O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

20 de jun de 2009

Dias frios


certa vez me perguntaram como vejo a escola atualmente...
percebi melancolia em meu pensamento

A “escola” atual supervaloriza o trabalho na grande indústria, o tornando uma simples tarefa desintegrada da vida, nos sentindo “parte da maquina” não havendo lugar para pensar, nem para ter uma natural satisfação por saber (ter consciência) do que faz , porque faz ou se vale a pena fazer.

Cheguei a uma certa conclusão:
De todas as razões para se opor à admissão de uma humanidade livre e solidária, a mais comum e parece mais tenaz, é que o ser humano é irredutível e profundamente perverso, vicioso, mal, e que o desenvolvimento de um meio livre e fraternal, implica na necessidade de indivíduos dignos, justos, ativos e solidários a existência de tal meio, essencialmente contrária à natureza humana é e será sempre impossível.

Repensando sobre tudo isso, partindo da idéia de que o ser humano pelo menos a si tem que guiar, a necessidade então é que a educação seja justa ao menos às crianças, por isso a importância da construção de um meio saudável na medida do possível, já que os adultos fincaram suas ancoras, nem todos desejam navegar pela vida.
km

5 comentários:

BêbÉT/Ocica's disse...

viveremos. enfim...
cada escritor muda sua história.
mas vida não há honrarias.

Mauro Sérgio disse...

Saudações, minha querida.

Sobre a escola e essa questão da formação estritamente profissional (o sonho de nossos empresários) eu já dei pitacos em

http://daluta.blogspot.com/2008/12/homens-ou-mquinas.html

bjs

sueli schiavelli jabur disse...

a escola de hoje poderia ser vista como uma fábrica, de fazer pequeninos diplomados, infelizmente, não vejo para um curto espaço de tempo interesse das ditas autoridades, em realmente de preocupar em educar e transmitir cultura, temos o passe sabendo ou não, educadores hoje também assumem, toda a carga educacional que deveria ser atribuida pelos pais, mas não, fica mais fácil fazer da escola um depósito, de onde tem que sair tudo, vamos lutar e torcer pelo dias melhores, que hão de vir, no mei blog, tratei da educação em sampa, e vou continuar fazendo minhas críticas, infelizmente, gostaria de fazer elogios, mas ainda não dá, bjs

Diogo disse...

Bem Karina, tenho problemas com conceitos de natureza humana, não consigo concebê-los. Para mim é impossível saber o que faz parte dessa tal natureza humana, seria necessario conhecer todos os homens de todos os tempos, passados e futuros, e entendê-los verdadeiramente; para depois tentar conceituar sua natureza. Trabalhamos sempre com base no que vemos e conhecemos, e isso é pouco. Por isso, prefiro negar a existência de uma natureza humana, e aceitar o fato de que os homens são dferentes e cada qual possui suas condutas e potencialidades não externadas. Também nego o homem como essência, para mim o homem se cria, se faz; aqui fico mais próximo aos existencialistas. Não sei se o homem é bom ou mal, mas se tivesse que escolher o que defender, defenderia que o homem é bom, pois o contrário nos trás muitas complicações. Enfim, concordo plenamente com o que vc fala da escola. A escola hoje reflete que modelo de sociabilidade adotamos, a sociabilidade autoritária, e a caba sendo um desdobramento da família.

Abraço

Monarca disse...

Muito legal o blog, quero parabenizar a Karina por ele.

Bem, em meu comentário tenho que concordar com o camarada acima: é preciso ter cautela quando se fala em natureza humana, no sentido de não nos enredarmos num essencialismo desnecessário. Nesse ponto também me vejo como um existêncialista e penso que o mais sensato que se pode afirmar é que o homem é o que ele faz de si mesmo. Em sendo assim, não discordo que em determinadas épocas podemos apenas ver uma natureza vil e "humanamente" desumana, mas isto é tão somente uma condição, a qual pessoas como a Karina nos ajuda a refletir sobre.

Um abraço.
Monarca

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás