O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

28 de dez de 2014

22 de dez de 2014

Nação Zumbi - Um Sonho





Estão comendo o mundo pelas beiradas
Roendo tudo, quase não sobra nada
Respirei fundo, achando que ainda começava
Um grito no escuro, um encontro sem hora marcada [...]

21 de dez de 2014

[Cuba] Posição do Taller Libertario Alfredo López sobre a libertação de prisioneiros e o restabelecimento de relações diplomáticas pelos governos de Cuba e dos Estados Unidos




nos fios
os pássaros
escrevem música

Eugénia Tabosa

1.  A “normalização” de relações entre os poderes governamentais dos Estados Unidos e de Cuba deveria contribuir para eliminar numerosos e antiquados impedimentos impostos (por estes mesmos governos) aos relacionamentos humanos elementares entre ambas as nações.

2.  Alegramo-nos conjuntamente com aqueles que saíram de trás das grades, e com suas famílias que acabam de receber em casa os entes queridos em liberdade – por fim! – depois de muitos anos de reclusão “legal”.

3.  No entanto, desconhecemos os termos desta negociação. Trata-se de um passe de mágica que contribui para uma mentalidade milagreira, e nos deixa como espectadores passivos.

4.  Preocupa-nos, ademais, que se criem novas oportunidades para que o capital explore “mais” e “melhor” as nossas gentes.

5. Que se intensifique o conformismo, a insignificância e a miséria, através de mais consumismo, mais devastação do meio ambiente e mais invasão da cultura de massas; e é que...

6. O imperialismo norte-americano segue em pé.

7. O autoritarismo cubano segue em pé.

8. A Base Naval de Guantánamo não foi desmantelada e continua a alojar uma prisão internacional dotada de um centro de torturas.

9. Assim, não basta libertar um grupo de prisioneiros, nem sequer bastaria com o fechamento de uma prisão especialmente odiosa: todas as prisões do mundo devem fechar.

10. Tampouco basta que os Estados Unidos desmobilizem a sua “guerra fria” e conciliem posturas sobre um conjunto de pontos: a verdadeira reconciliação entre os povos acontecerá quando deixarem de existir Estados.

11. Menos ainda basta acabar com o bloqueio dos mercados para que os detentores dos meios de exploração do trabalho alheio e da natureza negociem entre si: tal exploração deve desaparecer já.

12. Portanto esperamos que, agora que no horizonte se vislumbra o possível desmantelamento do bloqueio-embargo, que isto não se trâmite apenas desde as instâncias executivas, mas que todos os cubanos e estadunidenses tomem parte com suas vontades.

Continuaremos a nossa luta contra todas as dominações: luta ecologista, anti-imperialista, anticapitalista e antiautoritária, em solidariedade com os camaradas no resto do mundo.

Liberdade sem socialismo é privilégio e injustiça; Socialismo sem liberdade é brutalidade e tirania.

Havana, 19 de dezembro de 2014

Taller Libertario Alfredo López


agência de notícias anarquistas-ana

14 de dez de 2014

#

não
      merece
                  ser
                       merecedor
                               de ser um ser em vida... nem muito menos merecido!


10 de dez de 2014

...


folha seca
sobre o travesseiro
acorda borboleta

Alice Ruiz

7 de dez de 2014

Nação Zumbi & Siba - Trincheira Da Fuloresta





Por que também de música vive o ser...

4 de dez de 2014

Hoje

Meus pensamentos 
            hoje
estão altos 
                   demais...

km..


JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás