O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

3 de dez de 2009

Sexualidade...



RESUMO: Diante da grande quantidade de informações sobre sexo, antes omitido e agora escancarado, que são mal interpretadas, muitas vezes pela maneira que estas informações são expostas em casa, pela TV, internet, no convívio social dentro e fora da escola, surge a necessidade de aprofundar os estudos e pesquisas sobre sexualidade na formação dos profissionais da educação. Uma vez que, ao aprofundar tal conhecimento eliminam-se preconceitos e censuras sobre a sexualidade humana, desconstruindo a concepção equivocada de que sexualidade é sinônimo de ato sexual. Por se evitar um aprofundamento na discussão sobre sexualidade, e por se determinar histórica e culturalmente este assunto como sendo vergonhoso e censurável, é que observamos como as educadoras e educadores lidam com essa herança cultural de preconceito perante a realidade do desenvolvimento sexual das crianças, pois, este faz parte da natureza humana e tem fundamental importância na formação da personalidade. A sexualidade está presente no desenvolvimento da personalidade e também do comportamento e do sentimento infantil, ligados sempre à motivação que a criança possui para interagir socialmente com outras crianças e com os adultos. A partir disso, revemos as concepções sobre sexo e quebramos conceitos culturais, sociais e até políticos sobre como lidar com a sexualidade. Muito antes da sociedade contemporânea moderna, a idéia era que as crianças não possuíam sexo e assim não deveríamos nem comentar sobre sexualidade infantil, para que esta não se manifestasse como afirma os estudos de Foucault (1999). Era então, confiscada pelo grupo social vigente, a burguesia, o direito de se discutir sobre sexualidade. Trabalhamos contra o tempo na constante vontade de mostrar que nossas crianças possuem sexo e sexualidade e que podem e precisam falar sobres eles, tornando-se conscientes do corpo e da sua afetividade, construindo assim, conhecimentos sobre si mesmas, e sobre o mundo que as rodeiam. Para que haja qualidade na educação sexual é preciso utilizar os meios de comunicação como instrumento real para falarmos sobre sexualidade, já que estes meios como influenciadores e formadores de opiniões, muitas vezes não educam, apenas transmitem idéias superficiais e equivocadas. Também para os pais, as expressões educativas necessárias sobre o assunto só serão adquiridas com esforço e estudo, o que implica na compreensão de que a sexualidade deve estar presente na vida sem vulgarizações ou posições radicais. Devemos estudar para promovermos discussões sobre a história da sexualidade e sobre o desenvolvimento psicossexual. Depois das fundamentações dos estudos de Freud foi se desvinculando na sociedade certos conceitos e por mais que esta o achasse louco até hoje carrega suas orientações. A partir dessa maneira de estudar sobre sexualidade observamos que o ser humano e seu comportamento é bastante condicionado pela sexualidade. É notório que uma abordagem pedagógica e psicológica nos distanciará de um sistema educacional que distrai nossa visão sobre a realidade e verdadeira necessidade educacional. Portanto, observamos que existe uma carência de discussão e desconstrução de tabus e costumes entre os profissionais de educação, especificamente na infância. Neste sentido, foram promovidas oficinas com professoras e aluno/as de educação infantil com o objetivo de abrir espaços de estudos sobre o desenvolvimento psicossexual, com atividades vivenciadas que promovessem troca de experiência entre os profissionais de creches públicas estaduais e alunas do curso de pedagogia da UEPB. Nos encontros que aconteceram em três etapas buscou-se conscientizar sobre a importância de se evitar inúmeras situações constrangedoras e castigos desnecessários, violência e abusos sexuais sofridos pelas crianças, o que confunde e traumatiza a percepção das mesmas sobre o corpo e a sexualidade. É importante abordar na escola de maneira pedagógica e humana a educação e orientação sexual diante desta realidade social, levando em consideração que a escola é vida e não um recorte dela, nossa busca por metodologias e estudos deve ser maior que todos os problemas existentes.

PALAVRAS CHAVE: Sexualidade, desenvolvimento psicossexual, desenvolvimento infantil.

km

ps. resumo do artigo apresentado no II forum internacional de pedagogia...

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás