O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

30 de abr de 2012

[Espanha] Mostra de Cultura Anarquista em Olot, 4 e 5 de maio de 2012


Comunicado:

A MCA de Olot é uma iniciativa cultural ideológica promovida pela CNT de Olot e a Biblioteca Social de Olot para aproximar a realidade histórica, atual e futura de um ideário e práticas anarquistas que acreditamos ser a mais alta expressão de democracia e liberdade.

Nela encontrará conversas, exposições, documentários, uma feira de livro e uma publicação digital que sairá a luz uns dias antes e que poderá consultar no site (link abaixo).

Estas são as ferramentas que consideramos úteis para expandir o conhecimento do ideário anarquista, pois é uma ferramenta - o anarquismo - que se utiliza cada dia mais de maneira instintiva frente à problemática social atual, pois de todas, é sabido como vem funcionando muitas das mobilizações atuais (tomada de decisões em assembleias, sem hierarquias, a partir da autogestão, a solidariedade, etc.).

Portanto, acreditamos que pode haver um certo interesse das pessoas que desconhecem a realidade desta ideologia e este é um motivo de primeira ordem para organizar a partir de nossas entidades os diferentes atos que se levarão a cabo.

Rechaçamos e combatemos através desta iniciativa qualquer clichê negativo que se apresenta sobre o anarquismo, como a anarquia ser a "desordem e o caos", e, portanto, tentaremos com os diferentes atos aproximarmos aos que a diferencia da maioria de nós que não são anarquistas, não o sabem ou querem aprofundar seu conhecimento.

Definitivamente esta Mostra de Cultura Anarquista de Olot aspira a que as pessoas, passeiem, escutem, falem a sua e levem algum livro ácrata, juntamente, claro, com uma boa impressão, do que para nós é mais uma oportunidade para construir uma sociedade mais livre e igualitária.

Mais informações, programação:


Aqui um vídeo que apresenta a MCA:

 
Aqui a revista digital da MCA:
http://issuu.com/vallgurnera/docs/arguments




agência de notícias anarquistas-ana



um gato no telhado
para os pardais novos
que alvoroço!
Rogério Martins

28 de abr de 2012

Construa-se construindo o mundo



Nossa cultura hoje exige uma mobilidade de atenção e ao mesmo tempo diagnóstica como patológico a hiperatividade. É tal contradição que nos faz, ou deveria fazer, refletir sobre “o que é” e “o que não é” importante para a vida, a cultura, a sociedade e a educação. Em todos os aspectos da nossa existência há uma variedade bastante complexa de ser, estar no mundo e com o mundo, essa cultura de globalizar, de educar para homogeneizar nos limita a escolhas que poderiam ser diferentes se esta educação não fosse dualista, separando os saberes em intelectual e manual e os seres entre a elite e o povo, conseqüentemente fragmentando o humano e distorcendo valores.

É importante considerar que a realidade educacional encontrada em nossos dias é decorrente de anos de historia de opressão. Por isso questões como: que tipo de cidadão a escola forma? Quais os objetivos desta educação? São relevantes quando se percebe que o ensino regular é uma de tantas outras formas de aquisição de conhecimento. Pensar nela como única forma possível é estagnar, é desacreditar da força criadora do ser humano, é menosprezar nosso desenvolvimento, nossa capacidade de aprender para reconstruir-nos constantemente, de acordo com as necessidades de uma vida digna e solidaria. 

É através do desejo de emancipação a justiça e a igualdade de direitos e deveres, que a escola não deve se distanciar do mundo, segundo os estudos de Codello sobre o pensamento de Proudhon, 

ele afirma que é justamente o aprendizado a verdadeira instrução pública que deve fundamentar-se sobre conhecimentos amplos e variados, nos diversos âmbitos das ciências, das artes, das literaturas, de todas as atividades sociais e econômicas [...] em suma, Proudhon exprimi-se a favor de uma educação politécnica de modo a permitir aos estudantes, a experiência, mas sem especializar-se em nenhuma delas. (PROUDHON)

            O objetivo que se desenvolve na educação proposta por Proudhon é preparar o individuo para o uso livre e integral de todas as suas faculdades, todas as competências da natureza humana devem ser tratadas com a mesma intenção, não podemos considerar a educação sob um único aspecto. O conhecimento científico e literário, educação moral, formação de consciências livres e educação técnica caminham juntas. Assim busca-se uma construção da liberdade individual e da ruptura da alienação política, que se fundamenta na divisão capitalista do trabalho.

Karina Meireles

25 de abr de 2012

E agora com vocês, uma Fabulazinha

O SONHO DOS RATOS
 
Era uma vez um bando de ratos que vivia no buraco do assoalho de uma casa velha.

 Havia ratos de todos os tipos: grandes e pequenos, pretos e brancos, velhos e jovens, fortes e fracos, da roça e da cidade.

Mas ninguém ligava para as diferenças, porque todos estavam irmanados em torno de um sonho comum: um queijo enorme, amarelo, cheiroso, bem pertinho dos seus narizes.

Comer o queijo seria a suprema felicidade...

Bem pertinho é modo de dizer. Na verdade, o queijo estava imensamente longe, porque entre ele e os ratos estava um gato ... O gato era malvado, tinha dentes afiados e não dormia nunca. Por vezes fingia dormir. Mas bastava que um ratinho mais corajoso se aventurasse para fora do buraco para que o gato desse um pulo e, era uma vez um ratinho...

Os ratos odiavam o gato. Quanto mais o odiavam mais irmãos se sentiam. O ódio a um inimigo comum os tornava cúmplices de um mesmo desejo: queriam que o gato morresse ou sonhavam com um cachorro...

Como nada pudessem fazer, reuniram-se para conversar. Faziam discursos, denunciavam o comportamento do gato (não se sabe bem para quem), e chegaram mesmo a escrever livros com a crítica filosófica dos gatos.

Diziam que um dia chegaria em que os gatos seriam abolidos e todos seriam iguais. "Quando se estabelecer a ditadura dos ratos", diziam os camundongos, "então todos serão felizes"...
- O queijo é grande o bastante para todos, dizia um.

- Socializaremos o queijo, dizia outro.

Todos batiam palmas e cantavam as mesmas canções. Era comovente ver tanta fraternidade.
Como seria bonito quando o gato morresse!

Sonhavam. Nos seus sonhos comiam o queijo. E quanto mais o comiam, mais ele crescia.Porque esta é uma das propriedades dos queijos sonhados: não diminuem:  crescem sempre.

E marchavam juntos, rabos entrelaçados, gritando: " o queijo, já!"...

Sem que ninguém pudesse explicar como, o fato é que, ao acordarem, numa bela manhã, o gato tinha sumido.

O queijo continuava lá, mais belo do que nunca. Bastaria dar uns poucos passos para fora do buraco.

Olharam cuidadosamente ao redor. Aquilo poderia ser um truque do gato. Mas não era. O gato havia desaparecido mesmo. Chegara o dia glorioso, e dos ratos surgiu um brado retumbante de alegria. Todos se lançaram ao queijo, irmanados numa fome comum.

E foi então que a transformação aconteceu. Bastou a primeira mordida.

Compreenderam, repentinamente, que os queijos de verdade são diferentes dos queijos sonhados. Quando comidos, em vez de crescer, diminuem.

Assim, quanto maior o número dos ratos a comer o queijo, menor o naco para cada um. Os ratos começaram a olhar uns para os outros como se fossem inimigos. Olharam, cada um para a boca dos outros, para ver quanto do queijo haviam comido. E os olhares se enfureceram. Arreganharam os dentes.

Esqueceram- se do gato.

Eram seus próprios inimigos.

A briga começou. Os mais fortes expulsaram os mais fracos a dentadas. E, ato contínuo, começaram a brigar entre si. Alguns ameaçaram a chamar o gato, alegando que só assim se restabeleceria a ordem.

O projeto de socialização do queijo foi aprovado nos seguintes termos:

"Qualquer pedaço de queijo poderá ser tomado dos seus proprietários para ser dado aos ratos magros, desde que este pedaço tenha sido abandonado pelo dono".
 
Mas como rato algum jamais abandonou um queijo, os ratos magros foram condenados a ficar esperando...
 
Os ratinhos magros, de dentro do buraco escuro, não podiam compreender o que havia acontecido. O mais inexplicável era a transformação que se operara no focinho dos ratos fortes, agora donos do queijo. Tinham todo o jeito do gato, o olhar malvado, os dentes à mostra.

Os ratos magros nem mais conseguiam perceber a diferença entre o gato de antes e os ratos de agora. E compreenderam, então, que não havia diferença alguma. Pois todo rato que fica dono do queijo vira gato. Não é por acidente que os nomes são tão parecidos.

22 de abr de 2012

Há de haver



Foto: Michał Karcz



Morno 'dizem'
é um poema mediano
,aquela coisa que está entre,
na dualidade da nossa cultura
Há de haver
possibilidades
além do ser ou não ser...
Se alguma coisa
há de ser
Começaremos por velhos clichês: “evoluir é mudar”

Que possamos um dia superar
O bom e o ruim
O belo e o feio
Que achemos as lacunas da linguagem
o entre das coisas perdidas
o admirável que vagueia sem a percepção cega dos olhos...

km

20 de abr de 2012

[Espanha] 2º Festival de Cinema Anarquista de Barcelona

Acontece do dia 16 ao dia 19 de maio o 2º Festival de Cinema Anarquista de Barcelona. A programação do evento está praticamente fechada. 

Mas ainda dá tempo de participar. Se você tem um filme, curta ou documentário, que gostaria de ver projetado no Festival envie uma sinopse do filme, registrando a duração e formato (VHS, DVD etc.) para: cineanarquistabcn@gmail.com

A produção tem que abordar os anarquistas e o anarquismo, ou que tenha inspiração libertária ou que fale sobre lutas antiautoritárias ou que seja simplesmente anárquico. 

Mais infos:



agência de notícias anarquistas-ana





Na noite em silêncio
o relógio presente
marca o passado
Eugénia Tabosa

19 de abr de 2012

Encontro de estudantes libertários acontece entre 27 de abril e 1º de maio, em São Paulo


O II Encontro de Estudantes Libertários acontecerá entre os dias 27 de abril e 1˚ de maio, na Universidade de São Paulo (USP), campus Butantã, em São Paulo.

O Encontro terá como tema central: “Organização Libertária para o Movimento Estudantil”. O evento contará com uma vasta programação, indo de discussões com vários temas, oficinas, teatro, exibições de filmes...

Mais informações e programação completa do evento podem ser obtidas no blog do Encontro, através do endereço https://eel.milharal.org/.


agência de notícias anarquistas-ana




branco dos ipês
caem letras trêmulas
tecendo versos
Paladino

16 de abr de 2012

...

Da tua boca
posso afirmar minha (des)graça
e da minha digo:
não és tu meu remédio
não és de mim contrário.
Com lágrimas penduradas em meus olhos
o que agora surge-me
nunca ter te conhecido
a não ser o avesso do reflexo
de um espelho ...

A lingua trava,
trava-lingua entres dentes de sorrisos cerrados
mas conheço as essencias, recursos
afônico sai um grito de inexistencia

“do nada faz-se ser
da tempestade faz-se a calma
da calma faz-se uma ponte
e nela percorremos nosso caminho”

Antes que eu me perca
vejamos o céu
as estrelas
tente ouvir
Antes  que o nada se faça
pergunte: onde estas?
Antes que venha a morte
assuma as dores e as cores
dos gostos e desabores.

E na sutil diferença,
quando lhe vejo
olho-o todo
sem partes nem posses
eu, personagem da vida irreal.
Sem título, sem posses nem posição, feita de madeira velha sem forma escrevi um poema sem título, falando sobre um outros seres tão reais como  o vinho, não menos saboroso.
km


10 de abr de 2012

[Grécia] Manifestação após o suicídio público: "O mais importante não é manter-se vivo, mas manter-se humano"


No sábado, 7 de abril, à tarde, foi realizado o funeral de Dimitris Jrístulas, que havia se suicidado três dias antes na praça principal de Atenas, Sintagma, em frente ao Parlamento, conferindo com a escolha deste lugar e uma nota deixada por ele a natureza política de sua ação. Mais de 1.000 pessoas se despediriam de Dimitris em sua última viagem. Os participantes transformaram o funeral em uma manifestação política. Entre os slogans gritados ou escritos em faixas destacamos uma frase de George Orwell: "O mais importante não é manter-se vivo, mas manter-se humano" (foto em anexo).

Na manhã do mesmo dia houve uma passeata por quase todo o centro de Atenas. Quando a passeata estava chegando à praça Syntagma, um policial à paisana que tinha se infiltrado no ato foi descoberto pelos manifestantes, que o perseguiram e quando o alcançaram lhes deram uns sopapos e tiraram a sua jaqueta. Então eles viram que por debaixo o traste vestia o uniforme da polícia. Os manifestantes, então, tiraram o uniforme dele e penduraram em uma árvore, perto do local do suicídio público em 4 de março (foto em anexo). Outros vestuários do militar e seus acessórios foram queimados (foto em anexo).

O policial à paisana, um dos muitos rufiões do Regime, foi vaiado e recebeu uns tapas e socos, antes de empregar uma fuga com outros pretorianos (fotos em anexo). Lembramos que o chamado Ministro de Proteção do Cidadão (ou melhor, do Sistema) havia dito: "A instituição da polícia secreta nas manifestações já não existe mais. Se você encontrar tais policiais, tire-os com uma pinça". Ao parecer, os manifestantes atenderam ao ministro, mas apenas em parte. Desta vez, eles apenas penduraram o uniforme deste pretoriano...

Após o fim da passeata, um manifestante se aproximou de um carro patrulha da polícia que estava parado no fundo da praça e tentou pichar algo sobre ele. Então, em seguida, o carro arrancou de repente e atingiu o manifestante. Outros manifestantes que estavam perto do carro começaram a chutar o carro e espalhar um spray no motorista.

Outra manifestação estava programada para domingo, 8 de abril, às 18h, em Atenas, na praça Syntagma, no ponto do suicídio.



agência de notícias anarquistas-ana

Lua crescente.
Onde está a outra parte?
Derramou no mar.
Rafael Medeiros

8 de abr de 2012

Beta Reader



Ao pé da letra Beta Reader significa “Leitor Beta”. Trata-se da pessoa que lê histórias, geralmente ficção, fantasia, contos com um olhar critico dando suas opiniões e corrigindo possíveis erros de escrita ou no enredo da história, antes dela ser publicada.

O autor/escritor pode ser conhecido como “Leitor Alfa” daí surge o nome de Beta Reader. Não é obrigatório ter apenas um, o autor pode ter quantos betas ele achar melhor.
Enfim, parte de cada um, querer um beta ou não. 

Eu acho imprescindível porque quando estamos escrevendo a história sempre temos uma coisa em mente e nem sempre conseguimos passar para o papel como imaginamos. O beta vem justamente para isso, para dizer se o que escrevemos está coerente e, de certa forma, para dizer se está bom! Claro que cabe a você, escritor, aceitar ou não qualquer sugestão do seu beta.

Beta Reader: Karina Meireles

7 de abr de 2012

Eu confesso, prefiro:



Livros a pessoas
Vinho a cerveja
Rpg a play station
Terror a romance
Inverno a verão
Cinema a TV
Teatro a novela
Anarquia a Governo
Rock’and’roll a Bossa Nova
Windows a Apple
Verdura a carne
Desconstrução a construção
Max Stirner a Karl Marx
Maria Lacerda de Moura a Pagu
Scooby Doo a Flintstones
Bob Marley a Beatles
James Brown a Elvis Presley
Fantasia a Ficção
Pincel a Spray
Poesia a Prosa
Amor a paixão
e acima de tudo, Liberdade de Expressão!
km

6 de abr de 2012

porque somos

Somos como somos
porque
Somos o que somos
km

5 de abr de 2012

[França] Paris: 6ª Feira do Livro Libertário


[Acontece nos dias 11, 12 e 13 de maio de 2012 a 6ª edição da Feira do Livro Libertário, no Espaço de Animação dos Blancs-Manteaux, em Paris. Milhares de pessoas são esperadas para o evento.]

Ler é refletir, é sentir prazer… é, à partida, desobedecer.

Desde o início dos anos noventa, que têm vindo a surgir dezenas e dezenas de editoras e revistas que se assumem como portadoras do “espírito libertário”. Estas estruturas, na sua maioria sem empregados, disponibilizam, atualmente, várias centenas de títulos, a partir das brochuras de apresentação com várias centenas de páginas. Os tópicos incluem todos os grandes clássicos do anarquismo e da história dos libertários, assim como sobre temas atuais.
Hoje, a edição libertária já não se encontra confinada aos poucos lugares especializados, livrarias de bairro ou as grandes superfícies, muitas vezes encontram-se fornecidas de propostas da órbita "Vermelha&Negra".

A edição de 2012? Novidades!!! 

Na linha das duas edições anteriores, a feira estará situada no centro do Marais, em Paris, no Espaço de Animação dos Blancs-Manteaux. Com mais de oitenta expositores (vindos de toda a França), esperamos que, pelo menos, com tantos editores e autores como nos anos anteriores (na verdade, fomos obrigados a recusar, devido à falta de espaço mais de vinte pedidos). Com propostas de: livros, jornais, poesia, HQ, estudos históricos, ensaios, zines, CDs, DVDs, livros infantis, etc. 

Neste ano, a feira terá o seu início em 11 de maio, sexta-feira, às 14h. Além disso, convidamos os nossos companheiros libertários da Suíça - dos cantões que falam francês, dos que falam alemão e dos que falam italiano - para apresentarem a sua produção editorial. 

Será também uma oportunidade para descobrir o programa da “Conferência Internacional Anarquista de St. Imier”, a ser realizada em agosto de 2012, no cantão suíço do Jura.

Outra novidade, a criação de um espaço: livros novos a preços antigos. Quinze editoras já contribuíram para este espaço, oferecendo livros (novos) com preços entre 1 e 5 Euros.

Depois das 20h (ao longo dos 3 dias) estão previstos: “Ideias errôneas sobre o anarquismo”; “A Alternativa Anarquista em Atos”; “A Educação”; “Desobedecer, indignar-se ou revoltar-se?”; “Decrescimento e partilha dos recursos”; “Futuro das mídia livres”; etc.

Uma segunda sala será destinada aos encontros: “Um Livro, um autor ou autora!” A todos 45 minutos, para um autor ou autora apresentar a sua mais recente obra.

Todos os dias, projeções de documentários, curtas-metragens, etc.

No programa: “Victor Serge, A Guerra Civil Espanhola”, e no sábado um dia consagrado ao Cinema de autor ou autora & cinema alternativo.

Outras atividades estão previstas: “Diaporama anticlerical”, “Árvores de palavras”, “Scooter de decrescimento”, um mural especialmente concebido no local pelos desenhistas do jornal Le Monde Libertaire, cartoonistas, etc.

Finalmente, a Radio Libertaire terá um estúdio no local. Nesta ocasião, ela alterará os seus programas para garantir um máximo de interação com os editore/as, autores/as e visitantes... Ela convida as suas congêneres de Paris e de fora a animar e difundir diretamente após o conjunto de emissões ao vivo. Está previsto um estúdio ao vivo para esta finalidade.

Entrada a preço livre e refeições ligeiras.

Organização:

Le Monde Libertaire e Radio Libertaire
145 rue Amelot 75011 - Paris
Tel: 01 48 05 34 08
 
Tradução > Liberdade à Solta




agência de notícias anarquistas-ana




o remo perfura
a superfície do lago
o barco desliza
Paladino

Essa sou eu, sem nexo algum

Se minha “cara” é feia
é porque reflete a sua
somos espelhos... 
Se minha boca não profere “como vai?”
é porque meus ouvidos pouco escutaram esse termo...

Quando chegar perto se tornou uma batalha?
quantas vezes quis um abraço,
e só achei “cara fechada”
quantas vezes quis um ouvido,
e só achei palavras duras. 

Pensei ser forte
Pensei não incomodar 
Pensei que fosse amor 

Jogo de interesse 
entre vidas 
por meio 
de uma vida.
 km

3 de abr de 2012

Lixo Extraordinario Documentário - Filme Completo

SINOPSE

Filmado ao longo de dois anos (agosto de 2007 a maio de 2009), Lixo Extraordinário acompanha o trabalho do artista plástico Vik Muniz em um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Lá, ele fotografa um grupo de catadores de materiais recicláveis, com o objetivo inicial de retratá-los. No entanto, o trabalho com esses personagens revela a dignidade e o desespero que enfrentam quando sugeridos a reimaginar suas vidas fora daquele ambiente. A equipe tem acesso a todo o processo e, no final, revela o poder transformador da arte e da alquimia do espírito humano.

como se fosse poesia

Caminhando pelo tempo
vi seu sorriso
guardei no bolso
como se fosse uma fotografia.

assim resolvi

por as cartas na mesa
ainda amo teu sorriso
cheio de dentes e alho...
Vamos juntos
caminhar pelo tempo
preencher as lacunas do passado
abrir a porta do espaço
como quem abre a porta da rua!
(na verdade a porta era da geladeira, que com o leite derramado, denunciava a larica passada)
Km.

JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás