O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

7 de fev de 2009

revolta

Depois de tantas postagens, já é notável meus pensamentos em relação ao Estado e a atual política neoliberal, não vejo benefícios significativos ao povo! O que se percebe é uma politicagem onde a relação de poder leva o beneficio a alguns (poucos) ditos humanos onde a pobreza, a falta de educação, a falta de segurança publica, a falta de saúde e tantas outras coisas que a nós é de direito, entende-se que a falta é o que impulsiona esses ditos no poder.
Quando um pobre como eu, por exemplo, precisa de alguma ajuda policial, se escuta o seguinte: “minha cara, as coisas são assim mesmo, o melhor a fazer é você contratar uma segurança particular”.
Puta que pariu!
Pagamos impostos em demasia para nada termos, a lei só funciona quando alguém tenta ir contra o Estado à procura de seus direitos, ora tudo esta bem... Esta bem para políticos barrigudos, policiais corruptos, médicos fascista que escolhem pacientes pelo plano de saúde e para gestores escolares que roubam a merenda das crianças.
Eles comem, dormem, bebem e festejam no país do carnaval.
Todos passam por injustiça, enquanto a inércia tomar conta de todos, a sociedade de classes vai cada vez se afirmar com seu abismo, a educação vai ser sempre para oprimir a criatividade e o questionamento para as coisas da vida, seremos moldados a determinados gostos e desgostos através da mídia por dificuldade de reflexão, de questionamento sobre a própria liberdade.
Liberdade alienada intencionalmente durante séculos pela igreja, pelo Estado, por todos esses hipócritas malufianos, lulenses, bushetas, milicos e afins. Capitalismo difundido e incucado como o único meio possível de sobrevivência, tirando a religião essa é a maior mentira dos tempos, um sistema que me resume a um numero, e quando me rotula por “cidadão” este apenas de consumo, meus valores não são bem meus valores. Valores? Que valores?
Valores de um Estado capitalista!? Onde no Natal, por exemplo, é o tempo de fraternidade e depois do dia glorioso você só pense em consumo! Como podemos esperar um povo educado, respeitoso, digno, se o que este recebe é violência, violência e violência.
Violência de não poder ser o que se é, não poder ser um ser autônomo e critico sem ser deixado a margem por isso!
Vivemos em um Estado de aparências...
Mas não sou aparente!
km

Um comentário:

Moacy Cirne disse...

Grato pelo belo comentário
no Balaio.
Poesia pura.
Ou poesia impura
(no bom sentido, claro).

Beijos.

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dizeres

JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás