O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

7 de abr de 2012

Eu confesso, prefiro:



Livros a pessoas
Vinho a cerveja
Rpg a play station
Terror a romance
Inverno a verão
Cinema a TV
Teatro a novela
Anarquia a Governo
Rock’and’roll a Bossa Nova
Windows a Apple
Verdura a carne
Desconstrução a construção
Max Stirner a Karl Marx
Maria Lacerda de Moura a Pagu
Scooby Doo a Flintstones
Bob Marley a Beatles
James Brown a Elvis Presley
Fantasia a Ficção
Pincel a Spray
Poesia a Prosa
Amor a paixão
e acima de tudo, Liberdade de Expressão!
km

2 comentários:

Lux Alt - INCØGNITØ disse...

Massa! Fiquei pensando nas minhas preferências. ^__^

Karina Meireles disse...

Legal! ^^)

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás