O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

29 de jun de 2009

Ni aun la liberdad absoluta debería ser impuesta, sino libremente buscada y aceptada, nesse sentido, no tenemos el derecho de imprimir en los virgenes cerebros infantiles nuestras particulares ideas. Si ellas son verdaderas, es el niño quien debe deducirlas de los conocimientos generales que hayamos puesto a su alcance (MELLA, 1979, p. 29-30).

20 de jun de 2009

Dias frios


certa vez me perguntaram como vejo a escola atualmente...
percebi melancolia em meu pensamento

A “escola” atual supervaloriza o trabalho na grande indústria, o tornando uma simples tarefa desintegrada da vida, nos sentindo “parte da maquina” não havendo lugar para pensar, nem para ter uma natural satisfação por saber (ter consciência) do que faz , porque faz ou se vale a pena fazer.

Cheguei a uma certa conclusão:
De todas as razões para se opor à admissão de uma humanidade livre e solidária, a mais comum e parece mais tenaz, é que o ser humano é irredutível e profundamente perverso, vicioso, mal, e que o desenvolvimento de um meio livre e fraternal, implica na necessidade de indivíduos dignos, justos, ativos e solidários a existência de tal meio, essencialmente contrária à natureza humana é e será sempre impossível.

Repensando sobre tudo isso, partindo da idéia de que o ser humano pelo menos a si tem que guiar, a necessidade então é que a educação seja justa ao menos às crianças, por isso a importância da construção de um meio saudável na medida do possível, já que os adultos fincaram suas ancoras, nem todos desejam navegar pela vida.
km

18 de jun de 2009

"É proibido proibir"


Somos o que somos
contradições ambulantes
sendo a vida repleta de morte...
O que é belo ou feio?
O que é certo ou errado?
Apenas um bisturi mental é capaz de separar a verdade da falsidade.
E o pensamento
virou verbo.

.km.








Viver é diferente de entender...

6 de jun de 2009

Sendo contra toda a boa vontade como fonte de aplausos, a piedade como estímulo e a tolerância como abstenção crítica.



Canções estranhas se misturam as minhas entranhas
Tão tristonha quanto estranha
A canção me desfaz arte
Desindexa
O que sobra é essa dor tamanha
(estranhas essas entranhas)
.km.

3 de jun de 2009


decidi escrever
sobre questões enigmáticas
para impressionar
a uns e outros
sou dessas pessoas simples
sem angústias
nunca vou ver um disco voador
nem conversar com o espírito do meu avô
gosto somente de apreciar as flores
estuprar meus próprios pensamentos
e deturpar conversas telefônica
anoto placas de carros
e mando os números ao demônio
para que ele faça bom proveito...
.km.

JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás