O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

30 de dez de 2009

26 de dez de 2009


Nascido em 10 de janeiro de 1859 na Catalunha, Francisco Ferrer y Guardia é conhecido como o grande organizador da experiência da "Escuela Moderna" de Barcelona.

"[...] a escola moderna tenciona combater todos os preconceitos que impedem a emancipação total do individuo, e é por isso que ela adota o racionalismo humanista, que consiste em inculcar na infância o desejo de conhecer a origem de todas as injustiças sociais a fim de que, por esse reconhecimento, ela possa, em seguida combatê-la e opôr-se a elas."
Francisco Ferrer y Guardia


Contando com colaboradores em todo o mundo, Ferrer inspirou discipulos, defensores de uma educação crítica às formas de dominação, mista entre os sexos e as classes, laica e sem prêmios nem castigos.

Há exatos cem anos sua execução marcou a imprensa operária. Perseguido pelo Estado e pela Igreja é preso, acusado de mentor intelectual de agitações na Espanha, sendo fuzilado em 13 de outubro de 1909.

Protestos contra o ocorrido renderam repressões e prisões ao movimento operário de todo o mundo, mas o método e a filosofia de educação de Francisco Ferrer y Guardia, se espalham por diversos países, inclusive o Brasil.

è uma otima leitura para quem se interessa pela educação libertaria
http://www.4shared.com/file/31103106/484a3d6b/Ferrer_y_Guardia_-_La_escuela_.html?s=1

22 de dez de 2009

18 de dez de 2009

Educação em foco


Para que los hombres sean morales, es decir, hombres completos en el pleno sentido da palabra, son necesarias três cosas: um nascimiento higiênico, uma enseñanza racional e integral, acompañada de uma educación fundada em el respeto al trabajo, a razón, a la igualdad y a la liberdad, y um medio social donde cada individuo, disfrutando de su plena liberdad, fuera realmente, de derecho y de hecho, igual a todos los demás.

(BAKUNIN)

12 de dez de 2009

In flores


fosse eu
filha das pedras
para encontrá-las
,minhas mães,
no meu caminho, sempre
me sentava aos seus lados
e falaria
do que encontrei:

gente doente
morrendo
mas principalmente
gente nascendo
num esforço de beleza caótica
num caótico esforço à vida

8 de dez de 2009

Dinamarca reforça o seu poder de polícia contra manifestantes “radicais”


[Na Dinamarca, foi aprovada uma nova legislação que aumenta as penas de prisão por atos de desobediência civil e dá amplos poderes de detenção à polícia. Anarquistas e ecologistas radicais estão na “lista negra” das forças da ordem e não são bem-vindos na Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP 15) de Copenhague, que começou na manhã de ontem.]


Dias atrás o parlamento dinamarquês, dominado por liberais e conservadores, com o apoio de partidos de direita, aprovou uma nova legislação que reforça os poderes da polícia em manifestações públicas. Esta lei, proposta pelo Ministério da Justiça, visa estabelecer sanções judiciais para evitar “excessos” durante as duas semanas da conferência da ONU sobre mudanças climáticas. O ponto alto das mobilizações será o evento internacional de 12 de dezembro.

A nova lei dá amplos poderes à polícia, permitindo a prisão preventiva de ativistas e elevando as penas contra as ações de desobediência civil. A polícia dinamarquesa poderá prender manifestantes durante um período de doze horas (contra seis anteriormente), se eles suspeitarem que estes desejem “quebrar a lei”.

Se a polícia considerar que os manifestantes têm perturbado o bom andamento do seu trabalho, poderá prendê-los por até 40 dias, após a decisão de um promotor de justiça. Também multas por atos de desobediência civil (agrupamentos após a dispersão de uma manifestação, por exemplo) aumentaram drasticamente. Podia chegar a 403 €, agora pode chegar a € 603.

O ministro da Justiça dinamarquês, Brian Mikkelsen, membro do Partido Conservador, disse a um jornal local que o governo tem a responsabilidade de tomar medidas contra aqueles que desejam sabotar o trabalho da polícia e da democracia. "Nós sabemos recentemente, através da internet, que os ativistas anarquistas estão planejando ações violentas durante a conferência. E nós queremos ter ao nosso dispor um quadro legal sólido e coerente diante da agitação civil".

“Lista negra” da polícia

Anarquistas e ecologistas radicais, e mesmo pacifistas, do exterior devem se preparar para ser rejeitados na fronteira dinamarquesa durante a cúpula do clima. O risco é especialmente alto se ele estiver no “lista negra” da polícia.

"O problema é que [os anarquistas] se escondem entre os manifestantes pacíficos. Então eu não vou negar que pode haver várias pessoas [pacíficas] presas por engano. Mas temos que correr esse risco se queremos evitar problemas", disse um funcionário de alto escalão em matéria de controle das fronteiras da Dinamarca a um jornal local.

A polícia acredita que “na maioria dos casos será capaz de distinguir entre ativistas pela paz e desordeiros, simplesmente porque os guardas de fronteira sabem apontar se ele ou ela se assemelha a um ativista criminoso”, contou o funcionário, acrescentando: "Nós não julgamos as pessoas pela sua aparência, mas consideramos outros fatores também. O controle não é dirigido contra as pessoas comuns, mas contra aqueles que apenas querem promover a violência e o vandalismo".

A polícia dinamarquesa não tem claras as características definitivas dos tipos de ativistas que estão em sua “lista negra”, mas alguns pontos listados são:

"Se você vier com a adesão de um grupo que não reconhece as regras democráticas em nossa sociedade, como anarquistas, vamos dizer não, obrigado pela visita. Não há nenhuma razão para perguntar sobre violência e vandalismo”.

"Trabalhamos em conjunto com outras polícias, e se os ativistas são conhecidos nos registros internacionais, como alguns que participaram de motins, eles também não estão autorizados a entrar”.

“Também vão ser recusado o acesso de ativistas com armas, máscaras de gás, ou qualquer coisa que indique que você irá participar de uma manifestação”.

agência de notícias anarquistas-ana




Nos bambus já escuros,
morcegos, daqui, dali,
também sem destinos.
Alexei Bueno

3 de dez de 2009

Sexualidade...



RESUMO: Diante da grande quantidade de informações sobre sexo, antes omitido e agora escancarado, que são mal interpretadas, muitas vezes pela maneira que estas informações são expostas em casa, pela TV, internet, no convívio social dentro e fora da escola, surge a necessidade de aprofundar os estudos e pesquisas sobre sexualidade na formação dos profissionais da educação. Uma vez que, ao aprofundar tal conhecimento eliminam-se preconceitos e censuras sobre a sexualidade humana, desconstruindo a concepção equivocada de que sexualidade é sinônimo de ato sexual. Por se evitar um aprofundamento na discussão sobre sexualidade, e por se determinar histórica e culturalmente este assunto como sendo vergonhoso e censurável, é que observamos como as educadoras e educadores lidam com essa herança cultural de preconceito perante a realidade do desenvolvimento sexual das crianças, pois, este faz parte da natureza humana e tem fundamental importância na formação da personalidade. A sexualidade está presente no desenvolvimento da personalidade e também do comportamento e do sentimento infantil, ligados sempre à motivação que a criança possui para interagir socialmente com outras crianças e com os adultos. A partir disso, revemos as concepções sobre sexo e quebramos conceitos culturais, sociais e até políticos sobre como lidar com a sexualidade. Muito antes da sociedade contemporânea moderna, a idéia era que as crianças não possuíam sexo e assim não deveríamos nem comentar sobre sexualidade infantil, para que esta não se manifestasse como afirma os estudos de Foucault (1999). Era então, confiscada pelo grupo social vigente, a burguesia, o direito de se discutir sobre sexualidade. Trabalhamos contra o tempo na constante vontade de mostrar que nossas crianças possuem sexo e sexualidade e que podem e precisam falar sobres eles, tornando-se conscientes do corpo e da sua afetividade, construindo assim, conhecimentos sobre si mesmas, e sobre o mundo que as rodeiam. Para que haja qualidade na educação sexual é preciso utilizar os meios de comunicação como instrumento real para falarmos sobre sexualidade, já que estes meios como influenciadores e formadores de opiniões, muitas vezes não educam, apenas transmitem idéias superficiais e equivocadas. Também para os pais, as expressões educativas necessárias sobre o assunto só serão adquiridas com esforço e estudo, o que implica na compreensão de que a sexualidade deve estar presente na vida sem vulgarizações ou posições radicais. Devemos estudar para promovermos discussões sobre a história da sexualidade e sobre o desenvolvimento psicossexual. Depois das fundamentações dos estudos de Freud foi se desvinculando na sociedade certos conceitos e por mais que esta o achasse louco até hoje carrega suas orientações. A partir dessa maneira de estudar sobre sexualidade observamos que o ser humano e seu comportamento é bastante condicionado pela sexualidade. É notório que uma abordagem pedagógica e psicológica nos distanciará de um sistema educacional que distrai nossa visão sobre a realidade e verdadeira necessidade educacional. Portanto, observamos que existe uma carência de discussão e desconstrução de tabus e costumes entre os profissionais de educação, especificamente na infância. Neste sentido, foram promovidas oficinas com professoras e aluno/as de educação infantil com o objetivo de abrir espaços de estudos sobre o desenvolvimento psicossexual, com atividades vivenciadas que promovessem troca de experiência entre os profissionais de creches públicas estaduais e alunas do curso de pedagogia da UEPB. Nos encontros que aconteceram em três etapas buscou-se conscientizar sobre a importância de se evitar inúmeras situações constrangedoras e castigos desnecessários, violência e abusos sexuais sofridos pelas crianças, o que confunde e traumatiza a percepção das mesmas sobre o corpo e a sexualidade. É importante abordar na escola de maneira pedagógica e humana a educação e orientação sexual diante desta realidade social, levando em consideração que a escola é vida e não um recorte dela, nossa busca por metodologias e estudos deve ser maior que todos os problemas existentes.

PALAVRAS CHAVE: Sexualidade, desenvolvimento psicossexual, desenvolvimento infantil.

km

ps. resumo do artigo apresentado no II forum internacional de pedagogia...

JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás