O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

25 de mai de 2009

Receptáculos


Entre os anos 1820 e final dos anos 1900, pensadores da educação desenvolveram um conjunto de teorias pedagógicas e idéias que vieram a ser chamadas de “libertárias”. Desde lá, estas teorias tem inspirado muitos experimentos, atividades, programas e outras teorias educacionais. Porém, estas teorias, desenvolvidas sob o signo do anarquismo, têm sido negligenciadas ou até mesmo ignoradas pelos educadores; percebe-se pouca ou quase nula preocupação em devotar tempo ao estudo destas correntes nas licenciaturas.

Suas idéias encontram-se “esquecidas”, devido à falta de conhecimento, proveniente de preconceitos criados ao redor da palavra anarquismo, distorcido por conceitos do senso comum, imaginação popular e, principalmente, devido às campanhas ideológicas,”[...]um amplo processo de perseguição pelos aparelhos de Estado, que não se contentavam em acabar com as escolas, mas quiseram acabar também com sua memória [...]”(GALLO, 1995, p.14).

Aracely Mehl Gonçalves

Mesmo negando a realidade educacional livre, ela existe e sempre existirá...

Um comentário:

Shlomit Or * Luciana Gama disse...

adoro seu blog, karina!!!!!

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás