O dito da vez


Cquote1.svg

A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

Cquote2.svg
Carlos Drummond de Andrad

27 de mai de 2014

[Grécia] Documentário: "Fascismo, S.A."

 “Porque o fascismo não é só os gângsters do Aurora Dourada, mas também os políticos, os empresários, e os editores que o alimentaram [...]” 

 “Porque a crise econômica que favorece o crescimento do fascismo e do nazismo está na nossa frente e não no passado [...]”

 “Porque toda Europa se afunda na escuridão da direita radical [...]” Criadoras de “Deudocracia” e “Catastroika”, as jornalistas gregas Katerina Kitidi e Ari Hatzistefanoum voltam com um novo documentário.  
Queremos contar histórias curtas, desconhecidas do passado, o presente e o futuro do fascismo e suas conexões com os interesses econômicos de cada época. Viajaremos desde a Itália de Mussolini, até a Grécia da ocupação Nazi, da guerra civil e da ditadura, e desde a Alemanha Nazi de Hitler até os dias de hoje. O novo documentário seguirá os passos de “Deudocracia” e de “Catastroika”, onde temos descrito as causas da crise da dívida, as consequências do memorando, a abolição da democracia e a liquidação absoluta da Grécia. O documentário “Fascismo, S.A.” deseja inspirar os movimentos antifascistas de toda Europa e, ao mesmo tempo, continuar um dos experimentos mais grandes do jornalismo independente. Mais uma vez rechaçamos qualquer financiamento de partidos e empresas e comunicamos que o documentário circulará livremente, sem restrições de uso e transmissão. E neste caso também queremos a todos como nossos coprodutores. Você pode contribuir economicamente para a finalização do documentário, enviando qualquer quantia via Paypal ou via conta bancária, mencionando NÃO querer que vosso nome apareça nos créditos. 
 Vídeo com legenda em castelhano de “FASCISMO, S.A.”:


no capim orvalhado
guarda-chuva de renda
a teia de aranha
Tânia Diniz




Nenhum comentário:

Postar um comentário

dizeres

JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás