O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

25 de set de 2011

"primavera árabe"

Este documentário francês, embora claramente posicionado a partir da perspectiva da União Europeia e da NATO, é a única documentação disponível diretamente na figura de um "ditador brutal" e para outros " líder da revolução". Além do ponto de vista, que visa a classificar como um terrorista Kadafi, este documentário permite que, se pudermos, olhando além da visão dos produtores, identificar o conjunto de duplo padrão que fez o império do capital da nação Líbia e da sua economia, e deixando-nos saber a história desse país distante e seu "líder político" desde a revolução de 1969, através do 70 e 80, o nacionalismo árabe, os movimentos revolucionários palestinos, até o início deste ano no meio da "primavera árabe", quando começou a revolta que o país hoje, em uma sangrenta guerra civil em que a OTAN apoia um lado (os rebeldes) e incansavelmente bombardeado civis e militares que defendem o regime exacerbando a crise e criando uma crise humanitária.

Desta forma, este documentário nos permite olhar mais fundo para formar suas próprias opiniões sobre a situação no Oriente Médio, a figura carismática do "líder", o Árabe Líbia (o suposto "estado das massas"), a guerra mídiatica contemporânea e tomar uma posição clara sobre a última intervenção da NATO, e analisar criticamente os processos de revolta, como o Oriente Médio e pode ser enquadrada, seqüestrado, talvez, pelo processo da nova ordem mundial.

Este documentário não representa o ponto de vista do PCS, e deve ser entendido, acreditamos, como parte da progaganda governo francês para justificar a sua participação na intervenção militar na Líbia.

assista aqui:

"Gaddafi: Our best Enemy"  (Subtitulos Español) from Sinapsis Santiago on Vimeo.

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás