibilidades de escolhas, nas quais seguiremos nossa vontade, esta influenciada por motivos diversos, cabe a nos seres pensantes percebermos a liberdade como uma responsabilidade ética...


**
"(tomemos para nós mesmos aquilo que o mundo não sabe) o trato com sua vida, com seres entitulados de heresia, niilismo que de fato coíncide com guerras as partes de um sofrer a todos."
H.fonseca

31 de ago de 2009

Sec. XXI


[Turquia] Convite: Aguardamos ver você na fogueira da resistência!

Porta vozes e burocratas de corporações multinacionais capitalistas estarão em Istambul, Turquia, nos dias 6 e 7 de outubro para o Encontro Anual dos “Chefões” de governos, do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), onde eles vão tomar decisões que podem afetar e destruir vidas de bilhões de pessoas.

Sem dúvida, isso será mais uma reunião para defender as regalias e benefícios dos governantes capitalistas, eles discutirão pacotes econômicos, políticas de austeridade e protecionistas, assim como acordos constitucionais onde somente adicionarão mais um elo dentro da cadeia de exploração para o futuro dos pobres e do planeta em que vivemos.

Experimentos de primeira viagem na Argentina, Jamaica, Nigéria, Quênia e qualquer outro lugar provaram há muito tempo que as políticas do Banco Mundial e do FMI não trouxeram nenhum beneficio além da otimização da exploração. O FMI e o Banco Mundial, cabeças da arquitetura capitalista global, são instrumentos primordiais na exclusão dos pobres de suas origens e lares, centralizando toda economia nas grandes metrópoles, comercializando e monopolizando, e até mesmo privatizando os recursos naturais, como água, petróleo e minérios a algumas corporações internacionais. Tais políticas também prejudicam a agricultura local com as políticas de agricultura neoliberal, de monocultura industrial, subdividindo e conseqüentemente desunindo as classes de trabalhadores com a criação de novas leis trabalhistas.

13.000 agentes do governo e possivelmente mais patrulhas policiais estão destacadas para protegê-los, estarão andando entre nós durante os dias do encontro. Esses dias provavelmente serão um inferno. Buscas policiais, controles de identidade, bloqueio nas ruas, cerceamentos e por aí vai.

Vamos mostrar a eles o que realmente é um inferno. Nosso fogo será o terror deles!

Convocamos todos para uma semana de protestos, resistência global e ações contra o FMI e o Banco Mundial entre os dias 1 e 8 de outubro. Em Istambul estamos planejando organizar oficinas, exibição de filmes, palestras e atividades contra o FMI e o Banco Mundial. Teremos acomodações para aqueles que vêm de outras cidades e de outros países. Se você quer participar das preparações e do processo de mobilização, por favor, entre em contato conosco pelo endereço: direnistanbul@gmail.com.

Para receber informações regulares e atualizações sobre as preparações visitem o nosso sítio eletrônico:

http://resistanbul.wordpress.com/ (Inglês)

http://direnistanbul.wordpress.com/ (Turco)

Nos dias de Resistência, nós todos esperamos aumentar a solidariedade internacional, esperamos a cooperação de pessoas de outros países!

Autonomia do povo contra o capitalismo global!

Acrescente sua voz no grito contra o capitalismo nacional e internacional!

Tradução > Marcelo Yokoi




agência de notícias anarquistas-ana


galho partido

depois da tempestade

caminho de formigas

Alexandre Brito

28 de ago de 2009

Wiki


Cherge: Simon

Século XX
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


O século XX representou um gigante salto na história da humanidade

O século XX foi o período de cem anos iniciado em 1 de janeiro de 1901 e terminado em 31 de dezembro de 2000 que se notabilizou pelos inúmeros avanços tecnológicos, conquistas da civilização e reviravoltas em relação ao poder. No entanto, esses anos podem ser descritos como a "época dos grandes massacres", já que nunca se matou tanto como nos conflitos ocorridos no período. Em muitos países da Europa e da Ásia, o século XX também foi largamente apelidado de "Século Sangrento". O historiador Eric Hobsbawn considera, de maneira figurada, o século XX como o período entre a eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, e o colapso da URSS, em 1991. Hobsbawn chama esse período de Era dos Extremos.

27 de ago de 2009

Agência de noticias anarquistas - ANA


Enquanto a economia global fica moribunda, uma série de grandes projetos de desenvolvimento capitalista, como a construção de apartamentos de luxo e complexos comerciais, que estavam ameaçando as nossas casas e bairros, são colocados em stand-by.

Mas, ao mesmo tempo, este novo ciclo de "crise" do capitalismo, gera milhares de desempregados, sufocados por dívidas e sob um risco iminente de serem expulsos de suas casas. Em vez de abrigar os pobres, em muitos espaços vazios ou cancelar as suas dívidas, os governos socorrem os bancos para salvar este sistema podre e reprimir aqueles que resistem.

Enquanto resistência ficamos na defensiva por muito tempo, e é a hora de conduzir a luta, atacando o capitalismo onde ele está frágil e quebrando as correntes, para ocupar casas e criar espaços em que podemos rejeitar relações de mercado, partilhando conhecimentos adquiridos através da luta, numa dinâmica ofensiva.

De Dijon a Berlim, em dezenas de locais onde as atividades ocorreram em defesa dos squatters e espaços autônomos, em abril de 2008, novos grupos foram formados, as redes têm se intensificado, mais e mais pessoas estão envolvidas em lutas.

Enquanto movimento, acreditamos que o poder e a dominação devem ser combatidos de várias maneiras - apelamos a ações descentralizadas, coordenadas e de confronto em 18 e 19 de setembro de 2009.

Organizemos a nossa revolta!

Ocupemos, resistamos, criemos!

Apelo lançado após o encontro inter-squatter britânico que teve lugar em Bristol, nos dias 14 e 15 março de 2009.

http://squatmeet09.wordpress.com/

24 de ago de 2009

UM PEIXE




Um pedaço de trapo que fosse
Atirado numa estrada
Em que todos pisam
Um pouco de brisa
Uma gota de chuva
Uma lágrima
Um pedaço de livro
Uma letra ou um número
Um nada, pelo menos
Desesperadamente nada.


Pagu

21 de ago de 2009

Pronunciamento libertário sobre os acontecimentos na Amazônia




Pretendem que a gente viva uma farsa. O poder opressor (Capital, Estado etc.) não somente utiliza da violência física para nos controlar, mas também cria uma jaula invisível chamada “normalidade” para se apoderar do pensamento e das aspirações dos dominados, impedindo-os de ver a possibilidade de sua própria libertação. Quem desobedecer será sancionado socialmente como sonhador ou subversivo. Os meios de comunicação também são armas: disparam cortinas de fumaça para desviar a nossa atenção, e assim esquecemos as injustiças cotidianas. A imprensa maquia os fatos, os transforma em mercadoria, banaliza a morte. Por isso, enquanto as pessoas eram assassinadas em Bagua, rapidamente o sistema tratou, em primeiro plano, de fazer um teatro, exaltando novas glórias esportivas, com manchetes repletas de fervor patriótico: o vermelho da bandeira peruana se sobrepondo ao vermelho do sangue dos mortos no conflito ainda não resolvido na Amazônia.

O regime pretende ocultar que ainda existem centenas de desaparecidos, dezenas de presos, famílias desconsoladas, comunidades incompletas, pois, no ataque policial, muitos daqueles que fugiram ainda não voltaram. As arbitrariedades nas prisões são as coisas mais comuns. Pretendem provocar a desmoralização das pessoas para acabar com anos de luta e organização, mas, apesar da repressão, os povos amazônicos seguem dispostos a lutar.

Não, não defendemos a soberania nacional, se isto significa propriedade do Estado e domínio de sua burguesia local. Somos partidários da administração direta das comunidades, de sua capacidade de autogestão. Somos contra o desenvolvimento cego e a indústria depredadora, é o momento de formular formas radicalmente distintas de convivência, sem exploração do homem e da natureza. Não atacamos a empresa transnacional por ser estrangeira, mas sim por ser exploradora, capitalista. A luta amazônica não foi provocada pelo chavismo ou outros supostos agitadores. Estas são mentiras do governo que quer encontrar falsos culpados e negar a capacidade das comunidades de atuarem por si mesmas. Defendemos a autonomia dos povos e desejamos espaços livres de contaminação não somente no Peru, mas em todo o mundo. Este conflito não é uma guerra de “Estados imperialistas” contra suas Neo-colônias, o Capital usa qualquer bandeira (o inimigo também se veste de vermelho e branco) por isso compreendemos que, para nos liberar, é inútil falar de “pátria”.

Não se trata de manter espaços para o turismo ou de uma saudade cafona do bom selvagem. As comunidades indígenas possuem seus próprios conflitos. Não idealizamos, simplesmente somos solidários contra o inimigo comum. O poder opressor tem atacado sem dó, tem matado, continua matando e pretende que a gente olhe para outro lado para que possa prosseguir impunemente. Esta luta é a luta de todos, e se hoje são os indígenas amazônicos, amanhã pode ser qualquer um o “desaparecido”, pois o Estado e o Capital são o mundo da não-troca, da homogeneidade repressiva que cospe em nós se tivermos a ousadia de questioná-los. Para este mundo, somente existimos como objetos, como mercadoria, somos descartáveis.

Lutemos. Vamos opor a essa normalidade homogeneizante a nossa diversidade crítica. Sejamos a negação dessa farsa. Como dizem os zapatistas no México: Se neste mundo não cabemos, então outro mundo terá que ser feito.

Anarquistas em Lima

Sábado,15 de agosto de 2009.

Tradução > Marcelo Yokoi

agência de notícias anarquistas-ana


Deitado de costas
o besouro agita as pernas
Parece nadar


Eunice Arruda

9 de ago de 2009

Não fiques entre os preceitos da ordem

Uma caneca de vinho
Um pernil de cordeiro
E vós
Ao meu lado
Bagunçando nas
Trevas

“Surrealismo objetiva a transformação
total da mente e tudo que se liga a ela”.
-Breton

6 de ago de 2009

Ficarás tão adiantado agora, meu leitor, como se não lesses essas palavras, destinadas a não ser lidas.





UM CADÁVER DE POETA

Levem ao túmulo aquele que parece um cadáver! Tu não pesaste sobre a ferra: a terra te seja leve!

L. UHLAND


I

De tanta inspiração e tanta vida
Que os nervos convulsivos inflamava
E ardia sem conforto.. .
O que resta? uma sombra esvaecida,
Um triste que sem mãe agonizava . .
Resta um poeta morto!


O DESCONHECIDO

—Obrigado. Guardai as vossas jóias.
Tancredo o trovador morreu de fome;
Passaram lhe no corpo frio e morto,
Salpicaram de lodo a face dele,

Talvez cuspissem nesta fronte santa
Cheia outrora de eternas fantasias,
De idéias a valer um mundo inteiro!...
Por que lançar esmolas ao cadáver?
Leva as, fidalga—tuas jóias belas!

O orgulho do plebeu as vê sorrindo.
Missas... bem sabe Deus se neste mundo
Gemeu alma tão pura como a dele!
Foi um anjo, e murchou se como as flores,
Morreu sorrindo como as virgens morrem!
Alma doce que os homens enjeitaram,
Lírio que profanou a turba imunda,
Oh! não te mancharei nem a lembrança
Com o óbolo dos ricos! Pobre corpo,
És o templo deserto, onde habitava
O Deus que em ti sofreu por um momento!
Dorme, pobre Tancredo! eu tenho braços:
Na cova negra dormirás tranqüilo. . .
Tu repousas ao menos!. . . —

No entanto sofreando a custo a raiva,
Mordendo os lábios de soberba e fúria,
Solfier da bainha arranca a espada,
Avança ao moço e brada lhe:

"Insolente!
Cala te, doudo! Cala te, mendigo!
Não vês quem te falou? Curva o joelho,
Tira o gorro, vilão!"

Alvares de Azevedo in Poemas Malditos

3 de ago de 2009

Sem querer fazer literatura



Seja[mos] menos puritanos e vamos ser mais honestos, (essa é a vida comum) qualidade de nuvens traz as falhas, exibem um -- eles não sabem, mas são os gurus da rodada. É necessário aos seres animados pagar toda sua vida por momento único de efervescência? O que fez com que o livre arbítrio se desfizesse?
Re-som conceitos, descargas para trapaceiros e hipócritas, nada mais. Por objetivo
privar-se para regulamentar o que tem escapado de tantos séculos de opressão? Vamos, pois, uma vez por todas, sentir-se homem para além de qualquer regulamentação de liberdade e o que for necessário para permitir a mais completa expansão.
O mais estranho é como aqueles que passam por aqui, parecendo atacados por uma paralisia inconsciente, fecham seus sentidos e ignoram tudo isso. Diante dessa sordidez unânime que de um lado se baseia no sórdido e de outro na missa, outros ritos psíquicos, não há delírio em passear à noite com um chapéu coroado por doze velas para pintar uma paisagem natural;
Quanto à mão assada, trata-se de heroísmo puro e simples; quanto à orelha cortada, pura lógica direta, e repito, um mundo que, cada vez mais, noite e dia, come o incomível para fazer sua maléfica vontade de alcançar seus objetivos não tem outra alternativa nessa questão a não ser calar a boca, ou então, viveremos no avesso e esse então será nosso verdadeiro lugar.

. 03-07-09

30 de jul de 2009

Se a idéia de liberdade desperta no homem, uma vez livre, ele não cessa de continuar a libertar-se; mas se ele é apenas culto, ele se adaptará as circunstâncias como pessoa altamente culta e refinada e não será mais do que um servidor de alma submissa.
Max Stirner

29 de jul de 2009

A partir do séc. XVIII até o séc. XIX a princípio a ascensão religiosa e econômica se expande e é através da minoria burguesa e sua cobiça de dominação sobre os demais que o conhecimento vai se tornando cada vez mais restrito e assim os sujeitos são impedidos de qualquer tipo de manifestação...
km

23 de jul de 2009

Sexualidade


Para nossa sexualidade tornar-se algo normal em nossa vida, da maneira natural que ele é, é preciso primeiramente vencer a barreira da linguagem carregada de preconceitos, para assim modificar velhos hábitos que muitas vezes não são saudáveis para o nosso desenvolvimento psicossexual. “O pudor moderno obteria que não se falasse dele, exclusivamente por intermédio de proibições que se completam mutuamente: mutismo que, de tanto calar-se, impõe silencio, censura” (FOUCAULT, 1999, p.21).

Essa modificação na linguagem ou até mesmo coragem perdida de falar-se sobre sexualidade nos traz conseqüências sociais graves no decorrer dos séculos que esta cultura do silencio nos impõe.

O que vemos hoje são nossas crianças perdendo a infância por conseqüência de séculos de historia de imposições perpetuada pelos mais velhos as crianças, as impedindo de conhecer-se completamente por questões preconceituosas e muitas vezes mal resolvidas, nossos jovens perdendo a juventude tornando-se “adultos” por conseqüência de gravidez precoce, por exemplo, sem falar nas doenças sexualmente transmissíveis e dos possíveis distúrbios psicológicos que toda essa castração e aceleração sem sentido pode proporcionar. A relevância de abordar na escola de maneira pedagógica a sexualidade se torna visível diante desta realidade social, levando em consideração que a escola é vida não um recorte dela.

No decorrer da história da humanidade alguns sentimentos como vergonha, até mesmo preconceito e também por conseqüência da repressão quando o assunto é sexo e sexualidade ficaram marcados em nossa cultura.

Quando os adultos são abordados pela curiosidade natural das crianças sobre sexualidade a vergonha logo aparece, nos mostrando quanto precisamos re-aprender a conversar sobre este assunto, inventamos historias de fadas e cegonhas e damos o assunto por resolvido. Mas, estamos muito longe da solução se não tivermos atitudes verdadeiras com nossas crianças, pois a verdade é muito mais interessante.

Falar que as crianças são feitas por adultos é um começo, ora “gente pequena é feita por gente grande”, mostrar a crianças as semelhança e particularidades do corpo feminino e masculino ajudará em sua compreensão, assim teremos um ponto de partida real para os anseios e curiosidades infantis.

Respeitar a idade e a idéia da criança sobre este assunto é importante, é necessário aos meninos e meninas saber que conforme elas vão crescendo seu corpo também cresce e passa por mudanças, fazendo-se necessário aos pais, educadores e todos os adultos que cercam o cotidiano das crianças serem verdadeiros e ajudar o desenvolvimento infantil também na compreensão de sua sexualidade já que está parte é indissociável de nós seres humanos.

O prazer é umas das coisas que nos motivam a viver e construir nossas vidas, negar isso é impedir um desenvolvimento saudável para nossas crianças.
karina meireles

Sobre amor

Este cobrado
Cobra dor
Ardor
Fugor
Retido
É criminoso
Feio e belo
Mais é puro
Amor
Impuro...
Mata amando
Amor matando!

Mais que assassino
Coveiro!
Cava por vontade e oficio

Escravizado e faminto
.km.

18 de jul de 2009


Luiz Bacellar
Soneto da Caixa de Fósforos


Minha cápsula de incêndios,
meu cofre de labaredas!
Meu pelotão de alva farda
e altas barretinas pretas:

se só num níquel quem vende-os
lhes aquilata o valor,
teus granadeiros da guarda
não se inflamam de pudor!

Fiat Lux do meu verso,
símbolo vivo do amor:
qualquer fricção te incendeia,

te arranca estrelas de dor,
minha gaveta de chamas
com sementes de calor.

15 de jul de 2009

Conhecer o humano não é separá-lo do Universo, mas situá-lo nele.


A reforma do pensamento é que permitiria o pleno emprego da inteligência para responder aos desafios e permitiria a ligação de duas ou mais culturas dissociadas. Trata-se de uma reforma não programática, mas paradigmática, concernente a nossa aptidão para organizar o conhecimento.


“Nosso verdadeiro estudo é o da condição humana.”
ROUSSEAU, Emílio

3 de jul de 2009



Toda vez que a vida é tocada, reage através do sonho e de fantasmas.
Isto significa que o Inconsciente geral foi sondado por alguma coisa. Ele
devolve aquilo que conservava.

29 de jun de 2009

Ni aun la liberdad absoluta debería ser impuesta, sino libremente buscada y aceptada, nesse sentido, no tenemos el derecho de imprimir en los virgenes cerebros infantiles nuestras particulares ideas. Si ellas son verdaderas, es el niño quien debe deducirlas de los conocimientos generales que hayamos puesto a su alcance (MELLA, 1979, p. 29-30).

20 de jun de 2009

Dias frios


certa vez me perguntaram como vejo a escola atualmente...
percebi melancolia em meu pensamento

A “escola” atual supervaloriza o trabalho na grande indústria, o tornando uma simples tarefa desintegrada da vida, nos sentindo “parte da maquina” não havendo lugar para pensar, nem para ter uma natural satisfação por saber (ter consciência) do que faz , porque faz ou se vale a pena fazer.

Cheguei a uma certa conclusão:
De todas as razões para se opor à admissão de uma humanidade livre e solidária, a mais comum e parece mais tenaz, é que o ser humano é irredutível e profundamente perverso, vicioso, mal, e que o desenvolvimento de um meio livre e fraternal, implica na necessidade de indivíduos dignos, justos, ativos e solidários a existência de tal meio, essencialmente contrária à natureza humana é e será sempre impossível.

Repensando sobre tudo isso, partindo da idéia de que o ser humano pelo menos a si tem que guiar, a necessidade então é que a educação seja justa ao menos às crianças, por isso a importância da construção de um meio saudável na medida do possível, já que os adultos fincaram suas ancoras, nem todos desejam navegar pela vida.
km

18 de jun de 2009

"É proibido proibir"


Somos o que somos
contradições ambulantes
sendo a vida repleta de morte...
O que é belo ou feio?
O que é certo ou errado?
Apenas um bisturi mental é capaz de separar a verdade da falsidade.
E o pensamento
virou verbo.

.km.








Viver é diferente de entender...

6 de jun de 2009

Sendo contra toda a boa vontade como fonte de aplausos, a piedade como estímulo e a tolerância como abstenção crítica.



Canções estranhas se misturam as minhas entranhas
Tão tristonha quanto estranha
A canção me desfaz arte
Desindexa
O que sobra é essa dor tamanha
(estranhas essas entranhas)
.km.

3 de jun de 2009


decidi escrever
sobre questões enigmáticas
para impressionar
a uns e outros
sou dessas pessoas simples
sem angústias
nunca vou ver um disco voador
nem conversar com o espírito do meu avô
gosto somente de apreciar as flores
estuprar meus próprios pensamentos
e deturpar conversas telefônica
anoto placas de carros
e mando os números ao demônio
para que ele faça bom proveito...
.km.

30 de mai de 2009

Naifada


A transformação começa pela linguagem
Mansa, forte, trovões
Rajadas de ditos
Sobre axiomas, hematomas
Falemos sobre vísceras
As verdades escondidas
Por serem simples forma de expressar pensamentos
Sentimentos que vão contra a ordem moral;
Mas imoral já dita e feita!
Por entre homens
Fiquemos nus
Despidos de [pré]conceitos colônias
Acordar sem ser colônia
Pensar no “eu” presente
No meio social onde os amos se emporcalham
Entre papeis verdes e notas frias
Vivamos o hoje sem medo de fantasmas
Que venham [re]ações
E que estas sejam
[re]ativas...
Raios e trovões
Guardem o veneno
Para a digestão verborrágica!
"Que o raio o parta!"
divida-se em milhares e plorifere a mais impura poesia

Km

28 de mai de 2009

Quem és tu?


Entre seres, sais-te.
(justa)mente
Certamente, ameis sua nobre causa
sofre, luta
Certamente oprimido
Justamente corajoso!
.km.





Imagem: Yuko Shimizo

25 de mai de 2009

Receptáculos


Entre os anos 1820 e final dos anos 1900, pensadores da educação desenvolveram um conjunto de teorias pedagógicas e idéias que vieram a ser chamadas de “libertárias”. Desde lá, estas teorias tem inspirado muitos experimentos, atividades, programas e outras teorias educacionais. Porém, estas teorias, desenvolvidas sob o signo do anarquismo, têm sido negligenciadas ou até mesmo ignoradas pelos educadores; percebe-se pouca ou quase nula preocupação em devotar tempo ao estudo destas correntes nas licenciaturas.

Suas idéias encontram-se “esquecidas”, devido à falta de conhecimento, proveniente de preconceitos criados ao redor da palavra anarquismo, distorcido por conceitos do senso comum, imaginação popular e, principalmente, devido às campanhas ideológicas,”[...]um amplo processo de perseguição pelos aparelhos de Estado, que não se contentavam em acabar com as escolas, mas quiseram acabar também com sua memória [...]”(GALLO, 1995, p.14).

Aracely Mehl Gonçalves

Mesmo negando a realidade educacional livre, ela existe e sempre existirá...

23 de mai de 2009

21 de mai de 2009

A diversidade do movimento anarquista mundo afora


[Acontecerá nos próximos dias em diversas partes do mundo uma série de eventos libertários que espalham a luta, a intensidade, a vibração, a história e a diversidade do movimento anarquista atual, que, "aos trancos e barrancos", segue crescendo paulatinamente. Na seqüência uma "pequena" mostra desta vivacidade anárquica.]


Brasil:

No Rio de Janeiro, nos dias 26 e 27 de maio, acontece o “Colóquio 200 Anos de Proudhon”. De acordo com os organizadore/as, a realização deste colóquio “visa apresentar este pensador aos setores dos movimentos sociais e comunidades acadêmicas que se interessem por ter contato com a vida e a obra de Proudhon, explorando diversos temas como: “Proudhon e a Dialética”, “O mito da classe produtiva em Proudhon”, “A Contribuição de Proudhon para o Brasil”, “Crítica à Propriedade pelo Movimentos Sociais”, “Proudhon e a Franco-Maçonaria”, “Proudhon e Educação”.
Mais infos: http://www.ifcs.ufrj.br/~amorj/

Ainda no Rio de Janeiro, no Centro de Cultura Social, no dia 23 de maio, acontecerá o lançamento do livro "Anarquismo Social", feito pela Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ), “após cinco breves, mas não menos intensos anos de luta política e social”. A obra lietrária passa por diversos temas: anarquismo social; luta de classes e relações centro-periferia; breve história do anarquismo no Brasil; perda e tentativa de retomada do vetor social do anarquismo; capitalismo e Estado; a revolução social e o socialismo libertário como objetivos finalistas; os movimentos sociais e a organização popular. Na ocasião também será inaugurado o cine-clube “Tiê-Sangue”, com a exibição de filmes produzidos pelos coletivos de produção visual “Tiê-Sangue” e “Bucaneiro”. Durante o evento comes e bebes.

Mais infos:
www.farj.org


agência de notícias anarquistas-ana


Ventos exibidos,
que cantam fortes, uivantes,
também desafinam...

Leila Míccolis

19 de mai de 2009

A vida também é conseqüência!



Ele

Não consigo morrer, disse a bela dona
Mais escute
Viver a mim também é impossível
Como “viverei” nesta semi-vida
Nem viva nem morta
Arquejando a salvação?
Sentindo o cheiro do inferno?

Não

Pensando em como cheguei
Neste lampejo de semi-vida
Escolhas impensadas
“Felicidades” momentâneas
_ora! Todos são_
Então me retrato

E o que doe não são as veias estouradas
E sim a consciência
Tudo poderia ter sido diferente...

Aceitar o erro enobrece a dor
Esse ardor de impotência
Diante desta (vida!?)
Que desvanece dentro de mim
Projeto
Gente
Pessoa
Humano – perdido talvez

Na incerteza do fim
Que sempre chega
Vou puxando toda essa carcaça
Na certeza incerta da derradeira hora.

.km.

18 de mai de 2009



Pela liberdade
não só por ela, mais também dentro dela
zona livre é o que define www...



Informe-se
http://naosouumnumero.blogspot.com/

16 de mai de 2009

dilema


Viver é morrer as avessas
Revelar o sepulcro
É morrer durante o dia
E dizer que vive...

Sujeito malacabado!

Minha vó dizia:
Seja gente menina
Ué vó, eu sou que?
Só um projeto
arquejando a fome
como leito?

Vivendo como se não soubesse o que é a vida,
essa coisa que esta sendo dentro de nós
nós que sois vós
se tornando eles
que dizem eu sou!

Tanta inflamação
Deixa compulsões
Soltas no caminho

E a garganta
Essa ainda entala.
.km.

13 de mai de 2009


Hoje é dia
Hoje é dia de urubu
Por detrás
A carniça
Mais a água lava
Passa e cheira

O hoje se passa e se torna ontem
O amanhã ainda estou vendo...
.km.

9 de mai de 2009

Fizesse?


O não fazer
É algo fazer
Fazer se faz mesmo sem querer
Esse é o perigo...
Melhor querer saber
O que se quer fazer

km

27 de abr de 2009

ESPIRA



Um dia... – santa ingenuidade! – despertei para a vida... social. Acreditei que uma palavra e uma vontade lançariam de novo o “Fiat" do mundo, com a ressurreição das almas, integrando-se em si mesmas mediante a educação da infância. Mas, o sonho foi desfeito pela própria escola da vida que nos tritura com dolorosas experiências anotadas no livro aberto de cada dia.
A escola asfixia... distribui diplomas de eunucos mentais. Os educadores de todos os credos, cada qual se julga o detentor da verdade. Depois... – que candura! supús que as verdadeiras elites, as elites do sentimento e da razão modelariam o mundo nos dedos esguios dos sonhos infinitos de renovação social, na espiral que vai á eternidade através do perpetuo vir-a ser.
Incendiei-me de entusiasmo e minha voz humilde, valente e sincera veio unir-se ao côro sobre-humano dos Prometeus acorrentados ao Cáucaso fatal da sociedade moraliteista e legalmente organizada. Ingenuidade infantil!
E os sem-patria?...
E os indesejáveis?
Todo o castelo gigantesco desmoronou-se ao sopro do vendaval do conhecimento; os poderes organizados afogam, assaltam, violam, sufocam, dominam – ela força ou pela tirania, pela cátedra ou através do púlpito, pelo dinheiro ou pelas armas – os grandes, os nobres, os fortes, os generosos. E vi rebeldes e revolucionários pretendendo revolucionar o mundo, sem olhar dentro de si mesmos... Tudo inútil...
Então, observei em torno de mim, buscando a causa do problema milenar de lesa-felicidade humana.
E vi transatlânticos, submarinos, aviões, o carvão, o petróleo, maquinas sem conta, toda a ciência e todo o progresso material, em fim todo o bem estar da civilização esmagando o gênero humano. E vi revolucionários pregando como apóstolos depois de oito horas de trabalho nos arsenais de guerra... E ouvi palavras lindas e vi ações aviltantes...
E vi o servilismo, a hipocrisia, o autoritarismo dos que clamam pela liberdade. Todos querem dominar. E vi operários fabricando as armas para abrir o ventre dos seus filhos ou dos seus. E vi operários fabricando as armas para abrir o ventre dos seus filhos ou dos seus irmãos. E falando de Paz e Fraternidade... E busquei a felicidade dentro de mim mesma. Inútil é lutar fóra de mim!
A renovação está dentro do meu Ser.
Por isso, procuro iluminar minh’alma com a bondade. Por isso, desertei deste imenso mercado de consciência que é a sociedade com a sua guia voraz e sua espetaculosa teatralidade de tartufismo gran-guinnolesco em todas as classes sociais.
E consegui sorrir sem racôr ante a ignorância cultivada, de ante da perversidade organizada.
E, por ultimo, descobri, através de uma rebelião latente, a dolorosa alegria de viver, a alegria amargurada de evadir-me de todos os detetives sociais e comungar com a Natureza, em harmonia comigo mesma. E consegui viver momentos de felicidade interior, silenciosa, estóica. E então, dentro de mim, senti um deus que sonha e canta e soluça e vibra um sonho eterno de devenir, numa dolente nostalgia e no anhelo perene de outros planos de evolução, de outros estágios de consciência – engendrados em meu próprio cérebro pelo desejo, matriz de todas as cousas e de todas as formas – na ascensão para alturas inaccessíveis... E vi sorrir a Cristo, grande, estóico... E vi, nimbado de Amor, a Epíteto...
E, nas criptas profundas de meu ser, uma voz falou a voz da sabedoria de Epíteto e da Fraternidade de Cristo. E três luzes vi nos caminhos da minha consciência: Han Ryner, Mahatma Gandhi e Krishnamurti.
Conhecer-me.
Realizar-me.
Resistir ao mal com o bem.
Não cooperar com a civilização da ciência sem consciência.
Renascer de mim mesma através do “individualismo da vontade de Harmonia”.
Para aprender a amar.
Por que: Só para amar foi feita a Vida.
Artigo de Maria Lacerda de Moura

24 de abr de 2009

sem fastio


Por cima dos telhados a luz findava em sombra
Fim de dia
E como foi dia aquele dia...
O sorriso amarelo da menina
Enrolava a morte entre sua garganta.
A morte dentro ou fora
-Não importa-
Se encontra entre a porta e a brisa...

km

20 de abr de 2009

Primeira Mostra de Cinema Autônomo



Espaços libertários e autônomos da grande SP começam a se juntar e, para começar, esta é a nossa...

PRIMEIRA MOSTRA DE CINEMA AUTÔNOMO

Produções fílmicas Independentes sobre Produção Independente da Vida!
Solidariedade sim, mas em busca da independência em relação ao capital. Imagens que fazem mostrar modos libertários de fazer...

29/4 - Ay Carmela - Mostrar o fazer autonomista da MÍDIA
ay-carmela.birosca.org/

30/5 - CICAS - Mostrar o fazer autonomista da MÚSICA
projetocicas.blogspot.com

1/5 - Formigueiro - Mostrar o fazer autonomista do...

2/5 - Casa Aberta - Mostrar o fazer autonomista da INTERVENÇÃO URBANA
okupaixaocasaberta.blogspot.com


3/5 - Casa da Lagartixa Preta "Malagueña Salerosa" - Mostrar o fazer autonomista da COMIDA
www.fotolog.net/ativismoabc
ativismoabc@riseup.net
R. Alcides de Queirós, 161 - Bairro Casa Branca, Santo André (SP)

DEBATES, VÍDEOS, MÚSICA, SUBSTRUÇÃO.

Mais informações: www.copylivre.com/webcalendar

JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás