O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

14 de ago de 2011

Como?

A liberdade não pode ser concedida: precisa ser conquistada!
Max Stirner

É comum o uso da palavra liberdade nos meios de comunicação e na mídia, mas seu valor está perfeitamente encaixado e previsto na cultura de massa. Desde a “liberdade que cabe no bolso”, do cartão de crédito, passando por aquela de poder consumir um produto que está na moda, até o puro e simples consumo como ritual instituído em nossas vidas, o que há é o consenso de liberdade como algo associado unicamente às realizações pessoais provenientes daquilo que o dinheiro pode comprar. Somos educados a associar valores e status a objetos e situações, e que o ato de consumir tais valores materializados ou viver determinadas situações fabricadas seria liberdade. É “livre” aquele que consegue aproximar-se das situações modelo estereotipadas apresentadas de forma massificada pelo sistema, situações representadas por ícones do que seria o indivíduo realizado que alcançou a “liberdade”. “Livre” é aquele que não tem impedimentos no seu ritual de consumo, é a situação econômica que não restringe os “sonhos” a que somos amestrados a desejar

A liberdade é uma palavra que pode ser entendida de varias formas, em diversas situações, para alguns autores anarquistas a liberdade é uma construção, uma “invenção” humana (pode-se considerar), logo a liberdade esta intrínseca a varias outras palavras ou termos para sê-la completa, como por exemplo, o respeito, a responsabilidade, etc. se enganam aqueles que pensam que liberdade é sair por ai correndo e fazendo o que tiver na mente, a liberdade é algo humano, portanto é social, e como seres sociáveis sempre teremos nossas regras de convívio, por isso a liberdade se limita e por isso muita gente não acredita nela, ou discorda de tudo isso que escrevi aqui (o que acho saudável, pois a diferença é outra qualidade que torna nossa humanidade imprevisível).

Todavia a liberdade tem haver com escolhas, sendo assim, não há como negar sua existência, pois o que somos nós se não um amontoado de escolhas. E fica claro neste momento que as escolhas diversas que cada ser humano seleciona para sua existência constrói ou destrói as liberdades oferecidas, expressão, valor, juízo... Liberdade para ser e não ser!

A educação se torna muito valorosa no sentido de autonomia do pensamento para consolidar as liberdades, ou melhor, viabilizar na realidade que vivemos ou desejamos viver em nossa existência  individual e coletiva à liberdade de pensamento, escolha, razão, opção, identidades, regras e tudo mais que proporcionar as mentes e aos corpos a sensação de livre existir em comum com o mundo, e o melhor de tudo, como sujeito do mundo!
km

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás