O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

26 de nov de 2013

24 de nov de 2013

Café expresso

Arte: Gianluca Biscalchin


Em tempos de café expresso
A correria é grande
e
quando a vontade é maior...
fica fácil, parar no tempo.

Com o tempo parado na viagem dos seus sonhos
  um estalar de dedos,
voltamos à realidade.


Logo, a criatividade anunciada pela vontade de sonhar
nos da corda
aquela corda toda
cheia de força, sem atrito, flui.


Se expressa...

E acaba o café!

A verdade de querer saber
do sabido o que pensa, é assim
um gole de ansiedade
e um grande suspiro

Km.


13 de nov de 2013

Haikaiando


Dormindo
o zumbido,
chato mosquito.

km

Descarrego




Não suportando
a falta de trato
Quanto mais
ao amor,
                aconchego,
                                      futuro...
O que consideras?
Ignorância é um estado
escolhas pra uns
falta dela pra outros
Se invalidam
km


4 de nov de 2013

Ironias da vida

Banco Central da Ucrânia emitiu uma moeda dedicada ao anarquista Nestor Makhno

O Banco Central ucraniano lançou no dia 25 de outubro moeda comemorativa em homenagem ao anarquista Nestor Makno (26 de outubro de 1888 — 6 de julho de 1934), na série “personalidades de destaque da Ucrânia”.

Cunhada em metal branco e com valor de face de 2 hryvnias (cerca de 6 reais), a moeda traz no anverso a logomarca do Estado da Ucrânia e legenda do Banco Central ucraniano, além de uma charrete puxada por cavalos. No reverso, destaca-se um retrato de Makhno e as palavras Terra, Esperança, Campesino, Força.

Inicialmente foram impressas 30 mil moedas. Artistas e escultores que participaram do projeto: Taran Vlodomir, Žaruk Oleksandr, Nataliya Fandikova, Volodimir Vem'yanenko e Anatoliy Dem'yanenko.

Mais detalhes no site do Banco Central da Ucrânia:




agência de notícias anarquistas-ana

Dentro da mata –
Até a queda da folha
Parece viva.

Paulo Franchetti

JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás