O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

6 de jul de 2010

Pegue a sua dinamite agora. Você deve ter uma guardada por aí.

Em toda tua existência você tem sido cuidadosamente monitorado e controlado. Tu és um escravo do Status Quo. Como o resto da população mundial, você é um zumbi.
Quem está te fazendo isso?
Quem está te forçando a entrar na Camisa de Força da Realidade?
Tu estás.
Sim, tu. Tu és um escravo da sua própria mente.
Sua mente diz a você o que não pode, o que não deve, o que não é permitido. E tu acreditas nisso.
Sua mente diz a você que tu não serás bem sucedido, e pronto! Você falha. Você falha, por que você acredita no que o „senso comum‟ diz a você!
Então exploda sua mente!
Caia fora do „senso comum‟. Esqueça a Realidade. As Leis da Física são apenas diretrizes de qualquer forma.

Abra
seus
olhos
e
veja
como
sua
mente
mente
pra
você.

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás