O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

7 de mar de 2012

[Espanha] Documentário: "Indomáveis. Uma história de mulheres livres"



[Indomáveis é a última produção de ZerikusiA. Com este trabalho tenta trazer à tona outra parte da nossa história, a que conta a experiência de Mulheres Livres.]

Comunicado:

Mulheres Livres foi uma organização autônoma, fora das estruturas de qualquer órgão do movimento libertário. Sem abandonar suas raízes anarquistas praticaram um feminismo obreiro. Tinham como objetivo preparar as mulheres a participar pessoalmente na revolução libertária. Ou seja, queriam formar as mulheres, que sofriam altos índices de analfabetismo, e atraí-las para o movimento libertário.

Tiveram que lutar contra uma cultura católica profundamente enraizada e, o mais doloroso, contra a indiferença, quando não o desprezo, de seus companheiros e companheiras libertários. Apesar de ter alcançado mais de 20.000 afiliadas só na zona republicana, nunca foram aceitas como parte do Conselho Geral do Movimento Libertário. Com este documentário tentamos descobrir o que pensavam, qual era sua abordagem política e como desenvolveram o seu trabalho.

Para conseguir isso foram entrevistadas duas protagonistas diretas desta história, Conchita Liaño e Sara Berenguer. Ambas tinham parte ativa e na linha de frente nos dias de 36. Ambas com uma bagagem política e humana considerável.

Além disso, consultamos escritoras e historiadoras como Laura Vicente, que nos colocou na história. Também falamos com Martha Ackersberg, professora do Smith College, em Massachusetts e autora do livro “Mujeres Libres de España”, que nos traz mais perto da situação política no início dos anos 30 e da riqueza humana de Mulheres Livres. Estivemos com um dos grupos que mantêm o legado daquelas mulheres: Dones Lliures D’Alacant, um grupo de mulheres da CGT que se denominam anarcofeminista. Contamos também com a presença poética e comprometida com o feminismo atual da escritora Llum Qiñonero.

Para tornar mais compreensível a mensagem de nossas protagonistas, recriamos cenas com atrizes, chegando a reproduzir um comício em um teatro. Também trazemos, de onde quer que esteja, o espírito de Lucia Sanchez Saornil, que nos ajuda a contar a história.

Mais infos:

zerikusia@hotmail.es

Trailer do documentário:



agência de notícias anarquistas-ana





No entardecer

O azul celeste

Manchado é pelo arranha-céu

Dalva Sanae Baba

2 comentários:

Anarca feminista disse...

Acho importante! Curti demais a sua atitude.

É possível acharmos esse doc. aqui no Brasil?

Valeu

Karina Meireles disse...

aqui no Brasil acho muito dificil, infelizmente.. mais tem o email da produtora talves eles tenham legendado

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás