O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

9 de mar de 2009

Todos querem, mas tem medo, tem receio de ser dono dela...

Imagem: Apolo Torres

Nossa cultura hoje nos exige uma mobilidade de atenção e ao mesmo tempo nos diagnostica como doença nossa hiperativade e impulsão, são tais fatos que nos leva a refletir sobre “o que é” e “o que não é”, (porque não?) importante para nossa vida, nossa cultura, nossa sociedade e nossa educação. Em todos os aspectos da nossa existência a uma variedade bastante complexa de nosso ser, nosso estar no mundo e com o mundo, essa cultura de globalizar para homogeneizar nos limita a certos gostos que poderiam não ser nossos em uma dada realidade.
E nesta realidade neoliberal devemos perceber que existem duas maneiras de viver, uma delas é a “vida” de quem tira vida, que se sustenta a partir da miséria, está sendo a segunda maneira de “vida”, percebendo miséria em todos os seus aspectos, a falta de alimento, a falta de moradia, a falta de educação, a falta de lazer, a falta de arte, a falta de ar, a falta de respeito etc., etc., estes ditos humanos oprimem para dar satisfação e encher suas “vidas” de luxo para disfarçar seu lixo, a mediocridade paira e a banalidade se alastra.
Neste mundo de contrastes o sujeito perde a identidade ao mesmo tempo em que é considerado um sujeito “multifacetado” (pau-pra-toda-obra, qualquer semelhança é mera coincidência?!), flexível, sujeitos dinâmicos para atender as vontades dos senhores “distintos” mas nem sempre gentis, estes que ditam os ditames presentes e na maioria das vezes ocultos, porque quem subjuga não esta aqui para emancipar o poder quem dirá a vida.
Ideais de liberdade e igualdade só se tornarão realidade quando nós, que uns chamam de massa, outros de povo e alguns de pobres, percebermos que a vida é muito mais que o valor do dinheiro, pois nossas vidas não têm preço, essa mediocridade deve ser deixada para os medíocres midiáticos, demagogos, corruptos e degenerados...
Construímos nossa realidade sejamos conscientes disso ou não!


Quem falou de mim?
Fala nada
nada somos!?

km

Um comentário:

Diogo disse...

Toda decisão é uma decisão política. Não dá para ser totalmente cético, apenas se estamos em estado vegetativo.

Temos a possibilidade de construção, mas certamente alguém já tomou decisões por nós alguma vez na vida, ou ainda toma.

Cabe a nós, minimizar ao máximo essa ingerência...

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás