O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

30 de jan de 2012

A internet sitiada

Estamos falando sobre SOPA, PIPA, ACTA e esquecendo o nosso próprio retrocesso a liberdade de expressão figurada no projeto que chamamos de AI5 Digital de autoria do @deputadoazeredo



Petição Online:
http://new.petitiononline.com/veto2008/petition.html  

A Internet é uma rede de redes, sempre em construção e coletiva. Ela é o palco de uma nova cultura humanista que coloca, pela primeira vez, a humanidade perante ela mesma ao oferecer oportunidades reais de comunicação entre os povos. E não falamos do futuro. Estamos falando do presente. Uma realidade com desigualdades regionais, mas planetária em seu crescimento. 

Sendo assim ter a coragem de nadar contra a corrente, é para raros, com uma vontade criativa que exala para além dos cantos da casa, a cultura vivida transformada em motivação para ação coletiva onde o prédio, a física, se torna meramente ilustrativo aos saberes recriados por uma comunidade que  em conjunto se afirma, seja como cultura independente, seja como um grito de protesto aos obesos democratas que fingem a representatividade, dão o exemplo que querer é poder quando juntos nos tornamos voz.
     A autonomia já floresce, apesar dos espinhos...
km

25 de jan de 2012

Vamos ler, enquanto seu lobo não vem!


No Brasil, não temos tradição cultural no que diz respeito à leitura, vive-se em uma sociedade que pouco valoriza, desenvolve e estabelece tais práticas. Pode-se confirmar esta realidade, levando-se em conta que, pelas condições do desenvolvimento histórico e cultural do país, a leitura, enquanto atividade de lazer e atualização, sempre se restringiu a uma minoria de indivíduos que teve acesso à educação formal, e, portanto, ao livro.
Com o compartilhamento essa historia pode mudar, por isso leia e compartilhe a sua leitura.

E-books:

http://www.4shared.com/dir/1961667/662aacad/Livros.html

http://www.4shared.com/dir/1104012/94135a8/sharing.html

http://www.bpi.socialismolibertario.com.br/inicial.php

http://www.cedap.assis.unesp.br/cantolibertario/textos/textos.html#pedagogia


O homem não nasce livre como também não vive completamente escravizado, nascemos dependentes de outros e ao longo do desenvolvimento encontramo-nos... Construímos-nos!  

21 de jan de 2012

Documentário: Dia de festa.


DOC. DIA DE FESTA from Flávio Murilo B. de Freitas on Vimeo.

Documentário - Dia de Festa
Direção Toni Venturi
Direção de Fotografia - Flávio Murilo - Plilippe Lafaix 

Sinopse:
O documentário revela a vida de quatro mulheres líderes do movimento MSTC (Frente de Luta por Moradia) – Neti, Silmara, Janaína e Ednalva – que, à frente de centenas de famílias na luta por um teto, mostram que encontraram, no movimento, uma forma de manter a sensibilidade, a vaidade e, principalmente, a dignidade

19 de jan de 2012

brisa


Corpos suados
copos cheios
espalham-se pela sala
caixas
e os ouvidos desintegrados
reagem, co-existem
com som, rima e prosa
entre telhas e miados
dorme na sacada
a cadeira de balanço.
Km

18 de jan de 2012

16 de jan de 2012

MegaNão convoca: SOPA Blackout Brasil #SOPABlackoutBR


No dia 18/01/12 diversos sites, blogs e coletivos irão aderir ao #SOPABlackoutBR da forma que for possível. O ideal é que o site fique fora do ar por 12h (de 8h as 20h), para que as pessoas sintam realmente como seria terrível deixar de ter acesso ao site caso ele seja bloqueado pelo SOPA. O período de tempo e o fato de ficar totalmente fora do ar fica a critério de cada um.

Objetivo

 

Mostrar às autoridades Brasileiras e grandes grupos econômicos a posição da sociedade Brasileira em relação ao SOPA e demais práticas, normas, medidas judiciais e leis que ameaçam a liberdade na Internet, e aproveitar a oportunidade para expor as ameaças locais.

Por que aderir?

 

O SOPA apesar de ser um projeto de lei Americano, não afetará apenas os Estados Unidos, pois o país concentra quase todos os serviços e sites que utilizamos diariamente, e que podem ser afetados tais como Youtube, Facebook, WordPress, Google, Gmail, Twiiter, e muitos outros. Temos de lembrar também que muitos sites são hospedados nos EUA, mesmo sem ter TLD americano e outros fora dos EUA com TLD americano como (.com, .net, .org) em ambos os casos o site estará debaixo da legislação Americana.
SOPA também prevê instrumentos para bloquear os serviços de publicidade e pagamento online sob a jurisdição dos EUA, impactando qualquer site no mundo, apenas com base em uma denuncia de suspeita,e sem ordem judicial.
Os problemas não acabam por ai, o SOPA afetará profundamente a liberdade de expressão na Internet, todos os sites se verão obrigados a aplicar mecanismos de auto-censura, e filtrar toda atividade online de seus usuários para evitar serem bloqueados.
E junto com a lei Sinde na Espanha, Hadopi na França, o SOPA pode ser um terrivel instrumento de pressão para que demais países adotem legislações semelhantes. É importante lembrar que a Lei Sinde que aparentemente havia sido brecada por ativistas Espanhois, foi aprovada logo no inicio do novo mandato sob grande pressão Americana.

Como aderir

 

Qualquer forma de divulgação da ação é valida, estamos conectados em rede, qualquer pequeno esforço de cada um pode resultar em grandes impactos, veja algumas formas de agir.

Faça as pessoas entenderem o problema

 

Se cada um conseguir explicar para cinco pessoas os problemas envolvendo o SOPA e outros projetos de controle da rede, em pouco tempo teremos bastante gente engajada e informada. Falar sobre o assunto é muito importante, é um tema que afetará a todos nos e com esclarecimento e ação poderemos evita-los.

Divulgando a ação

 

Coloque em seu site um dos selos, se desejar crie um link para o Mega Não, ou para o post chamada no seu site.

Tirando seu site do ar

 

Se você possui um site com acesso via FTP, crie uma página index.html com sua mensagem de protesto contra o SOPA. caso não tenha idéia aponte seu site para algumas das páginas que estarão disponíveis no endereço http://ai5digital.com.br/ a partir de 15/01/12.

Tirando seu site parcialmente do ar

 

Se seu site estiver hospedado no WordPress ou Blogspot, é possível configurá-lo para apontar para uma página na home, crie esta página com a mensagem de protesto e deixe ela como a home do blog durante o dia da ação. Você também pode adotar a solução proposta pelo site “Direito de Ler

Twitter, Facebook, Orkut, Identica

 

Não poderemos parar de usar estas redes e ferramentas neste dia, pois eles serão muito úteis para disseminar a ação, não esqueca de usar sempre a tag #SOPAblackoutBR. Neste caso sugiro que troque seu avatar destas redes por um dos avatares da ação.

Quem esta apoiando

 

12 de jan de 2012

Partes



Em duas partes divide-se
das duas em quatro multiplica-se
já que partes existem
uma delas é poeta e a outra tocador
de poeta a astronauta
servidor  de estátua
tocador que ensina
que cada parte se parte
e se reparte sem fim...

vou escrevendo poemas

juntando partes de mim!

km

11 de jan de 2012

3 de jan de 2012

na boca da noite



Na boca da noite
se mira na lua
menina vaidosa
de saia e prosa
justa proposta,
rendada na praça
sentada no chão
sendo toda intenção
rabisca o carvão:

somos capazes de transformar pensamentos em palavras... ações e coisas...
e o que precisamos fazer
 pensar – agir – ser 
km

1 de jan de 2012

O futuro será baseado em anarquismo

 Entrevista com Roberto Freire:



 Os anarquistas consideram a possibilidade de uma realidade social livre de dogmas e repressões estatais, quando os indivíduos que coexistem adquiri consciência de sua importância na vida individual e coletiva, uma busca por autonomia que nos afirma no mundo como ciente da responsabilidade de construir nossa própria historia. km

A revolução por dentro das palavras





José Mário Branco - Sábado, 6 Outubro, 2007

Já nos aconteceu a todos partilharmos as mesmas idéias com amigos nossos e, no entanto, não haver entendimento entre nós acerca das palavras que usamos para definir e designar essas idéias. Isto deve preocupar-nos, porque “a falar é que a gente se entende”.

Em tempos, um amigo meu, que era revolucionário e comunista, foi destacado para desenvolver a organizar a luta política numa região (Trás-os-Montes) onde, pensavam-se, as pessoas estavam muito dominadas pelas idéias reacionárias dos padres e dos caciques ex-fascistas. Ele foi para a região e, numa tasca de aldeia, pôs-se à conversa com trabalhadores do campo que ali estavam a beber e a conviver. Evitou usar palavras como socialismo, comunismo ou revolução que, pensava ele, podia despertar a desconfiança ou a rejeição. Foi conversando sobre a vida “em geral” e lentamente, à medida que iam estando de acordo sobre as idéias simples (da democracia, da liberdade, da justiça social para acabar com diferenças entre pobres e ricos), ele ia explicando “os nomes dos bois”: isto é o socialismo, aquilo é o comunismo, aqueloutro é a revolução, etc.

No fim dessa conversa “cuidadosa”, um velhote virou-se para ele, e disse: “Essas coisas que nos explica são importantes; eu concordo com elas, concordo que a nossa sociedade devia ser assim… Mas há uma coisa que não entendo… Porque é que, a coisas tão bonitas, você dá nomes tão feios?” Para ele, os “nomes feios” eram as palavras “socialismo”, “comunismo”, “revolução”.
O que os separava não eram as idéias, as convicções, as aspirações para a sociedade, mas sim os “nomes feios dados a coisas bonitas”.

O ativista tem de tentar resolver este problema de comunicação. Mas, infelizmente, explicar as coisas verbalmente não é suficiente. As palavras acima referidas, que para mim correspondem ao interesse profundo das classes proletárias, foram (e continuam a ser) muito deturpadas de duas maneiras: primeiro, pela propaganda dos senhores do sistema, que não querem que haja essas mudanças na sociedade e, segundo, pelos erros e os crimes que foram sendo cometidos em nome dessas idéias.
A luta contra a propaganda do sistema é inevitável, faz parte da luta de classes, e só se pode combater com um contínuo trabalho de esclarecimento e educação política: libertar o espírito crítico das pessoas encontrando palavras comuns para as idéias comuns. A segunda dificuldade depende, no essencial, de sermos capazes de provar aos outros, na prática, que os nossos actos e os nossos métodos de atuação estão de acordo com os grandes princípios que defendemos.

No fundo, os ativistas da revolução não conseguem resultados palpáveis (para transformar a sociedade) sem ir fazendo, no seu íntimo pessoal, aquela revolução a que aspiram para os outros. Porque as palavras não são mais do que uma representação do mundo, material ou subjetivo. A acção (o que fazemos, como o fazemos) é que pode realmente transformar a realidade. O pensamento permite-nos compreender (tentar compreender) a realidade e traçar caminhos para intervir nela. E o discurso, sendo essencial para comunicar com os outros, é o resultado dessas duas coisas: acção e pensamento.

A luta pela democracia tem de ser uma escola de democracia; a luta pelo socialismo tem de ser uma escola de socialismo; a luta pelo comunismo tem de ser uma escola de comunismo; e a luta pela transformação revolucionária da sociedade tem de ser, em si mesma, uma espécie de antecipação dessa sociedade nova por que lutamos.

Enquanto houver, em muitos de nós, contradições visíveis entre estes três aspectos – ação, pensamento e discurso – as pessoas, com toda a razão, desconfiarão das nossas palavras e não se juntarão a nós para mudar a vida.

JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás