O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

30 de jan de 2009

CHAMADA CULTURAL - CICAS 2009


CICAS, inicia a sua CHAMADA CULTURAL 2009.

Participe desta iniciativa!

Inscrições abertas!



Para o ano que inicia, o CICAS propoe aos artistas independentes interessados,
a formação de grupos e oficinas abertas.

A intenção maior dessa chamada, é unirmos forças contra a falta de acesso e espaços de criação. Garantindo o usufruto apropriado dos espaços publicos, principalmente espaços com históricos de abandono e descaso politico.

O CICAS por exemplo, conta hoje, após 2 anos de iniciativas culturais sobre o abandono, com 2 (duas salas independentes)uma para biblioteca de leitura, reuniões e pequenas oficinas - e outra - studio para ensaios, camarim e oficinas de musica.
Além de enorme salão com cozinha, banheiros masc. e fem. e um PALCO de 7mx5m.
e mais uma area livre gigante para atividades AMBIENTAIS, SHOWS, e oficinas ao AR LIVRE.

O CICAS CONVOCA VOCE INTERESSADO EM GARANTIR UMA ESTRUTURA FISICA
PARA SEU TRABALHO OU GRUPO CULTURAL COM TURMA E TRABALHOS INICIADOS.

O CICAS CONVOCA VOCE INTERESSADO EM DIVIDIR SEU TALENTO
FAZENDO PARTE DE UM GRUPO OU INICIANDO UMA NOVA PROPOSTA

O CICAS INFORMA QUE FARÁ O POSSIVEL PARA APOIAR AS IDEIAS APRESENTADAS
TANTO NA FORMAÇÃO DE TURMA, MATERIAL NECESSARIO, DIVULGAÇAO E ETC.
____________________________________


ATENÇÃO: repasse essa informação a quem possa interessar
muito obrigado!

atividades propostas:

TEATRO
FOTO E VIDEO
CAPOEIRA
DANÇA
ARTES MARCIAIS
ATIVIDADES ESPORTIVAS
ATIVIDADES RECREATIVAS
LITERATURA E SARAU
MUSICA
GRAFITTI
ARTES VISUAIS
ARTES PLASTICAS
PALESTRAS E OFICINAS

e outras...

O CICAS ESTA ABERTO A TODO TIPO DE PROPOSTAS CULTURAIS E EDUCATIVAS

ENTRE EM CONTATO:
projeto.cicas@gmail.com
http://projetocicas.blogspot.com/

29 de jan de 2009

somos/sou



O gosto pela leitura das letras e do mundo nos faz perceber a realidade a nossa volta. Conhecer essa continuidade de como a moral e os bons costumes se perpetua nesse corriqueiro cotidiano no qual estamos imersos, “em torno da herança apodrecida do passado reúnem-se as águias do amanhã” (STIRNER, 1979).

É interessante compreendermos esta continuidade, para nos conhecermos como sujeitos, aceitar o que somos/sou. Todos esses seres que por ai, nos tira o ar impedindo o ser de ser humano, sentir o que somos para enxergar nossas vantagens e desvantagens, para saber interagir com o meio percebido da melhor forma possível (não apenas para mim). Ter ciencia de ser individual, único, “eu”, onde beiramos egocentrismo e confundimo-nos individualistamente, se a vida nos prega peças, somos os atores, escritores e leitores dessa historia. Sem a nossa participação, essa historia nunca será justa.


Imagem:Latuff


Isso significa educar-se incansavelmente; adquirir uma capacidade crítica pessoal e uma capacidade de pensar por si; aprender a ver, habituando o olho no repouso e na paciência; dominar o "instinto do saber a qualquer preço", utilizando este princípio seletivo: só aprender aquilo que puder viver e abominar tudo aquilo que instrui sem aumentar ou estimular a atividade; manter uma postura artística diante da existência, trabalhando como artista a obra cotidiana; "dar à vida o valor de um instrumento e de um meio de conhecimento", procedendo de modo que os falsos caminhos, os erros, as ilusões, as paixões, as esperanças possam conduzir a um único objetivo – a educação de si próprio.
km

27 de jan de 2009

Aqui


Cotianamente vou levando
Esta vida de duas vias
Cheias de eras e beras
Vejo escorregar das mãos
A potencia de ser
Cotianamente travo minha guerra
Entre o inferno e o paraiso
Do meu proprio
Ser
Desumano
Vasculho o impulso
Pulso
Nada mais cultiva
Forja vida
Escapo!
Em nós quero descanso
O sussego dos sussegados...

km

24 de jan de 2009

Questão de ponto de vista...

“Toda uniformização é uma forma de sadismo da autoridade”

“A leitura torna o homem completo; a conversação torna-o ágil, e o escrever dá-lhe precisão.”
Francis Bacon

Imagem:emil schildt

A prática da leitura se faz presente em nossas vidas desde o momento em que começamos a enxergar o mundo à nossa volta. No constante desejo de decifrar e interpretar o sentido das coisas que nos cercam, de perceber o mundo sob diversas perspectivas, de relacionar a realidade com as nossas vontades, no contato com um livro, na leitura do mundo, enfim, em todos estes casos estamos, de certa forma, lendo - embora, muitas vezes, não nos demos conta.
Como diz Emilia Ferreiro ler não é decodificar, mas significa, de fato, interpretar e compreender o que se lê, a leitura deve favorecer o leitor a compreensão do texto, cada um lê com os olhos que tem. E interpreta de acordo com sua realidade. Todo ponto de vista é à vista de um ponto. Para entender o que alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é a sua visão de mundo. Isto faz da leitura sempre uma releitura, sendo assim, o leitor interage com o autor, concorda ou discorda, sempre aprendendo.
O desejo do leitor tornará a leitura algo significativo em sua vida, ajudará a compreender o meio que vive suas responsabilidades e direitos, quando falta este desejo a leitura se torna um fardo, algo enfadonho.
É na escola que as crianças deveriam afinar sua leitura, alargar seus gostos, mas nem os professores são habituados à leitura prazerosa. Ficamos em um círculo vicioso, uma armadilha, pois como saber se gostamos (ou não) se não a conhecemos? Aí entra o papel do professor educador e mediador da cultura em introduzir novos conteúdos e novas experiências no mundo do aluno.
Sabemos que a escola tem um plano a cumprir e dentro dele as atividades de linguagem que devem ser realizadas e avaliadas. Ensinar a ler com prazer, a tirar proveito pessoal da leitura esbarra quase sempre na questão do número de alunos na sala para acompanhar e na dificuldade em avaliar objetivamente o aproveitamento. Mas sem paixão não avançamos. Principalmente quando pisamos na área da literatura. Ensinar as características estruturais dos gêneros, as combinações lingüísticas possíveis em um texto, a organização das palavras, a comunicação de idéias não devem matar o prazer, não podem impedir que a leitura faça sentido pessoal e íntimo na vida do aluno.
O professor deve respeitar a escolha do aluno, através da liberdade sem pressões à leitura entra na vida dos alunos, na cultura escolar e deixa de ser obrigação para se tornar gosto.
km

21 de jan de 2009

O laboratório humano de Israel

Foto: Anderson Barbosa

Israel não conseguiu esconder o fato de ter utilizado uma série de armas não-convencionais, experimentais e até proibidas, segundo a Lei Internacional, contra alvos civis em Gaza. O que nos primeiros dias da invasão surgiu como simples especulação, logo se confirmou quando civis passaram a encher os hospitais de Gaza com ferimentos nunca antes vistos pelos médicos locais, já acostumados a tratar de pacientes com lesões derivadas das armas habituais de Israel.

A confirmação partiu da própria ONU, que teve um de seus edifícios atacados com cápsulas de fósforo branco na quinta-feira (dia 15). Porta-vozes da Agência de Ajuda aos Refugiados Palestinos (UNWRA, na sigla em inglês), órgão da ONU que trabalha sob
ameaça de Israel há meses em Gaza, descreveram o crime: “Nós não podíamos usar extintores convencionais porque para apagar o fósforo branco é necessário usar areia”, disse Chris Gunness, um dos porta-vozes da Agência, enquanto a arma química israelense queimava mantimentos indispensáveis, enviados de dezenas de países, entre eles o Brasil, ao povo de Gaza. O fósforo branco é uma substância incendiária, cujo uso em armas é proibido pela Lei Internacional. Apesar disso, os Estados Unidos fizeram uso da substância contra os civis de Fallujah, no Iraque, em 2004, e Israel
foi duramente criticado por ter usado a arma contra os civis do Líbano em 2006.

Enquanto a mídia internacional foi banida de Gaza por Israel, em um ato de censura típico da “única democracia do Oriente Médio”,outras armas experimentais foram testadas contra o povo palestino longe dos olhos do mundo de fora. Uma dessas é o Dime (sigla em inglês para explosivo metal denso e inerte), uma arma recentemente desenvolvida pelos Estados Unidos, ainda em testes e não regulada pela Lei Internacional, que ocasiona uma explosão interna de alto grau, mas não espalha fragmentos. Quem confirma o uso da nova arma são os médicos voluntários estrangeiros da ONU trabalhando em Gaza. “Os ferimentos dessa arma são particulares. As vítimas têm severos danos internos, especialmente em tecidos macios, como no abdômen, mas nada aparente pelo lado de fora. Todos os casos levaram à morte”, disse o médico norueguês Mads Gilbert, no Hospital Al-Shifa, na cidade de Gaza. Outro médico estrangeiro, o britânico David Halpin, também descreveu o que viu: “Estamos vendo Gaza como um laboratório humano para testes do que eu chamo de armas do inferno”, disse ele à rede de notícias britânica BBC. de fragmentação, banidas pela Lei Internacional, e bombas carregadas de urânio, deixando amplas áreas de Gaza com elevado teor de radiação. Sarit Michaeli, porta-voz da organização, afirmou que “as negações de Israel não podem ser confiadas”.

De fato, não existe mais questionamento de que a entidade sionista fez uso dos civis de Gaza como ratos de laboratório para as armas de futuras guerras. Mais perigoso do que isso: relatórios da ONU indicam que
há dois meses enormes encomendas de armamentos chegaram a Israel dos Estados Unidos, e outras estariam a caminho. Não será fácil para a mídia ocidental esconder tantos crimes – a face de Israel está clara.


Edição especial - Oriente Médio Vivo

18 de jan de 2009

16 de jan de 2009

Qual a lógica?


Em
que
Inércia
Perdeu-se
(Humberto Fonseca)
..

Ser em paz
paz em ser
não sei dizer
pois
só cheiro
sangue
cor
sem sabor

dor
ardor
amor
..
km

8 de jan de 2009

Cubolinos e Cubolinas


O que vejo além do terror é o medo que paralisa interiormente, explodindo exteriormente de uma maneira nefasta, mascarado pela mídia, www, impresso, expresso, minimamente escaqueirado.
Chegamos a beirar loucura,
Seja pela ilusão
Seja pela realidade

Há covardia!

“Dóceis humanos”
(Prepara-se para a guerra, mais nunca para a vida?!)

Vidas manipuladas, descartadas, peças, engrenagens, proporcionando a certos “humanos” o prazer de suas “vidas” medíocres. Necessitam ter tudo em suas mão, mas, tudo são muita coisa e mãos só temos duas, uma hora tudo se perde... E o nada se instaura!

O que fazer?
Ora, [re]Aja!

Receitas não existem, a distinção nos leva a percepções diferentes, a mudança é algo constante em um sistema retrogrado a existência da vida.

Karina m.

1 de jan de 2009

Que venha 2009...


Como diriam os gregos:
Que venha o futuro para destruir o presente!


Que, ao longo dele, o fogo primitivo ilumine mais que nossos caminhos...

"Somos a imagem do futuro"

JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás