O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

1 de mar de 2009

Nos conhecendo


“Procurar-se saber desenvolver conscienciosamente a nossa disposição para nos tornar-mos criadores, ou antes, somos tratados como criaturas cuja natureza apenas admite a amestração?”
(Max Stirner)

Encontrar a harmonização entre a satisfação e os interesses pessoais os instintos básicos de conservação da vida, com o que nos impulsionam ou devem impulsionar para a cooperação afim da satisfação dos interesses pessoais e os instintos dos demais. A liberdade compreendida dá ao homem o poder de escolha, mas está sujeita às limitações do próprio homem.
“Ninguém educa ninguém, como tão pouco educa a si mesmo. Não é educar-se mas conscientizar-se para gerar uma educação” (Paulo Freire)
A nossa inteligência se inventa e se promove no exercício social de nosso corpo que consciente se constrói.
km

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás