O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

18 de nov de 2009

10º Festival de Cinema Anarquista



O Festival de Cinema Anarquista de Chicago foi realizado em nove ocasiões anteriores. Este ano [2009] o nosso Festival de filmes superou as nossas expectativas e do número de lugares disponíveis. Conseguimos levantar fundos suficientes para pagar as despesas e fazer pequenas doações a projetos locais importantes. À nossa caixa postal chegaram filmes da Inglaterra, Irlanda, Alemanha, República Checa, Palestina, Israel, México, Brasil, Argentina, Canadá e até dos Estados Unidos.

O tema deste ano [2010] é Crossing Borders (Cruzando as Fronteiras).

Toda noite vamos escolher alguns filmes colocando o nosso olhar sobre as lutas que acontecem em todo o mundo. No local, convidaremos as organizações de apoio baseadas em Chicago, grupos da cidade que estão envolvidos em uma luta similar, para que nos contem sobre suas lutas e participar dos debates após a exibição dos filmes.

Para o 10º aniversário do Festival estamos planejando a participação direta dos cineastas. Por favor, entre em contato se estás interessado em vir para o Festival de Cinema e compartilhar seu talento e/ou experiência conosco.

Se você tem um filme, em nosso site estão disponíveis as condições e o formulário de participação. O Festival de Cinema será realizado durante duas semanas (seis exibições diárias, talvez sete) em maio de 2010. Prazo para entrega dos filmes: 1 de abril de 2010.

Formulário de inscrição: http://home.comcast.net/ ~ more_about_it/

Ou escreva para: caff@riseup.net

Torne-se nosso amigo: http://www.myspace.com/chiaff


agência de notícias anarquistas-ana


O silêncio, sim,
interrompendo o canto
dos pássaros.


María Pilar Alberdi

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás