O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

20 de mar de 2011

Dois gigantes da América


Leia a abertura do dossiê Brasil e Estados Unidos, que mostra a relação e como os dois países se veem mutuamente

“A paixão dominante é a especulação, o espírito público. O dinheiro é a única virtude que ambicionam”.
A frase é do diplomata Hipólito da Costa, cravada sem meias palavras em seu diário de viagem à Filadélfia, em 1799.

Este juízo sobre os norte-americanos volta e meia aparece entre nós, ou melhor, quase sempre. Poderia ser inveja dos primos ricos, diriam uns, ou apenas implicância entre irmãos, diriam outros. Mas se focarmos os dois países com mais atenção – nem é preciso uma lupa muito grande –, logo surge a dúvida: e por acaso somos parentes?

Há semelhanças entre eles: nasceram no mesmo continente, foram colônias de europeus, baseadas no sistema escravista, são gigantes em termos territoriais... Mas as diferenças também existem, e são muitas, a começar pela língua. Um exame de DNA talvez pudesse identificar ancestrais comuns. Neste caso, onde foi que nos perdemos um do outro? Ou será que nunca estivemos juntos?

Dossiê Brasil e Estados Unidos contém artigos e a reportagem sobre as diferenças e similaridades entre os dois países, além de abordar questões como religião, escravidão, religião, imigração e sistema eleitoral. Na edição de março, nas bancas.

via http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=3640

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás