O dito da vez


Cquote1.svg

A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

Cquote2.svg
Carlos Drummond de Andrad

27 de out de 2011

Educari


O ser humano forma seu caráter, seus gostos e desgostos cotidianamente, sendo a educação nossa principal formadora, tornando assim este desenvolvimento sobre uma educação que supra nossas necessidades de uma maneira saudável, o ar livre, à luz, a alimentação.


Ao desejar uma sociedade livre de opressores pensamos sobre a educação da maneira mais justa possível. Entendendo a palavra educação a partir do seu significado latino, composto por é e educari, sendo a educação do exterior para o interior. Logo a educação depende de todos e tudo, aprendemos uns com os outros e com o meio que nos cerca seja este natural ou social.


O que podemos esperar de uma sociedade que impede esta educação livre, rica e dinâmica, natural como à própria vida? O que deve aprender o homem? A viver.


Viver significa desenvolver todas as nossas faculdades, realizar todas as aptidões colocando em prática o conhecimento assim adquirindo-o, não somente para si, mas também para os demais, por isso é necessário saber, adquirir consciência, sobre o que significa: “ser humano”.


Para conseguirmos sermos humanos, homens e mulheres completos necessitamos de livre estudo e livre exercício de todos os nossos membros. Em nossa realidade o homem civil nasce, vive e morre em escravidão, “nossos pais pensam deste modo, devemos pensar como eles”, tal pensamento perpetua este servilismo construindo moldes, não seres humanos. Moldados por uma moral baseada na perpetuação desta sociedade nociva a liberdade do nosso desenvolvimento constante, pois tanto nós como nosso meio se modifica indefinidamente.


Estas modificações vitais a nós seres humanos e também a todo o ambiente que nos cerca tem como conseqüência a realidade, por isso pensar nelas de uma maneira justa baseando-se na liberdade para construir uma educação antiautoritária é necessário, preocupando-se com a construção do ser completo, sem segmentá-lo a operário ou intelectual.


Levando em consideração a educação como meio de transformação percebemos à escola como um campo politico-social onde podemos escolher perpetuar os costumes sociais vigentes ou transforma-los. Quando tomamos consciência desta politicidade, desta realidade sofrida que a educação oficial nos proporciona, torna-se possivel a partir de tais reflexões ocorrer mudanças significativas em nossa prática educativa, buscando alternativas entre nossos ideias e a realidade compreendendo que a educação é inseparavel da revolução.


A partir do principio de liberdade nosso ideal não pode força a realidade tornando este ideal uma norma, todavia não podemos nos acomodar com esta realidade educativa nada romântica. 
karina meireles

Nenhum comentário:

Postar um comentário

dizeres

JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás