O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

27 de ago de 2009

Agência de noticias anarquistas - ANA


Enquanto a economia global fica moribunda, uma série de grandes projetos de desenvolvimento capitalista, como a construção de apartamentos de luxo e complexos comerciais, que estavam ameaçando as nossas casas e bairros, são colocados em stand-by.

Mas, ao mesmo tempo, este novo ciclo de "crise" do capitalismo, gera milhares de desempregados, sufocados por dívidas e sob um risco iminente de serem expulsos de suas casas. Em vez de abrigar os pobres, em muitos espaços vazios ou cancelar as suas dívidas, os governos socorrem os bancos para salvar este sistema podre e reprimir aqueles que resistem.

Enquanto resistência ficamos na defensiva por muito tempo, e é a hora de conduzir a luta, atacando o capitalismo onde ele está frágil e quebrando as correntes, para ocupar casas e criar espaços em que podemos rejeitar relações de mercado, partilhando conhecimentos adquiridos através da luta, numa dinâmica ofensiva.

De Dijon a Berlim, em dezenas de locais onde as atividades ocorreram em defesa dos squatters e espaços autônomos, em abril de 2008, novos grupos foram formados, as redes têm se intensificado, mais e mais pessoas estão envolvidas em lutas.

Enquanto movimento, acreditamos que o poder e a dominação devem ser combatidos de várias maneiras - apelamos a ações descentralizadas, coordenadas e de confronto em 18 e 19 de setembro de 2009.

Organizemos a nossa revolta!

Ocupemos, resistamos, criemos!

Apelo lançado após o encontro inter-squatter britânico que teve lugar em Bristol, nos dias 14 e 15 março de 2009.

http://squatmeet09.wordpress.com/

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás