O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

27 de jun de 2011

22 de jun de 2011

A vigência do Anarquismo

"Uma forma de VIVER!"

21 de jun de 2011

War

20 de jun de 2011

“As guerras são baseadas em mentiras para continuar alimentando o complexo militar-industrial”



[Entrevista com Alfredo Embid, coordenador da Associação de Medicina Complementar. Alfredo e sua equipe, além de trabalhar no campo da medicina alternativa, realizaram um trabalho incansável de denúncia contra aqueles poderes que utilizam sua hegemonia como classe social dominante à custa da saúde da população. Alfredo não é um desconhecido na CNT, pois contamos com sua presença durante anos nas jornadas libertárias, organizadas em diferentes cidades.]

Pergunta > Vocês estão para além da luta contra as armas radioativas e em defesa da saúde numa perspectiva de medicinas complementares, tem mais frentes abertas como a questão nuclear, a análise das diferentes versões do 11-S, as diferentes ocupações imperialistas dos Estados Unidos...

Resposta < Essas não são questões separadas. Começa denunciando que o complexo médico-industrial se tornou uma ameaça para a saúde, porque vive da enfermidade, fingindo ignorar que existem outras formas eficazes de tratá-la, mas também falsifica suas causas. Entre outras coisas, oculta o impacto sobre saúde das chamadas “armas de urânio empobrecido” - por exemplo, o perigo de partículas de um milésimo de milímetro liberado após o bombardeio de Bagdá, que levou apenas uma semana para chegar à Europa.

Inevitavelmente, tem se que constatar que as guerras que se utilizam são baseadas em mentiras, em especial a guerra contra o terrorismo, que é uma desculpa para substituir o ausente "inimigo comunista", continuar a alimentar o complexo militar-industrial e continuar roubando os recursos do mundo.

E é um fato que a insustentável versão oficial do 11-S serviu e ainda serve como uma desculpa para aumentar e estender a todo o planeta. O que aumenta a carga de radiação crescente, que é a origem de todas as doenças e danos ao patrimônio genético da humanidade.

P. > Sobre a questão nuclear, argumentam que há um acordo por parte de grandes organismos internacionais para ocultar dados a esse respeito.

R. < É essencial saber que os organismos oficiais da ONU como a OMS (Organização Mundial de Saúde), a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), o UNSCEAR (Comitê Científico das Nações Unidas sobre os Efeitos da Radiação Atômica) estão sujeitos à AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).

Por exemplo, desde 1959, a OMS está vinculada por um contrato à AIEA, que impede de prestar declarações, publicações e pesquisas sobre contaminação radioativa de forma independente. É por isso que, nos últimos 4 anos, há uma manifestação permanente, todos os dias do ano, fora da sede em Genebra, para denunciar sua cumplicidade.

A AIEA tem como objetivo promover a energia nuclear desde 1957. É sempre baseada nas recomendações do infame ICRP (Comissão Internacional de Proteção Radiológica). Esta organização foi lançada em 1950, a partir do NCRP - Conselho Nacional de Proteção Radiológica - uma organização, por sua vez derivada da AEC, Comissão de Energia Atômica, ambos criados pelo Pentágono em 1946. Era óbvio demais que os padrões de radioproteção fossem desenvolvidas pelos mesmos que tinham cometido o crime de Hiroshima e Nagasaki, então foi criado este organismo, a fazê-la parecer "internacional". Prova disso é que seus diretores iniciais foram os mesmos que dirigiam a NCRP: Lauriston Taylor, G. Failla e Karl Morgan. Desde então, ambas as organizações compartilham seus membros e são financiadas pelo lobby atômico. Os 13 membros do ICRP ainda são auto-nomeados e se auto-perpetuam impunemente, fora de qualquer controle democrático. Suas “recomendações” são baseadas em conceitos científicos ultrapassados e falsos sobre a segurança de baixas doses de radiação, ignorando os efeitos da contaminação interna e minimizando seus efeitos (em especial os genéticos) sobre a saúde mundial, para que o complexo nuclear industrial possa continuar funcionando e nos envenenando impunemente.

Seus pontos de vista determinam os programas da fraudulenta radiobiologia ensinada em todas as universidades; são fielmente executadas por todos os ministérios da saúde em todos os países e são a base para todas as agências da ONU, incluindo a OMS, para que círculo de controle da informação seja efetivamente fechado.

P. > E o que pode nos dizer sobre a Aids? Trata-se de um negócio farmacêutico, como tem acontecido com algumas quase esquecidas por todos, como ocorreu com a gripe A?

R. < Não só isso, a Aids é também uma forma de ocultar os efeitos da epidemia de drogas imunossupressoras orquestrada pelos poderosos como uma arma contra a população. É também uma maneira de renomear as doenças relacionadas com a pobreza crescente no terceiro mundo e contribuir para o seu despovoamento não tratando-as. Historicamente, foi uma maneira de reciclar o complexo industrial criado nos anos 70, com o suposto objetivo de "vencer o câncer", mas na verdade pretendia demonstrar a origem viral, como um álibi para ocultar as causas ambientais, que incluem em primeiro lugar a crescente contaminação radioativa. É também uma forma de aumentar o medo necessário para que as pessoas aceitem um mundo inaceitável e desenvolver comportamentos submissos e não solidários.

P. > Você conhece o documentário Zeitgeist? Que avaliação faz sobre ele? Você acha que tem ajudado muitas pessoas a abrir os olhos?

R. < Sim, tem peças aceitáveis, tais como o “11 de setembro”, mas outros pouco apresentáveis, como uma "alternativa" descarada e, obviamente, elitista, que pode ser visto no Addendum.

P. > Você acha que o trabalho que realizam pode ser descrito negativamente como uma contribuição para a chamada "teoria da conspiração"?

R. < Não, fornecemos sempre referências bibliográficas e links para documentar exaustivamente todas as nossas declarações, em alguns boletins, mais de 100. Por exemplo, a versão oficial do 11-S tem sido questionada por mais de 1000 arquitetos, bem como os físicos, químicos, cientistas e acadêmicos, incluindo os membros do exército e dos serviços de inteligência norte-americanos. O mesmo se aplica à versão ortodoxa, de que a Aids tem sido contestada por centenas de cientistas: epidemiologistas, virologistas, biólogos moleculares, inmunólogos e professores eméritos, incluindo três Prêmios Nobel. E sobre os efeitos ocultados de contaminação radioativa, são os físicos nucleares, epidemiologistas, geneticistas e membros das academias de ciência quem estão denunciando. Estes são casos graves de censura na ciência, que os “conspiranóicos” pretendem silenciar sem discuti-las.

P. >
Que avaliação faz do trabalho realizado pelo seu grupo desde sua criação em 2001?

R. < A contra-informação que proporcionamos tem sido transmitida em centenas de milhares de artigos e lida por milhões de pessoas. São elas e as gerações futuras que devem avaliá-lo.

Para obter mais informações sobre seu trabalho e as publicações editadas: www.amcmh.org e www.ciaramc.org

Fonte: Jornal CNT nº 379

agência de notícias anarquistas-ana

As flores do ipê

como fogos coloridos

explodem na mata.

Fausto Rodrigues Valle

16 de jun de 2011

Novo Libera e chamada para depoimentos!




Libera 149... rumo aos 150 números do Libera!
Saiu o novo número do jornal Libera! Acesse o link Publicações/Libera para visualizar ou baixar o novo jornal.

Libera 20 anos!

Em junho próximo o Libera irá completar 20 anos de publicação ininterrupta, chegando ao seu número 150. Hoje, o nosso informativo é o periódico anarquista de maior longevidade contínua na história do Brasil. O Núcleo de Pesquisa Marques da Costa (NPMC) está preparando um DVD comemorativo com todos os Liberas digitalizados, textos sobre a sua história e trajetória, e depoimentos de seus leitores. Pois é, você pode participar enviando até o final de maio para o email do NPMC (marquesdacosta@ riseup.net) ou da FARJ (farj@ riseup.net) seu depoimento escrito ou filmado dando sua opinião sobre o Libera, como você o conheceu, o que ele representa para você e para o anarquismo na sua região e no Brasil, etc. Sua contribuição é importante para a história da imprensa libertária no Brasil.






Fonte: http://www.farj.org

12 de jun de 2011

Caveira


Caveira
Ossos inchados
Monte de ossos
Poema travado
Feito por nó{s}
Andando sem sair do canto
No vento seco e fumaça de Santo Antonio
Morre afogado meu lamento amoroso!
km

9 de jun de 2011

malacabado...


Qual a força de um corpo?
Inerte esqueceu que há força?
Sempre há, então...
Sempre a poder!
Em instante de ficha caída, fui advertida:
“Seja como uma criança”
Nômades sempre desestabilizando centros de autoridades.
km

(1/6) The Coconut Revolution [Legendas em Português]

Uma história medonha



Esvaziou-se o corpo!
Agora eu vi o que aquela senhora queria me falar
Sacudindo-me os ombros... “abre o olho menina”.
Olhar o que?
Olhos abertos, atentos, estupefatos...
O ser se acaba entre o espirro e a baforada de fumaça,
Enquanto os pulmões queimam a mente não para
Pensamentos como contos de fantasmas
Cheio e sem graça, com gracejos a meia boca,
Pensamento carniceiro pode suar a frio, aquelas bagas do terror...
Será mentira como as viagens do deserto?
Então que venhas me falar de poesia!

km

6 de jun de 2011

Maria Lacerda de Moura: insubmissão e rebeldia



A minha saudação
Aos que me insultaram, aggrediram, calumniaram hontem; aos que me injuriaram, aggridem, calumniam hoje; aos que vão me offender, atacar, aggredir, calumniar amanhã

Não costumo responder aos ataques da imprensa. Nunca respondi, e não pretendo responder aos insultos, ás provocações, ás calumnias com que buscam me visar, atravez da independência com a qual defendo as minhas verdades interiores, injurias que não me attingem.

Ou melhor: emquanto eu estiver no goso das minhas faculdades mentaes e dentro do equilíbrio das idéas em harmonia com o meu caracter, emquanto a minha consciência for o meu único juiz, a benção de luz da minha vida interior – a resposta ao despeito, ao fanatismo, ao sectarismo, ás injurias, ás calumnias, será continuar a pensar e a viver nobremente a coragem excepcional de dizer, bem alto, o que penso, o sinto, o que sonho, embora toda a covardia do rebanho humano apesar dos escribas e phariseus da moral social.

As criaturas, eu nunca as alvejei pessoalmente nos meus escriptos. Os factos e os seres, delles me sirvo como pretexto para ensaios em torno do problema humano, sob o ponto de vista do meu individualismo, ou “vontade de harmonia”, para estudar a psychologia dos homens e das mulheres atrellados ao côche da vida social, para analysar, para escalpellar, para philosophar antes as dores do mundo que fez da vida, tão bella, a perversidade moral, legalmente organizada.

Chovam-me sapos de toda parte: eu os comerei sem repugnancia, com immenso prazer, que os sonhos me saltam da penna, e das mãos, já não cabem no coração a transbordar de Amor para toda essa pobre Humanidade céga de inconsciencia, de fanatismo, de ignorancia, em uma palavra, céga de ambição, e da “vontade de poder”. Não me defendo, nem accuso. Nem acceito D. Quixotes. O protesto público de solidariedade de dois ou tres amigos verdadeiros, não é a attitude humilhante da defeza: sou um individuo e não uma “dama”.

Uma só arma existe bastante forte, fundida no cadinho das verdades cósmicas, uma única apara e resiste aos golpes das aggressões, das ignomínias: é o Amor, é a piedade com que olhamos os desatinos de o todo gênero humano, arrebatando no torvelinho louco da civilização industrializada.

Não jogo as mesmas armas ou os mesmos processos por crime de injurias contra os meus inimigos de idéas: armas á minha disposição, atiro-as com desprezo aos pés dos moralistas ou dos duellistas fanaticamente patriotas, que dellas melhor se sabem servir.

Injurias e calumnias não se pagam com dinheiro, nem se resgatam com palavras offensivas, nem se lavam com sangue. A minha concepção da dignidade humana é outra.
As minhas armas são os meus sonhos, é a minha vida subjectiva, é a minha consciência, a minha liberdade ethica, é essa harmonia que canta dentro de mim, e toda a minha lealdade para commigo mesma; e eu não maculo a minha riqueza de vida, o meu thesouro interior, envolvendo-o na mesquinhez e na perversidade das leis dos homens ou misturando-o com dinheiro, essa cousa horrível que corrompe as consciências mais convencidas da sua fortaleza inexpugnável, e as escravisa, acorrentando-as à gehenna do industrialismo, as chocar-se umas contra as outras na engrenagem sórdida da exploração do homem pelo homem. (MOURA, Maria Lacerda de. A minha saudação. O Combate, São Paulo, n. 4824, p. 1, 27/09/1928)

Maria Lacerda de Moura se defendia de ataques ferrenhos por ter se manifestado contrária à morte e favorável à vida.

5 de jun de 2011

...


farpas encorajadas festejam
bebe-se
cheira-se
come-se
Cangotes abençoados [in nature]

Entre as liberdades alheias
Dias estranhos
sinônimo da situação, hipocrisia!
km

JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás