O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

25 de jul de 2014

A guerra é a saúde do Estado


No mundo de hoje, os Estados necessitam da guerra para estabelecer a dominação sobre outras partes do planeta, para unir a sua população contra um inimigo exterior, para impulsionar suas próprias indústrias armamentísticas, que constituem uma parte crescente de suas economias. Cada vez mais, grandes empresas e instituições financeiras como o FMI e o Banco Mundial, em conjunção com países como os Estados Unidos, França, China, Rússia e outros, impõem seu domínio econômico por meio da força militar.

Ademais, o desenvolvimento da indústria nuclear, conduz a uma sociedade nuclear de controle e centralização, e a uma ameaça para a vida humana e o meio ambiente. A nova tecnologia (drones, etc.) é usada para matar cada vez mais gente, e para incrementar a vigilância do Estado, incluindo o controle das fronteiras da Fortaleza Europa contra os imigrantes da África.

A busca de minerais por parte dessas indústrias, traz a luz as lutas dos diferentes blocos de poder para estabelecer o controle sobre importantes jazidas de urânio, petróleo e outros minerais. A guerra está intimamente ligada a destruição do meio ambiente, como o desmatamento da selva durante a guerra do Vietnã ou os enormes danos ambientais durante o bombardeio das refinarias durante a guerra do Golfo.

A guerra implica o deslocamento de populações inteiras, a imigração forçada e o estabelecimento de grandes campos de refugiados. Desencadeia a fome com ataques as colheitas. As violações em massa são utilizadas como arma de terror e como sinal da virilidade deturpada, gerada pelo militarismo.

Assim como as ameaças fabricadas, do tipo do fundamentalismo islâmico e, de novo, a do Urso Russo ou a da agressão imperialista ocidental, também se emprega cada vez mais a ameaça de desordem interna, frequentemente provocada pelo próprio Estado, para criar um inimigo interior – o inimigo dentro – sejam de grupos de jovens ou grupos políticos. O aumento da militarização da sociedade está portanto justificado, com uma presença cada vez maior de tropas nas ruas e aeroportos militares, e o incremento das forças policiais militarizadas.

Os blocos de poder em competição – Estados Unidos, Rússia, China, a União Europeia, etc. - buscam suas próprias esferas de influência a nível global, o que leva a uma tensão cada vez maior, como podemos ver na situação da Ucrânia.

Nos opomos a tendência a militarização da sociedade e a guerra. As disputas sobre fronteiras têm sido empregadas como meio pelos blocos de poder e os Estados para alimentar conflitos. A resposta não está na solução do micronacionalismo (Escócia, Catalunha, etc.) com o desenvolvimento de novos pequenos Estados, com suas próprias forças armadas, mas sim em uma livre federação dos povos, a destruição das indústrias de guerra, a dissolução dos exércitos, a desaparição das fronteiras, e a eliminação do capitalismo. Em um nível mais prático, nos opomos a sua tendência à guerra e a militarização da sociedade, com companhas contra o recrutamento militar, o apoio aos desertores e aos que se opõem à guerra, a desobediência civil e as paralisações e greves contra o tráfico de armas e de exércitos.

Não às fronteiras

Não às guerras

Sim ao compartilhamento dos recursos de todo o planeta

Guerra à guerra!

Internacional de Federações Anarquistas (IFA)


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Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Bem-te-vis fofinhos
Livres, leves, cantando
Meu sonho é voar

Júlia Teodora Di Giovanni Vergara – 12 anos

JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás