O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

4 de mai de 2011

Uma vontade imensa

Saber que a realidade pode ser transformada nos abre caminhos, nos da oportunidade de criar possibilidades diferentes, de olhar sem pré-conceitos propostas como as da filosofia anarquista com sua vontade sem limites em prol da vida, com sua educação livre negando os autoritarismos existentes que afligem a alma. Tal coisa nos faz perceber a importância da coragem de levantar-se, tomar a rédeas de nossa existência e seguir com o sorriso largo apesar da revolta no coração.

Disseram-me certa vez: a consciência nasce com a revolta!

Que assim seja então.


É na busca da liberdade para todos os seres vivos que aprendemos com ela, a liberdade é construção, conquista nossa luta pessoal e coletiva, para os anarquistas este é o fim, pois com liberdade há igualdade... E a justiça enxerga, tira-se os argueiros e os devolvem a seus algozes!

Imagem via O Homem Revoltado

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás