O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

5 de abr de 2012

[França] Paris: 6ª Feira do Livro Libertário


[Acontece nos dias 11, 12 e 13 de maio de 2012 a 6ª edição da Feira do Livro Libertário, no Espaço de Animação dos Blancs-Manteaux, em Paris. Milhares de pessoas são esperadas para o evento.]

Ler é refletir, é sentir prazer… é, à partida, desobedecer.

Desde o início dos anos noventa, que têm vindo a surgir dezenas e dezenas de editoras e revistas que se assumem como portadoras do “espírito libertário”. Estas estruturas, na sua maioria sem empregados, disponibilizam, atualmente, várias centenas de títulos, a partir das brochuras de apresentação com várias centenas de páginas. Os tópicos incluem todos os grandes clássicos do anarquismo e da história dos libertários, assim como sobre temas atuais.
Hoje, a edição libertária já não se encontra confinada aos poucos lugares especializados, livrarias de bairro ou as grandes superfícies, muitas vezes encontram-se fornecidas de propostas da órbita "Vermelha&Negra".

A edição de 2012? Novidades!!! 

Na linha das duas edições anteriores, a feira estará situada no centro do Marais, em Paris, no Espaço de Animação dos Blancs-Manteaux. Com mais de oitenta expositores (vindos de toda a França), esperamos que, pelo menos, com tantos editores e autores como nos anos anteriores (na verdade, fomos obrigados a recusar, devido à falta de espaço mais de vinte pedidos). Com propostas de: livros, jornais, poesia, HQ, estudos históricos, ensaios, zines, CDs, DVDs, livros infantis, etc. 

Neste ano, a feira terá o seu início em 11 de maio, sexta-feira, às 14h. Além disso, convidamos os nossos companheiros libertários da Suíça - dos cantões que falam francês, dos que falam alemão e dos que falam italiano - para apresentarem a sua produção editorial. 

Será também uma oportunidade para descobrir o programa da “Conferência Internacional Anarquista de St. Imier”, a ser realizada em agosto de 2012, no cantão suíço do Jura.

Outra novidade, a criação de um espaço: livros novos a preços antigos. Quinze editoras já contribuíram para este espaço, oferecendo livros (novos) com preços entre 1 e 5 Euros.

Depois das 20h (ao longo dos 3 dias) estão previstos: “Ideias errôneas sobre o anarquismo”; “A Alternativa Anarquista em Atos”; “A Educação”; “Desobedecer, indignar-se ou revoltar-se?”; “Decrescimento e partilha dos recursos”; “Futuro das mídia livres”; etc.

Uma segunda sala será destinada aos encontros: “Um Livro, um autor ou autora!” A todos 45 minutos, para um autor ou autora apresentar a sua mais recente obra.

Todos os dias, projeções de documentários, curtas-metragens, etc.

No programa: “Victor Serge, A Guerra Civil Espanhola”, e no sábado um dia consagrado ao Cinema de autor ou autora & cinema alternativo.

Outras atividades estão previstas: “Diaporama anticlerical”, “Árvores de palavras”, “Scooter de decrescimento”, um mural especialmente concebido no local pelos desenhistas do jornal Le Monde Libertaire, cartoonistas, etc.

Finalmente, a Radio Libertaire terá um estúdio no local. Nesta ocasião, ela alterará os seus programas para garantir um máximo de interação com os editore/as, autores/as e visitantes... Ela convida as suas congêneres de Paris e de fora a animar e difundir diretamente após o conjunto de emissões ao vivo. Está previsto um estúdio ao vivo para esta finalidade.

Entrada a preço livre e refeições ligeiras.

Organização:

Le Monde Libertaire e Radio Libertaire
145 rue Amelot 75011 - Paris
Tel: 01 48 05 34 08
 
Tradução > Liberdade à Solta




agência de notícias anarquistas-ana




o remo perfura
a superfície do lago
o barco desliza
Paladino

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás