O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

30 de mar de 2011

Ressentimento


“Ah! Essas bisonhas figuras pagas para chorar. Que choram por encomenda!”

Secreção nefasta a desse sentimento que ressente, ao dar por si o embuste em que vive,

Ora!

Afirma-se “um cego não pode guiar outro cego”,
Forma-se hipocrisia, essa auto-intoxicação com pseudo-s conseqüências

Pseudo-educação
Pseudo-política
...
Revestimento travestido de uma ridícula “aura” de pureza e santidade. Elitiza, eletriza!

Essa ação educativa “elitizante”; onde nesta frase todos os termos são distorcidamente interpretados, determinante por uma situação social precária, a mercê de alguns realismos que a nós alguns juram mais nítidos que a realidade
Mal concebidos vivemos um tardio alvorecer!

Pensar sobre isso, não é concordar. É apenas constatar bagagem humana, não existe um contorno, existe reflexão, revolta, consciência e ação que por ser ciente, acredita-se diferente!

29 de mar de 2011

Escarro


Arte: Magrite

O pensamento burguês se moldou e nos moldou ao longo dos séculos, Marx o associou ao capital, porém ele vai muito alem disso... Envolvem todos os campos de pensamento humano, nossa sexualidade, moral, afetividade, etc. influencia em nosso desenvolvimento cognitivo através de suas influências no meio em que vivemos.

Impõe o que é certo e o que é errado, ditando assim a moral e os bons costumes, censurando nosso livre pensar questionar e criticar o que é imposto para a manutenção de uma vida onde se privilegia apenas os ditos burgueses e suas vidas de porcelana.

Hoje em dia temos mais informação por isso há a ilusão de certa liberdade ao conhecimento. Porém nossa educação oficial ainda segue os ditames do pensamento burguês, onde filho de peixe, peixinho é, apesar de existir resistência a tudo isso ele se impõe através da mídia, do Estado, da policia etc. estabelecendo os gostos e desgostos de uma sociedade acrítica e amorfa.

28 de mar de 2011

Rabisco ordinário


Parei !

Certo momento durante aqueles segundos de tempo
parou de ver,
não inconsciente mas incrédula.
Em mim, percebo o descaso
Em você a farsa
Em nós o ódio e por fim o amor
Minha cabeça explode, e nos loucos versos, as palavras

Transformam
O cotidiano (mentira vivida por todos nós, pós-modernistas, contemporâneos ao lote, nosso código de conduta)
Começamos a viver em uma terra de cegos, onde quem tem um olho é político, e se ouve, seja qual for à politicagem praticada será em prol de alguém, alguns, todos ou nenhum...
Compreendemos
Aprendemos
Qualquer coisa?
Nada contra coisas, é que se for qualquer, fica aquela coisa meia solta no varal, onde qualquer vento a derruba.
Condicionamentos existem porque nossa vontade racional e ao mesmo tempo primitiva**- de primeiro éramos carne e agora somos carniça**- narcísica, reconhecer o narcisismo humano ajuda a perceber o quão egoísta é essa vontade de dominar o outro, subjugá-lo, ofendendo a igualdade a cada instante
vivemos nossa era...

“A compreensão, por vezes, surge como uma imposição unilateral de uma condição.”

kM

21 de mar de 2011

De Piratas e Pirataria






De início, a pirataria é vista como um problema que necessita de soluções militares, se não globais!

“Alguns politiqueiros correm a seus microfones para dizer que os piratas são “meliantes”, "criminosos”, ou em último ataque “terroristas contra o Ocidente”.

Tais pronunciamentos quase sempre me deixam pasmo, ou em melhor dos casos, em dúvida, porque detrás destes eventos, existe uma história que clama por explicação.

Se a pirataria é um crime quando quem os faz são indivíduos, o que é quando quem os faz são os Estados?

Quem vai negar que os Estados Unidos roubam e dão calote nas populações nativas deste continente? Ou que milhões de pessoas foram roubadas na África para trabalharem por séculos aos brancos norte-americanos?

Isso é pirataria? Ou simplesmente “política”?

A pirataria ocorreu nos séculos XVII e XVIII, graças a conflitos entre poderes coloniais (com os “corsários” britânicos, por exemplo, que roubavam navios espanhóis com a proteção da Coroa), ou simplesmente à procura de dinheiro.

Como nada se tinha comentado em relação ao governo somaliano por uma geração, então: o que mais é a pirataria de hoje, senão uma forma de ganhar a vida, quando não um modo muito perigoso?

Há alguns anos, a administração Bush armou e incitou a Etiópia a invadir a Somália. Isto não é pirataria de Estado?

Quando os Estados Unidos invadiram o Iraque em 2003 removendo seu governo, impondo sua forma de governar, bombardeando indiscriminadamente a população e forçando ao exílio um terço da população do país, tudo fundamentado em mentiras – isso não foi pirataria, sob o signo da “segurança Nacional”?

Os piratas fazem negócio por menos, as nações por muito mais!

Quem são os “meliantes”, os “criminosos”, os verdadeiros piratas?

Pelo que se sabe nenhuma quadrilha de piratas jamais roubou uma nação.

Adivinhem quem faz isso?

Mumia Abu-Jamal - há mais de 25 anos no corredor da morte.

20 de mar de 2011

Dois gigantes da América


Leia a abertura do dossiê Brasil e Estados Unidos, que mostra a relação e como os dois países se veem mutuamente

“A paixão dominante é a especulação, o espírito público. O dinheiro é a única virtude que ambicionam”.
A frase é do diplomata Hipólito da Costa, cravada sem meias palavras em seu diário de viagem à Filadélfia, em 1799.

Este juízo sobre os norte-americanos volta e meia aparece entre nós, ou melhor, quase sempre. Poderia ser inveja dos primos ricos, diriam uns, ou apenas implicância entre irmãos, diriam outros. Mas se focarmos os dois países com mais atenção – nem é preciso uma lupa muito grande –, logo surge a dúvida: e por acaso somos parentes?

Há semelhanças entre eles: nasceram no mesmo continente, foram colônias de europeus, baseadas no sistema escravista, são gigantes em termos territoriais... Mas as diferenças também existem, e são muitas, a começar pela língua. Um exame de DNA talvez pudesse identificar ancestrais comuns. Neste caso, onde foi que nos perdemos um do outro? Ou será que nunca estivemos juntos?

Dossiê Brasil e Estados Unidos contém artigos e a reportagem sobre as diferenças e similaridades entre os dois países, além de abordar questões como religião, escravidão, religião, imigração e sistema eleitoral. Na edição de março, nas bancas.

via http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=3640

17 de mar de 2011

Erykah badu didn't cha know live




Certa vez um corajoso advertiu

__ A grande invenção da vida é ter sido tornado-a em sobrevivência.

(parafraseando Humberto Fonseca)

"O Sol caminha para a constelação do Aquário" nem governos, nem sacerdotes...


Maria Lacerda de Moura - 1933


Duas fórmulas de ética abrangem todos os problemas humanos. E quando a humanidade as realizar, terá encontrado a chave da palavra perdida e o caminho do paraíso terrestre.

Mas, só no dia em que os homens, em vez de querer dominar os outros, sentirem que têm de dominar a si mesmos – porque o inimigo está dentro e não fora de nós...

A primeira fórmula de ética vem da sabedoria antiga, do Templo de Delfos. A sabedoria moderna acrescentou-lhe um poema de beleza e harmonia:

“Conhece-te a ti mesmo” – “para aprenderes a amar”.

A segunda é conseqüência da primeira:

“Unir ao individualismo dos espíritos o comunismo das mãos” – liberdade e auxilio mÚtuo. Pensamento livre, livre consciência e trabalho manual para todos.

É para a realização dessas duas fórmulas de ética que a humanidade caminha no meio do desmoronamento fragoroso da civilização de partidos autoritários e ambições desenfreadas de poder e riqueza, no meio da queda caótica de um mundo envilecido de crimes bárbaros e de erros sanguinários. E há de caminhar, apesar do desencantamento das paixões, no despertar dos instintos de animalidade baixa e na cultura sistemática da Ignorância das massas, escravizadas no servilismo e na domesticidade dos aplausos incondicionais a todos os donos e déspotas do gênero humano.

De novo o homem se sente, petrificado na sua inconsciência, diante da esfinge simbólica:

“Decifra-me ou eu te devoro...”

Quem será capaz de prever o caminho que vai tomar a sociedade – nesse caos de confusão, bestialidade, servilismo e ignorância?

Mas, os problemas sem solução, solucionam-se de surpresa.

Por sobre as nossas cabeças pairam as flamas das “idéias forças”. Não as vemos, mas, não é menos verdade que todas as crises humanas têm sido resolvidas – apesar dos homens – através de energias latentes, canalizando – sempre para uma evolução mais alta, individual, e uma consciência mais brilhante – os destinos dos seres colocados, como pontos de luz, na vanguarda dos povos, no mundo dos sonhos de fraternismo, no ciclo intelectual dos forjadores do porvir.

Acima de nós mesmo, acima de todos os despotismos, acima de todas as torturas – há uma força latente no homem – que o conduz a mais altos destinos, através do ideal de evolução e perfectibilidade.

É essa chama sagrada que perpetuou o espírito novo da raça judaica nesse povo de heróis que ressurgiu das fogueiras de todas as Inquisições, que se libertou da crueldade de todos os Torquemadas da política e da religião – para legar ao mundo – Freud e Einstein – os dois mais altos expoentes do pensamento cientifico moderno.

Havemos de decifrar o segredo simbólico da Esfinge.

E, um dia, todos os homens e mulheres da terra, sem distinção de raça, de casta, de cor, de sexo ou de nacionalidade, serão irmãos no auxilio mútuo e no respeito mútuo à dignidade da consciência livre – para mais alta evolução, através do tempo e para além do espaço...

Só nesse dia, só no dia da festa da realização interior de cada ser humano, só no dia da consagração do culto à Liberdade do semelhante (porque, hoje, todos sabem reivindicar a sua Liberdade, mas pisando por sobre a liberdade do que está mais próximo...) só no dia em que cada ser realizado sentir e gozar a alegria no coração dos outros seres, na comunhão dos sonhos e do labor, só nesse dia saberemos cantar a Paz e a Liberdade, e, por sobre as ruínas bárbaras dos troféus do direito da força – plantaremos a bandeira universal do Direito Humano.

FIM

15 de mar de 2011

Documentário: “O fim da civilização”


FIN:CIV (o fim da civilização) é um filme que examina a dependência à violência sistemática e exploração ao meio ambiente, que domina as culturas "civilizadas" ambientais. Os tópicos de “FIN: CIV” são baseadas nos livros "Endgame", do autor estadunidense Derrick Jensen, onde pergunta: se a vossa terra é invadida por alienígenas que destroem florestas, envenenando o ar e a água, e contaminam as colheitas, resistiria à ocupação?

A super-exploração dos recursos naturais é a principal razão pela qual as grandes civilizações morrem. Neste momento o mundo está em crise: a economia no caos, a escassez de petróleo, o aquecimento global fora de controle e desordem política. As manchetes de jornal repetem artigos atrás de artigos sobre a corrupção e numerosas traições ao confiante público. Somos testemunhas de como este sistema entra em colapso e em seu desespero tenta agarrar tudo o que pode, até não sobrar nada.

Dada toda esta destruição, vemos atos de coragem autêntica, por moradores nas zonas mais afetadas. “FIN: CIV” documenta atos heróicos de resistência, no seio das comunidades que sofrem a repressão contínua e a violência do sistema atual. Também “FIN: CIV” analisa os mitos mais comuns da esquerda e faz-nos analisar quais são as táticas que nos levará a um futuro melhor.

Derrick Jensen narra várias partes de “FIN: CIV” e faz um chamado a proteger a terra como se fosse nossa mãe. “FIN: CIV” desconstrói o sistema capitalista e os mecanismos que o perpetuam, com rápidas montagens, gráficos, comédia, animação e música. Também narra as histórias pessoais, nas quais os indivíduos fazem grandes sacrifícios para defender seus lares. "FIN: CIV" é um documentário para os nossos tempos, tempos em que devemos agir com firmeza, se quisermos salvar o que resta do planeta.

Trailer e mais infos sobre o filme:

http://submedia.tv/endciv/2010/10/12/finciv/

agência de notícias anarquistas-ana


o arrozal lindo
por cima do mundo
no miolo da luz

Guimarães Rosa

9 de mar de 2011

O segundo desembarque. Multinacionais espanholas na América Latina

Quinhentos anos depois da conquista da América, as multinacionais espanholas, com o apoio da diplomacia, das organizações financeiras internacionais e dos meios de comunicação, são os setores-chave das economias da América Latina.

É o segundo desembarque. Modernização, geração de emprego, redução da pobreza... foram apenas mitos. O saldo na forma de qualquer tipo de impacto não poderia ser mais negativo: dano ambiental, deslocamento populacional, escassez de alimentos e as deficiências dos serviços públicos privatizados, a deterioração dos direitos trabalhistas, violações dos direitos humanos e, em geral, pilhagem econômica e dos recursos naturais.

Frente a isso, hoje, uma vasta rede de organizações sociais nas regiões Sul e Norte coordenam suas lutas e resistência.

Um vídeo do: Observatório das Multinacionais na América Latina (OMAL) e Paz com Dignidade.

Roteiro, direção e produção: José Manzaneda.

Duração: 41 minutos.

Ano: 2010.

Baixe aqui: http://www.blip.tv/file/3723791#

agência de notícias anarquistas-ana


pétala amarela
a borboleta saltou
sem pára-quedas

João Acuio

5 de mar de 2011

In flores


Fotografia: black eyes

Um peso me esmaga o peito
O cinismo deprava-me a alma
Atina-me o juízo não vitoriano!
O riso é largo, mas...
Isso não significa nada
Km

1 de mar de 2011

In flores


Fotografia: Garry Winograndot

..


Homens sutís
são vistosos
queridos...
talentosos
visão o lucro
aos invisíveis
deixam a apenas
Nostalgia ao amor próprio.

km

JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás