O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

20 de jul de 2011

Documentário: Emma Goldman, uma mulher muito perigosa‏

“Emma Goldman: An exceedingly dangerous woman”. Este é o título original do documentário de Mel Bucklin, que aborda a figura de Emma Goldman (Kaunas, 27 de junho de 1869 — Toronto, 14 de maio de 1940), considerada por mais de trinta anos como a inimiga pública número um dos Estados Unidos, não por cometer atos violentos, mas por utilizar a arma mais perigosa que está à mão de todo ser humano: a razão.

Com uma vida apaixonante, Emma Goldman, junto com Alexander Berkman, se encontrará no olho do furacão do movimento anarquista. Célebre anarquista de origem lituana, conhecida por seus escritos e manifestos radicais, libertários e feministas, também foi uma das pioneiras na luta pela emancipação das mulheres.

Veja o vídeo aqui, com legendas em castelhano:

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás