O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

12 de dez de 2011

Lançamento: Pedagogia e Revolução



Faure, Reclus e outros são abordados por Grégory Chambat em Pedagogia e Revolução, questões de classe e (re)leituras pedagógicas, publicado pela Edições Libertalia.

Confinado somente a questão dos meios ou preso à querela artificial que opõe re(aça)publicanos e pedagogos, o debate sobre a escola é ainda hoje um impasse.

Propor uma releitura dos “clássicos” da pedagogia e questionar sua atualidade à luz das questões do presente é uma maneira de reativar essa inspiração revolucionária que guiou os educadores de ontem.

De Francisco Ferrer a Jacques Rancière, passando por Celestin Freinet, Paulo Freire ou Ivan Illich, se recolhem as crônicas publicadas na revista N”Autre École e se esboça os resultados de um século de práticas e de lutas para uma educação realmente emancipadora.

Esse percurso pedagógico alcança igualmente os caminhos esquecidos ou mais inacessíveis: o aporte do sindicalismo revolucionário, de Fernand Pelloutier a Albert Thierry ou a obra educativa da revolução libertária espanhola. Por que, se a posteridade conservou o traço de quaisquer das figuras invocadas aqui, ela não deve nos fazer esquecer que o combate para uma escola de liberdade e de igualdade foi sempre uma prática coletiva e social. No domínio da pedagogia, como dentro da ação militante, quem sabe o que está falando é aquele que fez parte...

Montaigne afirmou: “Educar, não é encher um vaso, mas acender um fogo”... é tempo de assoprar sobre as brasas!

O autor

No ensino desde 1995, Grégory Chambat trabalha com os alunos não francófonos num colégio de Mantes-la-Ville (78). Militante da CNT- educação, ele participa do comitê de redação da revista N'Autre école. Ele publicou Instruir para Revoltar, Fernand Pelloutier e a educação [N.T.: publicado no Brasil pela editora Faísca], sobre uma pedagogia de ação direta, e coordenou o livro de entrevistas École: une revolution necessaire (edições CNT).

Sumário

• Introdução

• Sobre uma pedagogia socialmente crítica...

• Um mito que tem a vida dura: a escola de Ferry segundo Jean Foucambert

• Às fontes do sindicalismo: nem curas, nem patrões, nem Estado

• “Instruir para revoltar”, Pelloutier ou a pedagogia da ação direta

• Albert Thierry, o homem presa de crianças

• Francisco Ferrer: uma escola para o Social?

• Espanha 1936: a escola faz sua revolução

• Korczak: a outra insurreição de Varsóvia

• “Uma sociedade sem escola?” Ivan Illich

• A pedagogia dos oprimidos de Paulo Freire

• Bourdieu e a escola

• Jacques Rancière: a escola ou a democracia?

• Freinet... longe?

Edições Libertalia: http://editionslibertalia.com/

Tradução > Tio TAZ

agência de notícias anarquistas-ana

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás