O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

28 de mar de 2009

A arte de ser
É certamente o ser
Do não ser do ser

25 de mar de 2009

.era.


É tão difícil assim lembrar-se de um tempo tão remoto a nós seres humanos tão desnudos quanto estes? Muda-se o meio, o ambiente degrada do verde ao cinza, do amarelo ao encardido, naturalmente concreto...
km

20 de mar de 2009

CG


Policiais militares entram em confronto com estudantes e seis acabam detidos
Da Redação
A mobilização dos estudantes que protestam contra o aumento da passagem de ônibus acabou em confusão na manhã desta quinta-feira (19) no Terminal de Integração. Seis estudantes acabaram sendo detidos e foram conduzidos para a sede da Polícia Civil.

São eles: os menores: JHPC e GCS, de 17 anos, VMO de 16 anos, os maiores Felipe Dayvson Batista Gonçalves, 20 anos, Marcelo de Lima Bernades, 28 anos, Marcelo Davi Serafim Duarte, 19 anos e Samara da Silva Negreiros, 21 anos.

Os policiais se dirigiram ao local depois que foram informados que os manifestantes estariam quebrando a estrutura do terminal, porém os estudantes negam a acusação.

Com a chegada dos policiais teve início o confronto e os policiais chegaram a agredir mulheres e adolescentes que participavam da mobilização.

“Um estudante de 17 anos foi agredido pelos policiais e colocado na viatura de forma violenta”, contou uma estudante que não quis ser identificada.

Alguns estudantes foram agredidos e jogados ao chão depois de reclamarem da ação dos policiais. Os policiais alegaram que eles estavam sendo detidos por desacato à autoridade.***

A onda de manifestações teve início depois que a justiça determinou o reajuste da passagem de ônibus de R$ 1,55 para R$ 1,70, que passou a vigorar nesta quarta-feira (18).


Fonte:Paraíba Online

Como sempre abuso...
Só quero meu direito
DotÔ!

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Videos

http://www.youtube.com/watch?v=tt7QcS3sCbk
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http://www.youtube.com/watch?v=0TeAy4XATUg

...
Noticia
http://paraiba.com.br/noticia.shtml?91382

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http://paraibaonline.com.br/colunista.php?id=54&imagem=chamadas//chamadas/geraldonovafoto.jpg

12 de mar de 2009

Entre flores





Suas bocas ácidas talharam o leite na xícara , seus dedos amarelos mofaram o pão
e seus fluídos antigos envelheceram-me a alma.
Influxos asmáticos do meu falecido avô atraíram insetos primitivos;
Não entendo nada do que falo , do que digo, do que sonho
Meu cérebro é um video-game de operação impossível.

9 de mar de 2009

Todos querem, mas tem medo, tem receio de ser dono dela...

Imagem: Apolo Torres

Nossa cultura hoje nos exige uma mobilidade de atenção e ao mesmo tempo nos diagnostica como doença nossa hiperativade e impulsão, são tais fatos que nos leva a refletir sobre “o que é” e “o que não é”, (porque não?) importante para nossa vida, nossa cultura, nossa sociedade e nossa educação. Em todos os aspectos da nossa existência a uma variedade bastante complexa de nosso ser, nosso estar no mundo e com o mundo, essa cultura de globalizar para homogeneizar nos limita a certos gostos que poderiam não ser nossos em uma dada realidade.
E nesta realidade neoliberal devemos perceber que existem duas maneiras de viver, uma delas é a “vida” de quem tira vida, que se sustenta a partir da miséria, está sendo a segunda maneira de “vida”, percebendo miséria em todos os seus aspectos, a falta de alimento, a falta de moradia, a falta de educação, a falta de lazer, a falta de arte, a falta de ar, a falta de respeito etc., etc., estes ditos humanos oprimem para dar satisfação e encher suas “vidas” de luxo para disfarçar seu lixo, a mediocridade paira e a banalidade se alastra.
Neste mundo de contrastes o sujeito perde a identidade ao mesmo tempo em que é considerado um sujeito “multifacetado” (pau-pra-toda-obra, qualquer semelhança é mera coincidência?!), flexível, sujeitos dinâmicos para atender as vontades dos senhores “distintos” mas nem sempre gentis, estes que ditam os ditames presentes e na maioria das vezes ocultos, porque quem subjuga não esta aqui para emancipar o poder quem dirá a vida.
Ideais de liberdade e igualdade só se tornarão realidade quando nós, que uns chamam de massa, outros de povo e alguns de pobres, percebermos que a vida é muito mais que o valor do dinheiro, pois nossas vidas não têm preço, essa mediocridade deve ser deixada para os medíocres midiáticos, demagogos, corruptos e degenerados...
Construímos nossa realidade sejamos conscientes disso ou não!


Quem falou de mim?
Fala nada
nada somos!?

km

4 de mar de 2009

Peleja



“Eu queria apenas passar na rua em paz”

Ser o “eu” de minhas vontades
Levadas por vontades alheias
Alheias a tudo que se diz luz
Miséria miserente
Imposta
Deposta
Apostas?
Não sei se apostando virarei o que desejo
Mais é só no risco que arisca
Os goles de vida
Limpa, pura, justa
Suja nas vielas da noite sem luar
Pois com luar, a coisa muda
Justa posta
E não impostas?
Modelamos? Somos modelados?
Vivemos ou somos comidos?
Se pelo menos toda essa comilança fosse antropofágica!
Ah! Digestão nefasta...
Infesta a mão-de-obra
Mas a mão faz festa
Manifesta-se, na intensa sensatez incessante.
De
Ser
Ter
e
Ser visto!
Sujeito de sua vida
.
km
.

3 de mar de 2009

Terras Tupiniquins em meados do séc. XX


“Se as artes são os espelhos da ética, a do nosso século não atinge a dos antigos helenos, apesar das centúrias que deles nos separam.
Exemplo frisante no-lo oferece a construção aventino, que se refere nas negras chaminés de Londres e nos grotescos raspa-céus de Nova Iorque. E melhor exemplo no-lo oferecem as construções nos bairros mais populosos das grandes urbes, nas vilas ou arraiais, onde a generalidade dos edifícios são cubículos sem ar e sem luz, ou toscos simulacros de choupanas, construído com desperdícios de madeira, de folha-de-frandes, ou com frangalhos imundos apanhado nos logradouros em que se escoam os detritos das provações.
São estas as jóias que Viena, Budapeste, Lisboa, Madri, Rio de Janeiro, Buenos Aires, etc., etc., expões ao mundo civilizado e ... para os civilizados em matéria arquitetônica.”

(Florentino de Carvalho)





“O ‘habitante’ desapareceu para dar lugar ao ‘inquilino’ moderno pária do proprietário particular ou ‘público’ ”

1 de mar de 2009

Nos conhecendo


“Procurar-se saber desenvolver conscienciosamente a nossa disposição para nos tornar-mos criadores, ou antes, somos tratados como criaturas cuja natureza apenas admite a amestração?”
(Max Stirner)

Encontrar a harmonização entre a satisfação e os interesses pessoais os instintos básicos de conservação da vida, com o que nos impulsionam ou devem impulsionar para a cooperação afim da satisfação dos interesses pessoais e os instintos dos demais. A liberdade compreendida dá ao homem o poder de escolha, mas está sujeita às limitações do próprio homem.
“Ninguém educa ninguém, como tão pouco educa a si mesmo. Não é educar-se mas conscientizar-se para gerar uma educação” (Paulo Freire)
A nossa inteligência se inventa e se promove no exercício social de nosso corpo que consciente se constrói.
km

JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás