O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

3 de out de 2012

Pedagogia libertária - PARTE I




Ao longo dos séculos surgiram vários conceitos pedagógicos. Uns supriam as necessidades de quem detinha a riqueza e o controle da ordem social e outros pensavam nas necessidades que propiciariam aos seres humanos sua emancipação. Pensando no educando, na criança, e, numa sociedade mais justa sem distinções no ensino, encontramos no pensamento da educação libertária um tema coerente para ser estudado por educadores e todos aqueles que vêem na educação uma forma de transformação individual e social.
Por isso falar sobre pedagogia libertária é inicialmente compreender um tema que ao longo das décadas fora esquecido, apesar de no final do século XIX e inicio do século XX os assuntos abordados por esta pedagogia estivessem em ebulição, seu esquecimento não pode ser evitado.
Emergindo em um cenário de exploração do humano produzido pela sociedade capitalista, a pedagogia libertária se define, segundo Bakunin
 “Los anarquistas van a ser, de las diferentes corrientes socialistas, la que mantenga con más fuerza alguno de los postulados revolucionarios de los ilustrados, lo cual es claramente visible en el campo de la educación. Hay en fondo la misma confianza en la capacidad de la razón para transformar la sociedad humana, venciendo los prejuicios creados por la ignorancia, por la supertición y por una educación puesta al servicio de las clases dominates para mantener sometida a toda la población. La ignorancia es denunciada como el alimento de la esclavitud, y la razón es la guia que conducirá a los seres humanos a liberarse de la opresión e de la explotación impuesta (1986, p. 8)”.
Compreendendo que há uma transformação e reorganização desta educação burguesa imposta para seu próprio benefício, surgem vários teóricos contrapondo esta forma educativa empregada pelo Estado e pela Igreja, sendo assim, não podemos entender a educação e o fazer pedagógico atualmente se esquecermos as influências provenientes da proposta libertária.
É negando o papel que a escola em nossos dias desempenha tendo como função educativa a estabilidade econômica que serve ao Estado, que a pedagogia libertária amplia essa visão percebendo como função educativa o desenvolvimento humano construindo um meio social rico e saudável onde as relações se dão coletiva e mutuamente.
Esta necessidade de uma informação completa preocupa-se com a criança não apenas no ambiente escolar, mas em toda sua amplitude física, cognitiva e social proporcionando experiências que ajudem no desenvolvimento de suas aptidões individual e em comunidade, contribuindo em seu presente e ajudando a construir seu futuro.
O pensamento pedagógico libertário critica as relações de poder que ocorrem no processo educativo, por isso cabe salientar a importância da educação integral como parte fundamental na luta contra a opressão e exploração da mente de nossos educandos.
Karina Meireles

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JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás