O dito da vez


Cquote1.svg

A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

Cquote2.svg
Carlos Drummond de Andrad

9 de set de 2014

Despencando

 Faz tempo que não escrevo devaneios neste antro de palavras ditas, cujo o entender cabe a todo louco que se aventura por aqui, que da um pouco de sentido aos ditos, exercendo assim sanidade e reflexão em sua ação de pensar... Mas apesar deste sistema de vida imposto sem minha vontade a não ser a histórica nos oprimir, de certo a liberdade de escolha? Pois quero escrever e não posso por opressão de responsabilidades impostas pelo mundo moderno do trabalho e da hiperatividade virtual, logo estou (estamos) vivenciando um embuste da liberdade.

Rompendo o paradigma desta ilusão reconhecendo o fato, o dito e cujo momento de alienação o separando da visão de mundo adquirida, fica claro neste momento que somos plural, não a liberdade e sim liberdades, as escolhas diversas que cada um faz e seleciona para sua existência constrói ou destrói as liberdades oferecidas, expressão, valor, juízo, etc. liberdade para ser e não ser...

Sendo assim, aguentemos as consequências!
(o que é bom e ruim, isso não existe, se liberte desta dualidade ;)

km




Nenhum comentário:

Postar um comentário

dizeres

JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás